segunda-feira, 5 de maio de 2014

Energia solar transforma CO2 em combustível para aviões


Energia solar transforma CO2 em combustível para aviões
A luz solar é concentrada sobre o reator onde dióxido de carbono e água são transformados em gás de síntese. [Imagem: Solar-Jet]

Pesquisadores europeus demonstraram a viabilidade técnica de um novo processo que converte CO2 em combustível para aviões usando energia solar.
A energia solar é concentrada e usada para aquecer um reator onde é produzido o material intermediário do processo.
"Com esta primeira prova de conceito de um 'querosene solar', o projeto Solar-Jet deu um grande passo rumo a combustíveis verdadeiramente sustentáveis no futuro, com matérias-primas virtualmente ilimitadas," disse o Dr. Andreas Sizmann, coordenador do projeto, que congrega várias universidades e empresas.
A demonstração envolveu uma tecnologia de processo que usa a luz solar concentrada para converter dióxido de carbono e água para o chamado gás de síntese.
Outros experimentos em menor escala já haviam usado a energia solar para produzir combustível para carros, uma área de pesquisas também conhecida como combustão reversa.
Isto é feito por meio de um ciclo redox que usa óxidos metálicos a temperaturas elevadas. A ideia é usar a energia termossolar para que o processo não dependa da queima de combustíveis fósseis para o aquecimento dos fornos.
"A tecnologia de reator solar apresenta uma transferência de calor por radiação otimizada e uma cinética de reação rápida, que são cruciais para maximizar a eficiência de conversão de energia solar para combustível," disse o professor Aldo Steinfeld, do instituto ETH, na Suíça.
Energia solar transforma CO2 em combustível para aviões
O bioquerosene de aviação já está aprovado para uso nos aviões comerciais. [Imagem: Solar-Jet]
Gás de síntese
O gás de síntese produzido pelo reator solar - uma mistura de hidrogênio e monóxido de carbono - é depois convertido em querosene de aviação usando o processo Fischer-Tropsch tradicional.
Embora o ciclo redox acionado por energia termossolar para a produção de gás de síntese ainda esteja nos estágios iniciais de desenvolvimento, o processamento de gás de síntese para obtenção do querosene já está sendo implantado por empresas em escala global.
Além disso, o querosene obtido pelo processo Fischer-Tropsch já está aprovado para uso pela aviação comercial.
Na próxima fase do projeto, a equipe pretende otimizar o reator solar e avaliar o potencial técnico-econômico de implementação da tecnologia em escala industrial.
PARA SABER MAIS: COMBUSTÃO REVERSA

Fonte: Inovação Tecnológica  (05/05/2014).


ÁGUA ALÉM DA CONJUNTURA - PARADIGMAS DE GESTÃO LOCAL E GLOBAL

Dr. Walter TeschSecretario Executivo do Conselho Estadual de Recursos Hidricos na Secretaria Saneamento e Recursos Hidricos


CONTEXTO: ESTADO DE ATENÇÃO 


No Brasil, ao se falar de falta de águam se apresenta à memória o nordeste. Na nossa história, prevalece a cultura de matriz extrativista. Bastava andar com uma forquilha (teoria da radiestesia), onde ela apontasse se fazia-se o poço e a água jorrava. Ainda hoje, em muitos lugares a solução proposta para a escassez é a mesma, vamos fazer um "poço artesiano". Contudo, a ocupação e usos do solo mudaram (a população há 100 anos era de 1.5 bilhão, hoje mais de 7 bilhões), e sabemos que abaixo de 40 metros do solo, conhecemos muito pouco do ambiente onde vivemos. 



O estudo das mudanças climáticas, realizado por milhares de cientistas mostra, como vimos no Amazonas, secas ou nas enchentes nunca antes vistas que o problema é grave. O tema é de segurança da espécie humana e não do planeta. Isto mostra a necessidade de mudança de atitude cultural, a questão não é só da esfera técnica e de especialistas, é de sociedade e exige passar de uma gestão passiva, reativa às crises como tem sido em nossa cultura, para uma gestão estratégica e proativa de prevenção de riscos e envolvimento de todo cidadão para um “segurança social ativa”. Para isto é necessário que se torne um tema permanente da “agenda da sociedade” não vulnerável aos humores políticos conjunturais e muito menos de manipulação oportunista marqueteira do bode expiatório. 




