quarta-feira, 2 de julho de 2014

EnerSolar Brasil 2014 - Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar (International Meeting of Solar Energy Technologies)




International Meeting of Solar Energy Technologies - EnerSolar + Brasil 2014 (rediscovering sustainable solutions): 16-18 July (São Paulo, Brazil)!

Apesar de possuir matriz energética basicamente oriunda de hidrelétricas, o Brasil é o décimo país melhor colocado no ranking mundial de energia solar, atrás da China, Israel, Áustria, Índia, Turquia, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Austrália. A extensão territorial privilegiada e o sol abundante fazem do território brasileiro uma promissora fonte para a geração de energia solar, inserindo o país num contexto de oportunidades para a oferta de alternativas mais sustentáveis, desenvolvimento econômico, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida da população.

Ainda, o aumento da eficiência energética e a constante redução dos custos dessas tecnologias apontam para a forte tendência de crescimento do setor. Dentro deste panorama favorável e grande potencial do Brasil no segmento de energias renováveis, acontece a 3ª edição da EnerSolar + Brasil - Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar, de 16 a 18 de julho de 2014, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.


O evento reunirá toda a cadeia da indústria produtiva dos segmentos de energia térmica solar e fotovoltaica, inversores e outras energias renováveis, atraindo investimentos e criando novas oportunidades de negócio em todo o mercado da América do Sul. Com cerca de 130 expositores nacionais e internacionais, de países como Itália, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e China, a feira irá apresentar tecnologias, serviços e soluções para aplicações comerciais, sociais e residenciais.


Paralelo à Enersolar acontece também uma ampla agenda de conferências, seminários e workshops, parte integrante da programação do 4º Ecoenergy - Congresso de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, que terá este ano como tema central “As energias renováveis minimizando os riscos de uma crise energética”, com palestras de representantes do governo, especialistas da indústria e pesquisadores, que discutirão alternativas e caminhos para o uso das energias renováveis no Brasil. 

ENERSOLAR + BRASIL (2014); evento com entrada gratuita!
16 a 18 de julho de 2014 - das 13h às 20h
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

Brasil abre primeiro centro de caracterização de minerais (First center to mineral characterization is open in Brazil)

Brasil abre primeiro centro de caracterização de minerais
Recentemente o Observatório Nacional nacionalizou outra tecnologia para detectar minerais, baseada em magnetômetros (Brazil' National Observatory recently adapted other technology to detect mineral-based on magnetometer). [Imagem: Observatório Nacional]

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, criou o primeiro laboratório do país aparelhado para caracterizar minerais.
O Centro de Caracterização de Espécies Minerais (CCEM) é fruto de uma parceria entre a USP, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade do Arizona (EUA), considerada um dos mais importantes centros de caracterização de espécies minerais do mundo.
Foi lá que foi desenvolvido o sistema de difração do Curiosity, robô da NASA que atualmente explora Marte, coletando amostras de solo e rochas que são então analisadas por meio de difração de raios X para descobrir quais os tipos de minerais existem naquele planeta, bem como analisar a possibilidade da presença de água.
Mas, para saber tudo isso, é preciso ser capaz de pegar a rocha e verificar quais são os minerais em seu interior.
Riqueza desconhecida
De volta à Terra, atualmente são conhecidas aproximadamente 5 mil espécies minerais, conforme registros da Associação Mineralógica Internacional (IMA). Mas apenas 60 minerais "novos" foram caracterizados no Brasil.
Para o professor Marcelo de Andrade, esse é um dado preocupante, uma vez que o país possui grande investimento na área de mineração - desses 60 minerais brasileiros, o grupo da IFSC é responsável pela identificação e caracterização de sete deles.
Além da difração de raios X, o grande trunfo do laboratório será o equipamento de Espectroscopia Raman, que permite observar cada composto químico presente em uma rocha em cores diferentes - fazendo uma medida ponto-a-ponto do espectro é possível observar cada porcentagem dos compostos, que ficam representados por cores diferentes.
Segundo o professor Javier Ellena, o responsável pela colaboração entre os grupos brasileiros e norte-americano, além de analisar amostras de minerais, o laboratório poderá ser utilizado em outras áreas, como a farmacêutica e a biológica, para caracterizar cristais de compostos químicos candidatos a medicamentos.
Fonte: Inovação Tecnológica.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Que tal usar café para abastecer seu carro?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/06/2014

