domingo, 6 de julho de 2014

Criador do Dropbox acumulou fracassos até virar novo bilionário do Vale do Silício

No Vale do Silício, dizem que o fracasso é uma questão de honra - e praticamente um pré-requisito para o sucesso.

Foi assim para Drew Houston, o mais novo integrante do clube dos bilionários do maior pólo de tecnologia do mundo, na Califórnia.

Houston, 31, fundou o Dropbox - um serviço de compartilhamento de arquivos online - com Arash Ferdowsi em 2007. A empresa, criada há apenas sete anos, agora é avaliada em US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 22 bilhões).

Mas ele fracassou diversas vezes antes de alcançar o sucesso.

Enquanto estudava ciência da computação no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), teve a ideia de criar um programa de computador para jogar pôquer com dinheiro de verdade na rede.

Mas o jogo tinha um defeito.

"Havia erros que faziam com que o apostador passasse todas as rodadas e ficasse fora do jogo. Era uma forma automática de perder todo o seu dinheiro", ele ri.
A primeira ideia séria do empresário foi um curso online para ajudar alunos na preparação para exames de admissão em faculdades.

Inspiração

Os três anos em que trabalhou nesse projeto não renderam nada, mas suas frustrações para trabalhar em colaboração com colegas viraram a inspiração para o Dropbox.

"Eu estava em um ônibus indo de Boston para Nova York com uma grande lista de coisas que eu queria fazer. Olhei todos os meus bolsos até descobrir que tinha esquecido meu pendrive", explica ele.

"Pensei: nunca mais quero ter esse problema", diz ele.

Com quatro horas para gastar e sem nada para fazer, ele decidiu começar a escrever um código, e assim nasceu o Dropbox, uma ferramenta de armazenamento de arquivos em nuvem online.

Inicialmente, os investidores receberam a ideia de forma morna, pois havia muitas outras ferramentas de armazenamento baseado em nuvem.

"Mas eu perguntava: 'Você usa algum deles? Eles sempre diziam não", afirma ele.

Hoje, sete anos mais tarde, o Dropbox revelou-se um sucesso, alcançando recentemente 300 milhões de usuários - um público que ele diz que nunca poderia ter tido com suas ideias anteriores.

E isso, diz ele, é parte da chave para o sucesso. "Faça algo que as pessoas querem. Isso parece tão óbvio, mas quando você analisa por que as empresas fracassam, normalmente é por não terem clientes suficientes."

O timing também foi bom para o Dropbox - Houston lançou a empresa no momento em que os usuários estavam migrando para outros dispositivos, a partir de netbooks para telefones celulares e depois para tablets.

Para Houston, além de desenvolver um produto fácil de usar, o outro ingrediente essencial para o sucesso de um produto é uma boa distribuição.

"Com o Dropbox, bastava as pessoas contarem para seus amigos e colaborarem. Quando você vai para o trabalho e inicia um projeto com os colegas você basicamente recruta-os para virarem usuários do Dropbox, porque vocês estão trabalhando em um projeto conjunto."

Riscos

É claro que a noção de risco faz parte da própria ideia de empreendedorismo, mas Houston acredita que há exagero nesta visão.

"É um equívoco imaginar que os empreendedores adoram risco. Na verdade, todos queremos que as coisas saiam como esperado. É necessário ter um otimismo cego e tolerância para a incerteza."

Ele diz que, quando começou a empresa, teria ficado intimidado com a ideia de ter 700 funcionários, como o Dropbox tem hoje.

"A boa notícia é que isso acontece aos poucos", diz ele.

"Uma das grandes coisas sobre mudar-se para o Vale do Silício é que você está cercado por pessoas que fizeram isso antes. Este lugar é uma linha de montagem que leva pessoas com vinte e poucos anos a percorrer tudo que precisam para aprender."

"É preciso ter compromisso com a aprendizagem e colocar-se no limite de sua zona de conforto para desenvolver habilidades que não viriam naturalmente."

E sobre entrar no clube dos bilionários?

