segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Aparelho pode conectar tudo a PC, como estilingue para jogar Angry Birds (A device to connect everything to the PC, even a slingshot to play Angry Birds)


Gadget conecta objetos do dia a dia ao PC (Foto: Reprodução/Kickstarter) Gadget conecta objetos do dia a dia ao PC (Foto: Reprodução/Kickstarter)



O Verve 2 é um dispositivo divertido, por ser capaz de transforma qualquer objeto em interface para o computador de casa, inclusive estilingue de verdade para jogar Angry Birds de forma mais realista. O aparelho estimula a criatividade de adultos e crianças para manipular, interativamente, o conteúdo que aparece no monitor. O produto pode ter aplicações não só em jogos, como em educação e automação residencial.

A “mágica” se dá por meio de pequenos sensores sensíveis a movimentos e pressão, que são ligados ao computador e à base do Verve 2 por meio de cabo. Como eles são finos, podem ser colados com fita em qualquer tipo de superfície, convertendo, por exemplo, luvas em controles do game rodado no PC.

Tecnicamente falando, Verve 2 apresenta três funcionalidades: captar os estímulos por meio do sensor; armazenar as informações em seu servidor de dados próprio, possibilitando acesso a eles via internet; e visualizar os dados por meio de gráficos em um software também exclusivo. Não há finalidade específica, por isso as atividades só dependem de sua imaginação do usuário. Ele pode adaptar sensores ao chão e pular como o Super Mario Bros. A ação do jogador, então, é reproduzida pelo personagem diretamente no game.

Sensores captam movimentos e pressão dos usuários (Foto: Reprodução/Kickstarter)   Sensores captam movimentos e pressão dos usuários (Foto: Reprodução/Kickstarter).

Na educação, os sensores podem servir para ensinar conceitos de Física a crianças por meio de métodos interessantes, pois basta testar as leis de mecânica usando barbantes e brinquedos como instrumentos. Em jogos, qualquer objeto de casa poderá virar controle, abrindo um leque de alternativas para interagir com realidades virtuais. E, na automação residencial, é possível instalar em janelas alarmes contra invasão e criar portas baseadas em gatilhos de pressão.
Sensores podem ser colados em qualquer superfície para começar a enviar dados para o computador (Foto: Reprodução/Kickstarter)Sensores podem ser colados em qualquer superfície para enviar dados a PC (Foto: Reprodução/Kickstarter)

Fonte: TechTudo.

Sistema de Camuflagem assume cor do ambiente imitando polvos (A camouflage system using the octopus' method to copy the environmental colour)


Pele de polvo está sendo desenvolvida na universidade e pode ser usada por militares (Foto: Divulgação/Cunjiang Yu/Universidade de Illinois)


Camuflagem optoeletrônica

Pode ser um truque divertido em uma festa - colocar seu celular em uma mesa e vê-lo desaparecer na madeira, ou fazer sua roupa mudar de cor para acompanhar o ambiente.

Os primeiros passos para criar uma tecnologia assim foram lançados com a criação de um material capaz de "ler" automaticamente o seu ambiente e adaptar-se a ele, imitando sua cor.

CLIQUE AQUI e veja o vídeo!

Cunjiang Yu e seus colegas da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, afirmam o seu "sistema de camuflagem optoeletrônico" foi inspirado na pele dos cefalópodes, uma classe de animais marinhos que inclui polvos e lulas, que podem mudar a coloração rapidamente, tanto para camuflagem como para chamar a atenção de potenciais parceiros.

"Nosso dispositivo vê a cor e a imita. Ele lê o ambiente utilizando um material termocromático," disse Yu.

Na verdade, o protótipo funciona apenas em preto e branco e tons de cinza, mas Yu garante que ele pode ser projetado para trabalhar com um espectro de cores amplo.

Além disso, embora o referido protótipo tenha apenas alguns centímetros quadrados, o pesquisador afirma que a tecnologia pode ser facilmente escalonada, gerando camuflagens de qualquer tamanho.