O Nordeste enfrentou em 2012 e 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com 1.400 municípios em estado crítico e de emergência e o sudeste, especialmente a macrometropole paulista, sofre em 2014 uma estiagem inédita. Maior estiagem, mais calor, maior demanda de água, mais evaporação, impactos na agricultura, na energia e abastecimento público. Portanto um fenômeno que envolve a sociedade e governos das diversas esferas em seu conjunto. 


O fenômeno não é isolado. Nos Estados Unidos, 2012 foi considerado o ano mais quente desde que se registros, estendendo-se seus efeitos até 2014. Na Austrália, África, México, China, Índia, Rússia e Sudeste da Europa, eventos extremos e efeitos colaterais de desertificação e degradação do solo acompanham o processo. Segundo o painel do clima (IPCC) e a organização mundial meteorologia o tema vai além da conjuntura e um desafio internacional de coordenação e metodologias integradas de gestão. 


Não bastasse isto, a rede mundial de monitoramento da temperatura do oceano pacífico aponta que em 2014 existe mais de 50% de possibilidades que o retorno de El Niño afete o Brasil. A Austrália que enfrenta uma das piores secas da sua história já adotou a previsão de 70% de possibilidade de o El Niño afetar o país. Se acontecer como 1997-98, o efeito do El Niño se apresentará diverso nas várias regiões do país, umas com secas, outras com tempestades extremas.


A crise da água em muitas regiões é um alerta e uma oportunidade para debater sobre a viabilidade do modelo de convivência e estabilidade social. É importante ao analisar o cenário hídrico da macrometropole paulista considerar algumas variáveis estruturais condicionantes que excepcionalmente ingressam nas análises ou são questionadas. 



O único técnico político que ousou colocar o tema foi Figueiredo de Ferraz quando expressou que São Paulo deveria parar de Crescer. O tema dos limites de crescimento ou expansão urbana da capital de São Paulo é um problema de Estado, Figueiredo Ferraz ao abordar sofreu forte pressão de múltiplos interesses e foi excluído do governo . O “modelo urbano concentrador de população”, que anda junto com um “modelo político e social” tem a ver com uma idéia de desenvolvimento que produz insanidade, desestabilização ambiental, incremento da violência paralelo á concentração de capital junto com a elevação do gasto publico que motoriza um estilo de ação política e um conceito de gestão publica de “atendimento à demanda imediata” sem questionar a natureza do modelo de organização e funcionamento da sociedade. 

Se considerarmos o crescimento anual de 1% da população, só o município de São Paulo cresce em população o equivalente a uma cidade de 120.000 habitantes ao ano, se ampliarmos o espaço de 50 mil km2 que envolve os 180 municípios da macrometropole teremos um incremento de 350.000 a cada ano. Isto significa a provisionar novas habitações, ligações de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, resíduos, alimento, educação, transporte, saúde, emprego, etc. Esta é uma das razões da sensação de que os serviços públicos sempre estão colapsados.

Não se avizinha no horizonte nenhuma “guerra climática”, contudo é importante que os atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos evitem a judicalizar o tema água. Esta atitude peculiar da cultura nacional tem contaminado a política e até o futebol. No caso da água, expressaria a antítese da metodologia de negociação e de tudo que se prega para a gestão pactuada dos recursos de uso comum que exige respeito, confiança e pluralidade democrática em base a conhecimento técnico e informações objetivas para a tomada de decisões. Método este válido tanto nas relações com águas subterrâneas interestaduais como as transfronteiriças.

Fonte: Linkedln (Maio, 2014).

domingo, 4 de maio de 2014

PROGRAMA PLANTE ÁRVORE

http://www.plantearvore.com.br/pt/o-projeto.html
Escrito por Silvia Serra   
O Programa Plante Árvore é uma ação voluntária do IBF – Instituto Brasileiro de Florestas com o propósito de neutralizar emissões de CO2 de pessoas  físicas e jurídicas, voluntariamente, através do plantio de árvores nativas.

O programa consiste no cadastro de proprietários rurais que tenham em suas propriedades áreas a serem reflorestadas ou destinadas à mata ciliar que devem ser refeitas, o IBF coloca estas áreas a disposição de empresas ou de pessoas físicas que precisam ou queiram neutralizar o CO2, através de mudas de árvores nativas.  Os interessados escolhem a área a ser plantada e estas mudas serão destinadas ao proprietário e o mesmo fará o plantio.