"É muito decepcionante, na verdade," ele ri. "Seria ótimo se houvesse apenas um interruptor de felicidade que se acende. Mas é claro que eu me sinto muito feliz, e cada vez mais eu e outras pessoas no Dropbox vão gastar mais tempo pensando em como dar um bom retorno à comunidade."
Fonte: Richard Taylor / BBC Brasil

sábado, 5 de julho de 2014

Música dos grãos de café automatiza torrefação ("Music" played by coffee grain: roasting coffee process could be automatic)


Música dos grãos de café permite automatizar torrefação


Pesquisador criou um controle de processo acústico para monitorar o processo de torrefação do café com base na "música" tocada pelos grãos que torram ("Music" played by coffee grain: American researcher developed an acoustic control to roasting coffee process).
[Image: Preston S. Wilson]

Para alguns amantes mais puristas, o amor ao café é tão profundo que eles preferem torrar eles próprios seus grãos de café.
Controlando o tempo da torrefação e o perfil de temperatura é possível escolher o nível adequado de queima para cada tipo de grão, o que afeta muito o estilo, o sabor e o aroma do café resultante.
Mas não dá para fazer dessa forma em escala industrial, devido sobretudo à variabilidade na qualidade dos grãos torrados em larga escala.
O professor Preston Wilson, da Universidade do Texas em Austin, ele próprio um amante do café, descobriu agora uma maneira inusitada de controlar automaticamente a torrefação para obter sempre o melhor resultado.
Em lugar de se concentrar no aroma para verificar se o café está no ponto, ele descobriu que ouvir o som da torrefação é mais eficiente.
A música do café
Wilson desenvolveu um controle acústico do processo que automatiza o monitoramento da torrefação registrando os estalidos emitidos pelos grãos de café conforme eles torram - segundo ele, durante o processo de torrefação, os grãos "cantam".
Para aproveitar essa música, o pesquisador identificou três parâmetros no som do café torrando que permitem monitorar o processo com precisão.
Quase no final do processo de torrefação, são emitidos sons chamados "primeira rachadura", que apresentam amplitudes acústicas superiores às dos sons de "segunda rachadura", que são emitidos mais tarde. Finalmente, a taxa de estalidos na segunda rachadura é mais elevada do que a taxa na primeira rachadura.
"O som da primeira rachadura é semelhante a pipoca estourando, enquanto o som da segunda rachadura é mais parecido com o som de comer os cereais do café da manhã," explica Wilson.
O pesquisador agora está trabalhando no projeto de um sistema de sensores acústicos - microfones - que possam ser colocados no interior dos fornos de torrefação, além de melhorar o programa de análise dos sons em tempo real.
Segundo ele, uma técnica de monitoramento acústico automatizado "poderá otimizar a torrefação de café, o que aumentará a qualidade, reduzirá erros na torrefação e potencialmente economizará energia usada para alimentar o processo de torra."
Bibliografia/Reference:

Coffee roasting acoustics
Preston S. Wilson - Journal of the Acoustical Society of America
Vol.: 135, EL265
DOI: 10.1121/1.4874355

FONTE: Inovação Tecnológica.

Startup cria receita de café com manteiga que torna as pessoas mais inteligentes e magras (Bulletproof Coffee: coffee recipe with butter that makes people smarter and lean)

Reprodução

Dave Asprey ensina a fazer a mistura do café (Imagem: Divulgação)

Dave Asprey, fundador da Bulletproof Executive, está conquistando os Estados Unidos com uma receita de café com manteiga que promete aumentar a performance física e mental de seus consumidores. O Bulletproof Coffee (café à prova de balas, no inglês) está impulsionando as vendas da empresa e ganhando adeptos no alto escalão de companhias como o Twitter.

O produto foi criado a partir de uma obsessão de Asprey em desenvolver uma fórmula simples que fizesse as pessoas serem “melhores em tudo”. O empresário conta que toma café desde sua juventude, mas que os produtos tradicionais o faziam passar por sensações de altos e baixos devido às toxinas.

A partir desse problema, Asprey pensou em desenvolver uma nova marca de café livre de toxinas para garantir uma sensação de plenitude duradoura. Realizando diversos testes com o produto em si mesmo, ele chegou ao Bulletproof Coffee. E garante que já conseguiu elevar o seu QI em 20 pontos.

À primeira vista, o café não parece muito delicioso. Para aumentar a inteligência, é preciso utilizar os grãos certos, misturar o café com uma manteiga exclusiva (de vacas que só comem capim) e um óleo para estimular o cérebro. Confira como é a receita no vídeo CLICANDO AQUI.

FONTE: ESTADÃO - PME (05-07-14).