Que tal tomar um cafezinho e reciclar o que sobrou para ajudar a encher o tanque do seu carro?Esta é uma possibilidade real porque até 20% da borra de café - o que sobra depois que o café foi coado - é óleo puro.
Óleo de café
Vários grupos ao redor do mundo, incluindo brasileiros, já produziram biodiesel a partir da borra de café.O grande desafio é extrair esse óleo para transformá-lo em biodiesel e garantir que a produtividade seja constante, independentemente do tipo de café que gerou a borra.Isto não é mais problema, conforme demonstraram Rhodri Jenkins e seus colegas da Universidade de Bath, no Reino Unido.Para ter certeza de que o processo funcionaria com todas as variedades de café, Jenkins e seus colegas produziram o biodiesel a partir de pó de café produzido em 20 regiões do mundo, incluindo versões cafeinadas e descafeinadas e vários tipos de cultivares.Não apenas o rendimento foi consistente, como a qualidade do óleo produzido é menos variável do que se esperava.Na média, o óleo produzido a partir das diversas amostras continha entre 44 e 50% de ácido linolênico, entre 35 e 40% de ácido palmítico, entre 7 e 8% de ácido oleico e entre 7 e 8% de ácido esteárico.
Transesterificação
A equipe extraiu o óleo do café por meio de um processo chamado transesterificação, no qual a borra do café é mergulhada em um solvente orgânico, sendo quimicamente transformada em biodiesel."Este óleo tem propriedades semelhantes às matérias-primas atuais usadas para produzir biocombustíveis. Mas, enquanto aquelas são cultivadas especificamente para a produção de combustível, a borra de café é resíduo. Ao utilizá-la, há um potencial real para produzir um biocombustível de segunda geração verdadeiramente sustentável," disse o professor Chris Chuck, coordenador do experimento.
Refinaria individual
Os pesquisadores reconhecem que, apesar do potencial da reciclagem, o óleo de café poderia compor apenas uma parcela pequena da demanda por biodiesel - a produção mundial de café é estimada em 9 milhões de toneladas anuais, o que representa um potencial de 1,8 milhão de toneladas de biodiesel.Contudo, a grande vantagem é a possibilidade de sua produção em pequena escala, para alimentar frotas de prefeituras ou entidades que façam o recolhimento dos resíduos de café, apontam eles."Nós estimamos que uma pequena cafeteria produza cerca de 10 quilogramas de borra de café por dia, o que pode ser usado para produzir cerca de 2 litros de biocombustível," disse Jenkins.Outros grupos já demonstraram que há também formas de usar a borra de café para gerar produtos mais nobres, como materiais luminescentes para uso em Medicina.

Sonhos espaciais: 5 ideias que conquistaram a NASA

Com informações da New Scientist - 16/06/2014

Sonhos espaciais: 5 ideias futurísticas que conquistaram a NASA
[Imagem: NASA]


Oceanos de metano

Todos os anos, a NASA faz um concurso de ideias inovadoras para a tecnologia espacial, e seleciona aquelas que poderiam ser úteis para as próximas décadas.
Aqui está uma seleção de cinco dos projetos escolhidos este ano pelo programa NIAC (Conceitos Inovadores Avançados da NASA, em tradução livre).
Cada projeto receberá US$ 100.000 para um maior detalhamento, com a possibilidade de receber mais US$ 500.000 para desenvolvimentos iniciais.
A primeira é um submarino robótico, cuja concepção artística pode ser vista acima, projetado para explorar os oceanos de metano da
lua gigante de Saturno, Titã. Titã é o único lugar no Sistema Solar, além da Terra, onde se sabe haver grandes massas de líquido na superfície.