A empresa ou pessoa que adere ao programa de neutralização de CO2 investe no plantio das árvores nativas, executado pela Equipe Plante Árvore que se encarrega da coleta das sementes, cultivo das mudas, escolha e preparo do terreno, plantio, manutenção do plantio durante dois anos e monitoramento por cinco anos.

O processo inicia-se com a identificação das espécies que povoarão a nova floresta, depois são coletadas e processadas as sementes para a produção das mudas em tubetes retornáveis. Do outro lado, a coordenação de recuperação faz o plano de recuperação da área, onde são planejados os tratos necessários a garantir o desenvolvimento das árvores no campo.

Visão do Programa

O Programa Plante Árvore planeja recuperar 01 milhão de hectares de áreas de preservação permanente (APP´s), reservas legais (RL’s) e fragmentos de matas para formação de corredores ecológicos. Serão plantadas 200 milhões de espécies florestais nativas, em uma área equivalente a 01 milhão de campos de futebol, atualmente ocupadas por pastos sub-utilizados. Estes locais compreendem margens de rios, lagos e represas de propriedades particulares, a recuperação tem finalidade conservacionista. Estes espaços qualificados para a atividade do programa proposto não são contínuas.

 A visão da equipe de trabalho do IBF durante os 02 anos de desenvolvimento do Programa Plante Árvore foi de apresentar aos parceiros e comunidade a importância que a recuperação de florestas associada à prestação de Serviços Ambientais pelos proprietários rurais representa para o desenvolvimento econômico sustentável. Esta associação virtuosa (recuperação florestal + serviços ambientais) tem sido o conceito básico que impulsiona todas as atividades desenvolvidas pelo Programa.

A inovação do Programa está na união de prestadores de serviços ambientais (proprietários rurais) com os financiadores através de ferramentas de comunicação positiva. 
  •  Recuperar trechos degradados da Mata Atlântica através do plantio de espécies florestais nativas em APP’s, RL’s e fragmentos de matas para formação de corredores ecológicos;
  •  Acentuar a biodiversidade das áreas ciliares degradadas que margeiam as propriedades e contribuir para a criação de conectividade ecológica ao longo dos rios;
  •  Melhorar a capacidade hídrica dos rios e nascentes e controlar a erosão do solo e da água
  •  Criar oportunidades de emprego e recreativas para os residentes locais nas proximidades das áreas beneficiadas (Projeto Sementes do Trabalho e Projeto Viveiro Familiar)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A verdade sobre seus pontos fortes

Entenda por que fazer algo de maneira excelente nem sempre pode ser considerado um ponto forte

Gisele Meter

Durante muito tempo acreditei que ponto forte era algo que se sabia fazer bem feito, ao passo que ponto fraco era algo que precisava ser desenvolvido.
Estudando um pouco mais sobre o tema, percebi que tudo o que imaginava se tratava de um grande equívoco, pois o que sempre acreditei ser um ponto forte era na verdade uma habilidade bem desenvolvida.
Sendo assim, podemos pensar de maneira mais simplificada o que é visto como ponto fraco, ponto forte e habilidade. Dentre as várias definições para ponto fraco, a que mais me identifico é aquela que denomina ser qualquer atividade que te faça se sentir mais fraco, entediado e desmotivado, mesmo que seu desempenho seja excelente, pois é algo que esgota energias e causa tédio ou faz com que você se desvie de seu objetivo principal, aquele idealizado por você ao longo dos anos. Ponto fraco é aquela atividade que só em pensar causa desânimo, angústia ou tristeza. Vemos muito isso a nossa volta. Um emprego enfadonho pode sim ser o ponto fraco de alguém – algo que enfraquece, mesmo que seja realizado de maneira excelente e inquestionável.
Já o ponto forte é algo que como o próprio nome diz, faz sentir mais fortalecido, é aquilo que desperta a vontade em fazer, que motiva e que não precisa de esforço para manter a concentração, porque é prazeroso, realiza e faz bem. Algo que quando é concluído, gera uma sensação imensa de bem estar.
Muitas pessoas confundem ponto forte com habilidades bem desenvolvidas e é aí que mora o perigo, pois podem acabar por anos a fio fazendo o que no fundo não suportam simplesmente porque consideram que aquilo é o ponto forte delas, não percebendo que levaram anos treinando tal habilidade para serem exímios executores daquilo que fazem de maneira quase que automática.
Deve ser por isso que vemos tantas pessoas infelizes no trabalho, na carreira e na vida de forma geral, porque passam grande parte do tempo focando nas habilidades e não nos pontos fortes. Fazendo isso, geram insatisfação, potencializando ainda mais os pontos fracos. Parece algo contraditório, mas é totalmente válido e real. Basta olhar a sua volta ou pior – e espero que este não seja o seu caso – basta olhar para si mesmo.