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cidade do México planeja prédios subterrâneos (Building on underground: Mexico City project)

Cidade do México planeja prédios subterrâneos
Um dos prédios subterrâneos projetados para a Praça da Constituição, na Cidade do México (Underground building designed to 'Praça da Constituição' - Constituição Square, Mexico City). [Image: BNKR Arquitectura]

Crescendo para baixo
De fora, eles se parecem como três grandes cones de vidro enterrados na terra. Mas são a entrada de luz e ar para um shopping subterrâneo gigante no oeste da Cidade do México.
Este é um dos novos projetos que pretendem ser uma alternativa para controlar o tamanho de uma das maiores cidades do mundo: a construção de prédios sob a terra.
Construções subterrâneas podem ser uma alternativa para a Cidade do México, cuja área de 1.495 quilômetros quadrados tem poucas regiões ainda disponíveis para ocupação.
"Acho que é um absurdo crescer horizontalmente. A cidade tem crescido a tais dimensões que as pessoas que tentam chegar a seus trabalhos levam duas ou três horas. É realmente um absurdo," disse Francisco Montes de Oca, diretor da Arquitectoma, empresa que desenvolveu projetos de prédios subterrâneos.
Rasgando a terra
Um dos projetos mais polêmicos se chama Rascasuelos, e consiste em construir uma pirâmide invertida de 65 pisos subterrâneos para abrigar escritórios e lojas sob a principal praça do país, a Zócalo, na capital mexicana.
A pirâmide teria um vazio no espaço central para permitir a circulação de ar e a entrada de luz natural, apesar de toda a estrutura planejada ser de concreto para conter a pressão da terra.
A obra tem custo estimado de US$ 769 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) e foi projetada pelo grupo Bunker Arquitectura.
O prédio está na fase de projeto, mas sua apresentação pública causou polêmica, pois a área onde planeja-se sua construção foi o coração de Tenochtitlán, a capital do povo asteca, que foi construída dentro de um lago.
Sob a Zócalo, existem vestígios da cultura pré-hispânica. À margem da praça, estão alguns dos edifícios mais antigos e emblemáticos do México. É, também, uma zona muito vulnerável a tremores.
Os responsáveis pelo Rascasuelos, no entanto, afirmam que o projeto não afetará a região e que a técnica de construção prevê o risco dos movimentos de terra.
No centro da Cidade do México, existem normas para restringir o tamanho de arranha-céus. Mas os limites são diferentes para aqueles sob a terra.
Cidade do México planeja prédios subterrâneos
[Imagem: BNKR Arquitectura]
Fonte: Inovação Tecnológica (04/07/14).

São Paulo institui o SIGOR - Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (São Paulo State, Brazil, establishing SIGOR - Online Solid Waste Management System)



O Estado de São Paulo, por meio do Decreto nº 60.520, de 5 de junho de 2014, instituiu junto à Secretaria do Meio Ambiente (SMA), o SIGOR - Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos, responsável por monitorar a gestão dos resíduos sólidos desde sua geração até sua destinação final, incluindo o transporte e destinações intermediárias, e auxiliar no gerenciamento das informações referentes aos fluxos de resíduos sólidos no Estado.

Abrangendo órgãos públicos, geradores de resíduos, transportadores e as empresas de destinação de resíduos, o sistema permitirá que todos os envolvidos, além de setores da sociedade civil, tenham conhecimento e acompanhem a situação dos resíduos sólidos no Estado de São Paulo. Também permitirá a obtenção e armazenamento de grande volume de informações em banco de dados, de forma a subsidiar futuras ações de controle e fiscalização, planejamento, elaboração de políticas publicas e estudos de viabilidade para os investimentos necessários à melhoria da gestão dos resíduos sólidos.
O SIGOR terá um papel fundamental na prestação de serviços, pois disponibilizará um amplo banco de dados com informações como a relação de transportadores cadastrados nos municípios, a relação de áreas de destinação final que estão licenciadas a receber e legislações e normas sobre os tipos de resíduos que estarão inseridos nesse contexto. Por meio dele, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e as Prefeituras, quando aplicável, validarão os cadastros das áreas de destinação e os Planos de Gerenciamento de Resíduos elaborados pelos geradores. Desta forma, o sistema proporcionará agilidade e desburocratização de procedimentos administrativos.

A CETESB será responsável pela implantação do SIGOR, devendo: criar e gerenciar ambiente em seu sítio eletrônico para disponibilização e utilização do sistema e atendimento aos usuários; manter e atualizar o sistema; e disponibilizar dados, ações e resultados obtidos a partir da implantação do sistema.

Fonte: Tera Ambiental (03/07/14).

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Smartphones descartados são transformados em ferramentas de conservação ambiental (Smartphones disposed like garbage are transformed into environmental conservation tools)

celularmonitoramento Smartphones descartados são transformados em ferramentas de conservação ambiental
Foto/Image: Rainforest Connection