Redes para caçar asteroides
Sonhos espaciais: 5 ideias futurísticas que conquistaram a NASA
NASA


Um minúsculo satélite projetado para lançar uma rede para capturar um asteroide ou um pedaço de lixo espacial. Seus propulsores poderiam então para mover sua presa para longe de uma potencial rota de colisão com a Terra.
A NASA já tem seu projeto para
capturar e explorar um asteroide, mas nada tão simples quanto essa rede.

Hubble no chinelo
Sonhos espaciais: 5 ideias futurísticas que conquistaram a NASA
NASA


O que pode parecer mais estranho do que colocar um disco gigantesco na frente de um telescópio espacial?
Na verdade, isso pode melhorar muito sua resolução, graças aos efeitos da difração. O disco poderia aumentar a capacidade de um telescópio de baixo custo, tornando-o 1.000 vezes mais potente do que o Telescópio Espacial Hubble - só que muito mais barato.

Balão espacial
Sonhos espaciais: 5 ideias futurísticas que conquistaram a NASA
NASA

Outro plano para Titã envolve lançar um robô que, uma vez na superfície, libera um balão de ar quente para tirar fotos da superfície da Lua e agarrar amostras de rochas.
Ele voltaria para as imediações da nave-mãe para descarregar e fazer o uploaddos dados para análise.

Enxame espacial
Sonhos espaciais: 5 ideias futurísticas que conquistaram a NASA
NASA


Dezenas de minúsculas sondas espaciais prometem acelerar a exploração de corpos celestes, permitindo que uma única missão realize uma ampla pesquisa, em lugar da coleta de dados a partir de locais específicos.
A ideia é usar um pequeno satélite em órbita para mapear a superfície de uma lua ou planeta e, em seguida, lançar essas pequenas sondas para examinar a superfície em locais de interesse.

Roy Choi e Jamie Oliver testam Google Glass na cozinha (Google Glass tested in the kitchen: Roy Choi and Jamie Oliver 1st record)

Imagem: Reprodução (Estadão)
Dois grandes nomes da gastronomia já levaram os óculos do Google para a cozinha para testá-lo: Roy Choi, precursor de comida de rua de Los Angeles, e o famoso chef britânico Jamie Oliver. Os dois gravaram vídeos em que demonstram como o Glass pode auxiliar cozinheiros.
(Two big chefs  has led Google's glasses to the kitchen: Roy Choi, street food precursor at Los Angeles, and the famous British chef, Jamie Oliver. Both recorded videos that demonstrate how Glass can help cooks).
Roy Choi se propõe a inventar uma receita para o dia de São Patrício e servi-la em seus food trucks. Ele utiliza o Glass para encontrar receitas irlandesas que sirvam de base para o novo prato. Choi pesquisa e “anota” sua própria receita usando o dispositivo – até ser interrompido por uma ligação de sua mãe, com quem conversa utilizando o Glass. De volta ao prato, o chef ainda grava partes de sua receita, e compartilha o resultado final nas redes sociais apenas dizendo “now share this” (agora compartilhe isso).
Jamie Oliver utiliza o Glass para preparar uma salada simples com vinagrete. Com o dispositivo, ele pode fazer suas receitas e compartilhá-las com o público “sem teoricamente, precisar mais de um assistente de vídeo ou de som” – ele só precisa de um amigo segurando um espelho para que possa se apresentar no começo do vídeo. Intitulado “Minha Primeira Receita com Google Glass”, Oliver deixa no ar que poderá fazer e divulgar outros pratos através do Google Glass.
Fonte: ESTADÃO (coluna PALADAR).