É preciso entender que habilidade desperdiçada com algo que você não gosta de realizar acaba se transformando em ponto fraco, trazendo uma sensação de angústia, frustração e até mesmo desespero, como se você estivesse sempre no lugar errado, andando em círculos sem caminhar para a direção que sonhou um dia.
É quase assustador pensar que se pode passar uma vida profissional distante de seus pontos fortes, apenas alimentando suas fraquezas – mas é isto que torna um profissional medíocre, a falta de reflexão acerca daquilo que realiza.
Talvez por acomodação ou falta de coragem as pessoas acabam vivendo de maneira medíocre, em um emprego que não agrega, não desenvolve e não realiza e por fim desperdiçam toda sua energia em algo que não faz bem. Sabemos que estamos desenvolvendo um ponto forte, quando ao final do dia, temos aquela sensação de missão cumprida, de ser valioso e principalmente de sentir que está no lugar certo, fazendo o que é certo, sem procurar atender expectativas alheias ou aquilo que os outros acham que você faz bem. Ninguém sabe melhor de suas potencialidades do que você mesmo.
E lembre-se, ponto forte não é aquilo que você faz bem, isto é habilidade. Ponto forte é aquilo que te fortalece e te faz sentir realizado, o resto é apenas uma tentativa frustrada de agradar aos outros e enganar a si mesmo.

VESTIBULAR FATEC FRANCA 2014


quinta-feira, 1 de maio de 2014

11 passos para implementar uma Startup

11 Steps for Scaling a Startup



Establishing a startup’s business infrastructure early—that is, establishing support in the areas of legal, accounting, tax, insurance, and human resources (HR)—provides a number of critical benefits for any entrepreneur to consider. This paper discusses suggestions for management teams that will facilitate establishment of an appropriate infrastructure.
Os interessados em baixar o livreto, façam o download no link abaixo indicado:
http://www.technologyevaluation.com/fnl/1/2/2/160600/0/
contribuição do Prof. Roland.

Custo de produção de abacaxi é reduzido com tecnologia em Frutal

 Para aumentar a produção e qualidade do abacaxi, produtores de Frutal, no Triângulo Mineiro, estão investindo na tecnologia do mulching, ou seja, um plástico que encobre a terra preparada para receber as mudas da fruta. O método reduz o custo do cultivo em 20% e diminui em 70% a aplicação de agrotóxicos nas lavouras, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).
A princípio, o investimento inicial na tecnologia é de R$ 2,5 mil por hectare. Apesar de alto, o percentual de perda cai de 30% no método convencional para no máximo 5% com a técnica, conforme dados da Emater-MG. De acordo com o engenheiro agrônomo do órgão, Joel Couto Ferreira, o lucro médio com a tecnologia é de 20% e a fruta se desenvolve mais rápido.
O plástico usado no procedimento gera umidade e calor, mas faz com que haja falta de oxigênio.Essa falta dificulta a proliferação de pragas. Três meses antes do prazo previsto já é possível encontrar os pés carregados de abacaxi, prontos para ganhar o mercado.
O produtor rural Cássio Oliveira aprovou a nova tecnologia e contou que esta é a terceira safra que utiliza a técnica para plantação do abacaxi. Segundo ele, entre as vantagens está o maior aproveitamento da água da chuva. De acordo com ele, também há redução de 60% na necessidade de irrigação.
Máquina aplica plástico no solo (Foto: Reprodução/TV Integração)Máquina aplica plástico no solo
(Foto: Reprodução/TV Integração)
As vantagens fizeram com que o produtor aumentasse a plantação.No ano passado, ele cultivou um milhão de pés de abacaxi, agora são 2,6 milhões.
O secretário de Agricultura, Rodolfo Pedro Vitor, afirmou que a ampliação da área plantada aconteceu em todo o município de Frutal e isso ocorreu devido ao auxílio das tecnologias.

Fonte: http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/minas-gerais/26042014-130584-custo-de-producao-de-abacaxi-e-reduzido-com-tecnologia-em-frutal