Todos os anos, mais de 150 milhões de telefones são jogados fora apenas nos Estados Unidos, muitas vezes somente por estarem com sua tecnologia um pouco defasada. Pois agora, muitos dos smartphones que são descartados, em vez de virarem lixo, poderão na verdade ajudar a preservar a natureza: existe a possibilidade de serem transformados em dispositivos que detectam desmatamento ou caça ilegais.
(Every year, 150 million phones are disposed like garbage in the U.S., mostly because its technology was considered 'lagged obsolete for a bit '. Many smartphones that are discarded instead of turning trash may actually help preserve nature: there are a transformation possibility into devices to detect deforestation and illegal hunting).
Funciona da seguinte maneira: cada smartphone reciclado é modificado para atuar como um aparelho que é capaz de monitorar em tempo real as atividades nas florestas através da detecção de sons. Assim, quando o dispositivo percebe algum som incomum ao local, como motosserras, tiros, agitação animal acima do normal e atividade humana em um raio de até um quilômetro de onde está instalado, envia um alerta às autoridades
Atualmente, os sistemas de detecção de desmatamento dependem de satélites, que não fornecem atualizações em tempo real, o que significa que as respostas muitas vezes ocorrem tarde demais para evitar os crimes ambientais.
Mas o novo dispositivo, desenvolvido pela Rainforest Connection (RFCx), consegue detectar o local e o tempo exatos da ação, fornecendo informação instantânea sobre quais áreas da floresta estão em perigo, permitindo que as autoridades intervenham imediatamente.
Os aparelhos, que são alimentados pela luz do sol, são instalados de forma a ficarem camuflados nas copas das árvores, entre sete e dez metros acima do nível do solo. Dessa forma, fica difícil desinstalar os dispositivos.
Toper White, fundador da RFCx, acredita que novas ferramentas estão surgindo para fazer a diferença na conservação ambiental. “Está claro que a consciência e intervenção em tempo real são a principal peça que falta na proteção das últimas florestas tropicais remanescentes do mundo. Mas usando velhos smartphones e a infraestrutura de telecomunicações existente, construímos um sistema que deveria vingar rapidamente o suficiente para ter um impacto.”
O projeto já passou por um período de testes na Sumatra em 2013, e agora iniciou uma campanha para arrecadar fundos para sua implementação em larga escala. O objetivo é angariar US$ 100 mil para criar dispositivos suficientes para cobrir pelo menos de 200 a 300 quilômetros de floresta em projetos pilotos na África e no Brasil. A arrecadação encerra no dia 29 de julho de 2014.
Fonte: Carbono Brasil (02-07-14).

Homens coletam água de neblina para fazer reflorestamento no Chile (Fog water is collect to make reforestation in Chile)!


Em quatro anos, uma comunidade conseguiu coletar 800 mil litros de água. O suficiente para começar o reflorestamento de uma área de 100 hectares (In four years, were collect to forest management 800,000 liters of water, enough to start reforest to​​100 hectares area).


O clima seco facilita a observação das estrelas, mas também desafia a vida no Chile. A paisagem verde que insiste em ocupar um pequeno pedaço do deserto do Atacama é considerada um milagre da natureza. Gotas de chuva só aparecem duas ou três vezes por ano aqui. Mesmo assim as árvores crescem frondosas.
Um pequeno bosque sobrevive graças à carícia inesgotável da chamada "camanchaca", a neblina que nasce no Pacífico. Durante pelo menos 200 dias por ano o que se vê aqui nesta região é a neblina avançando do mar em direção ao bosque. E uma planta é uma das que mais contribuem para a manutenção da vida neste lugar. É que a neblina costuma bater, as gotículas condensam e umedecem o terreno.
A névoa é uma benção dos céus. Fornece dez vezes mais água do que as raras nuvens de chuva nesta região. Ela mantém a vida no Parque Nacional Fray Jorge. Isso foi tudo o que sobrou de um período pré-histórico. Antes da última Era Glacial, há 30 mil anos, o deserto do Atacama era coberto por vegetação.
No lugar onde a água é rara, a neblina é preciosa. Lá vivem os chamados caçadores de nuvens, homens que fazem uma espécie de armadilha para capturar neblina. Uma invenção batizada de Atrapanieblas.
Cada atrapaniebla desta produz por dia 45 litros de água, não é pouco. O sistema funciona de um jeito bem simples: as gotículas de neblina condensam na rede, caem na canaleta e descem por um cano até um reservatório d'água. Em quatro anos a comunidade de Penã Blanca conseguiu coletar 800 mil litros de água da neblina.
O suficiente para começar o reflorestamento de uma área de 100 hectares e alimentar a esperança de resgatar a vida dos vales e montanhas.
Fonte: PAINEL FLORESTAL (03-07-14).
NOTA: Faleceu ontem pela madrugada, o engenheiro florestal Helton Damin, pesquisador e doutor da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa) Florestas. Foi chefe-geral da Embrapa Florestas, no Paraná (2008 e 2013). Damin também foi pesquisador da Embrapa Semiárido – unidade localizada no município de Petrolina, interior do Estado de Pernambuco.