Luva ensina Braille mesmo se você não prestar atenção (How to learn Braille even if you don't pay attention)


Luva ensina Braille mesmo se você não prestar atenção






A tecnologia, que se baseia no conceito de "computador de vestir", emprega uma técnica de aprendizado passivo. [New technology, based on the  "computer dressing" concept, employs a technique of passive learning.
Image: Caitlyn Seim/Georgia Tech]

Em 2012, uma equipe do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, apresentou uma luva robotizada que ensina a tocar piano, podendo ainda ser utilizada para fazer fisioterapia.
Agora, Caitlyn Seim reconfigurou o projeto e tornou a luva capaz de ensinar Braille. A grande vantagem é que a pessoa que está usando a luva aprende sem ter que ficar prestando atenção - ela pode aprender Braille enquanto se dedica a outra atividade.
"O processo é baseado no 'aprendizado háptico passivo'. Nós descobrimos que as pessoas podem adquirir habilidades motoras por meio de vibrações sem dedicar atenção ativa às suas mãos," explica o professor Thad Starner, orientador do grupo.
Isso explica a facilidade com que um sistema que ensina música pode ser adaptado para ensinar Braille - ambos envolvem habilidades motoras.
Aprender Braille passivamente
As luvas possuem micromotores que vibram seletivamente em cada junta dos dedos. As vibrações foram programadas em sequências que correspondem aos padrões de uma frase predeterminada em Braille.
Na primeira aula, os voluntários que testaram a luva ouviam as letras correspondentes a cada sequência enquanto sentiam as vibrações. A seguir, precisam digitar a frase em um teclado, sem a audição, ou sem as vibrações.
Na segunda aula, tudo era repetido enquanto os voluntários precisavam fazer uma tarefa que os distraía - brincar em um jogo durante 30 minutos, com a instrução de esquecer a luva.
A luva funcionou para metade dos voluntários, que também podiam ouvir os sons correspondentes enquanto jogavam. A outra metade só ouvia os sons.
"As pessoas do grupo de controle tiveram na segunda tentativa o mesmo desempenho que haviam apresentado na primeira. Mas os participantes que sentiram as vibrações da luva durante o jogo foram um terço mais precisos. Alguns foram perfeitos," contou Starner.
Os pesquisadores esperavam ver uma grande discrepância entre os dois grupos com base nos resultados obtidos quando a luva foi usada para ensinar a tocar piano. Mas eles se disseram surpresos com a aquisição de uma habilidade motora de forma passiva.
Agora a equipe está montando um curso completo, que pretende ensinar Braille usando suas luvas vibrantes em quatro sessões de uma hora cada - sem que ninguém precise prestar atenção às aulas.
Fonte: Inovação Tecnológica (01/07/14).

INOVAÇÃO NO BRASIL

José Augusto Corrêa, co-fundador do Fórum de Inovação da FGV
 
No dia 2 de junho, o New York Times publicou uma reportagem sobre publicidade, comentando que dois “ases" do Brasil foram contratados pela agencia AKQA. Essa detém contas das mais cobiçadas do mundo e está presente nos principais países. Contrataram os “ases” devido ao seu sucesso mundial, pelo alto grau de criatividade das peças publicitárias que vêm produzindo. O CEO da AKQA comentou que precisavam ter uma agência no Brasil porque “lá o talento é extraordinário... como se vê todos os anos em Cannes”, referindo- se ao Festival Internacional de Criatividade em Cannes, no sul da França. Pois será em Cannes, em 19 de junho de 2014, que ocorrerá um evento excepcional, o Dia da Criatividade do Brasil, em função do freqüente sucesso das criações brasileiras apresentadas todos os anos nesse Festival.
Ora, se pudéssemos imaginar uma “cadeia produtiva da inovação”, o primeiro elo ou o primeiro passo é sempre dado pela inteligência humana, que gera novas ideias. Esse passo resulta da observação, das ligações mentais feitas entre o que se vê, o que se imagina e, em função disso, da antevisão do que pode vir a ser uma demanda para um produto ou uma atividade no futuro.
Frequentemente, tomamos conhecimento de fatos que demonstram como o brasileiro é criativo, como no exemplo internacionalmente reconhecido acima. Entretanto, para inovar não basta criatividade; ela é – repetimos - o primeiro passo do processo. O elo seguinte é a estratégia, o caminho para, da ideia, chegar-se à sua concretização, o hands on. Esse é o grande obstáculo que encontramos na “cadeia produtiva da inovação” no Brasil. Esse segundo elo, em geral, é idealmente construído por outra pessoa, que não é o ser criativo, o inventor. Essa outra pessoa é o empreendedor.
É claro que temos abundância de brasileiros naturalmente criativos, mas não há a mesma evidência na cultura brasileira que mostre que nossos cidadãos sejam empreendedores natos. Nesse ponto chegamos a um conceito fundamental em toda essa história: inovar não é apenas criar, inventar, mas implantar e fazer sucesso com uma ideia.
O empreendedor é o agente da inovação, aquele que reconhece em uma ideia, mesmo que não seja dele mesmo - e geralmente não é -, uma oportunidade para inovar. Ele consegue achar a forma de dar o salto entre a ideia e a sua realização, saltando sobre o que se chama de “innovation gap” ou o hiato da inovação, a grande dificuldade de todo esse processo. É um salto arriscado rumo ao desconhecido, pois uma inovação não disputa participação de mercado, mas cria um novo mercado. Alem disso, os riscos de um projeto não inovador são conhecidos; os riscos de uma inovação são apenas imaginados. A formação da equipe, a contratação de especialistas é outra incógnita, pois às vezes simplesmente não há especialistas disponíveis no mercado com experiência em um produto ou processo inovador. Esses deverão ser formados, o que só é viável após a compreensão dos riscos que juntos correrão.
Curioso é que a cultura brasileira tem raízes lusitanas. E no século XV, os portugueses eram inovadores e empreendedores. Pode-se até dizer que a Escola de Sagres foi um Silicon Valley patrocinado pelo Infante Dom Henrique. As descobertas dos portugueses há mais de 500 anos seguiram praticamente o caminho das startups de hoje. Sagres agia como uma incubadora e poucos anos após sua implantação já produzia resultados, com descobertas das ilhas de Porto Santo e Madeira, ainda nos anos 1.400. E cada um desses empreendimentos tinha por trás de si investidores, os venture capitalists ou private equities de então, interessados em grandes lucros, em prazos curtos e dispostos a enfrentar altos riscos.
Onde foi parar esse DNA empreendedor português ninguém sabe. Talvez tenha sido extinto por razões religiosas, já que as joint ventures de Sagres tinham por base uma vitoriosa e harmoniosa sociedade católica-árabe-judaica, baseada na Matemática, na Astronomia, nas Finanças, na Cartografia, na Construção Naval. Restou, para nós brasileiros, uma inegável cultura burocrática. Licenças, registros, autorizações, carimbos, declarações... Tudo ótimo para pesquisadores em genealogia, que encontram o que buscam em seculares livros de apontamentos, com facilidade, mas voltados para o passado.
Hoje, no Brasil, na nossa cultural, a falta de confiança nas pessoas é generalizada e gera exigências de comprovações absurdas, mostrando que as leis e demais regras oficiais são feitas com base na hipótese que todos os cidadãos brasileiros são mentirosos e propensos a fraudes até prova em contrário. Procedimentos são detalhadamente padronizados, criam-se regras para tudo e, pior, regras mutantes ao longo do tempo. Essa burocracia é a antítese da inovação e do empreendedorismo.
Essa falta de confiança passou a ser uma bola de neve, impregnando toda a população; não impacta apenas o Estado e o governo. As pessoas não se sentem seguras e desconfiam de tudo. Exemplo disso são as compras por internet. Produtos comprados serão recebidos em ordem, como encomendados? O descrédito ainda inibe muitas pessoas de utilizarem essa facilidade. Esse descrédito é sentido quando se compra um plano de saúde, um novo plano para o celular ou para TV a cabo; sempre fica o receio de sermos ludibriados.
O Brasil certamente será uma sociedade de pessoas inovadoras dentro de alguns anos. Nosso comportamento mudará gradativamente. De cidadãos e, por consequência, dos governos. No mundo global de hoje, a velocidade de absorção de comportamentos provindos de outras civilizações tem crescimento exponencial, tal qual a introdução de inovações em todos os mercados. Mas perderemos alguns anos até alcançarmos uma melhor qualidade de vida.
 
Fonte: fnq.org.br/informe-se