Bibliografia/Reference:

Adaptive optoelectronic camouflage systems with designs inspired by cephalopod skins
Cunjiang Yu, Yuhang Li, Xun Zhang, Xian Huang, Viktor Malyarchuk, Shuodao Wang, Yan Shi, Li Gao, Yewang Su, Yihui Zhang, Hangxun Xu, Roger T. Hanlon, Yonggang Huang, John A. Rogers 
Proceedings of the National Academy of Sciences - DOI: 10.1073/pnas.1410494111

Fonte: Inovação Tecnológica.

sábado, 23 de agosto de 2014

Empresa britânica vai retirar do mercado produtos madeireiros da Amazônia

Após denúncia do Greenpeace, a britânica Jewson congelou vendas de madeira amazônica e prometeu investigar origem de seus produtos

Por: Greenpeace
 
Floresta amazônica é vítima de ações de empresas predatórias Floresta amazônica é vítima de ações de empresas predatórias
A empresa britânica Jewson, especializada em vendas de madeira e materiais de construção, anunciou que vai retirar temporariamente toda a madeira de origem amazônica de suas mais de 600 lojas na Inglaterra, sobretudo os deques feitos à base de Ipê. O anúncio se deu após denúncia do Greenpeace sobre a contaminação do mercado de madeira da Amazônia, região que sofre com altos índices de ilegalidade nas áreas de extração madeireira.
Segundo nota da própria Jewson, emitida em conjunto com sua fornecedora, International Timber, são exigidos das empresas brasileiras somente os documentos oficiais de movimentação de madeira (DOF-GF3), apontados pelo Greenpeace como insuficientes para garantir origem legal da madeira. Após as denúncias, a empresa britânica prometeu auditar sua cadeia para conhecer a origem de seus produtos independentemente da documentação oficial, e contratou especialistas no Brasil.
A Jewson compra madeira da International Timber (ambas pertencentes ao grupo Saint Gobain) que, segundo a própria Jewson, tem como fornecedores no Brasil as empresas Solimad Madeiras e Condor Florestas. Estas últimas são exportadoras de madeira baseadas no Estado de Rondônia, e já receberam multas do IBAMA de mais de R$ 5 milhões por desmatamento, extração ilegal de madeira, lavagem de dinheiro e falsificação de documentação oficial.

“O mercado internacional está preocupado, e começa a tomar medidas contra a madeira ilegal. Enquanto isso, no Brasil, mesmo após as denúncias do Greenpeace sobre o descontrole do setor madeireiro, nada foi feito. Não dá para os governos estaduais e federal fingirem que está tudo bem. Já passou da hora de agir, começando pela revisão dos planos de manejo na Amazônia”, defendeu Marina Lacôrte, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
Em maio, o Greenpeace lançou um relatório sobre a atual situação da ilegalidade no mercado madeireiro na Amazônia, usando como exemplo casos de planos de manejo com indícios de fraude no Estado do Pará. A denúncia foi feita no Brasil e em oito países que compram madeira amazônica.
Mais de 80 mil apoiadores da campanha na Inglaterra pediram que a Jewson suspendesse o comércio de madeira amazônica até que pudesse garantir a origem legal dos produtos. A empresa negou ilegalidades com nota divulgada no dia 16 de maio, mas assumiu que deve buscar saber a origem de seus produtos.
O governo britânico também iniciou uma investigação sobre a Jewson, segundo informou o National Masurament Office – NMO, responsável por implementar a EUTR, a lei que regulamenta o mercado madeireiro na União Europeia (European Union Timber Regulation). Editada em março de 2013, a EUTR afirma que os importadores devem ser prudentes e tomar medidas necessárias para evitar a contaminação do mercado da União Europeia com madeira ilegal. Porém, cada país deve implementá-la individualmente.

A campanha pelo mundo

Na França, um carregamento de maçaranduba com madeira suspeita de ser ilegal chegou ao porto de Le Havre, no dia 10 deste mês. Adquirido da empresa Rancho da Cabocla pelo grupo Belga Saelens, ele é proveniente do porto de Belém, no Pará, Estado em que 78% das áreas de exploração madeireira são consideradas ilegais.
A madeireira Rancho da Cabocla apresenta um histórico de ilegalidades no setor madeireiro e acumulou uma série de multas por extração ilegal de madeira e seu comércio, e também por falsificação de informações. A Saelens deveria saber que a compra de madeira nessas condições merece mais atenção do que somente a apresentação de papéis oficiais.
O Greenpeace pediu às autoridades belgas para efetuar os controles previstos na EUTR e, se necessário, aplicar as devidas sanções. Já na França, a EUTR ainda não foi regulamentada, o que significa que, até que a França aprove e publique seu regulamento, muita floresta ainda poderá ser destruída.
Autoridades competentes e empresas importadoras de outros países europeus também estão demonstrando preocupação com a situação da madeira amazônica brasileira. A Espanha classificou a madeira da Amazônia como de alto risco, enquanto na Itália o ministro de Agricultura e Florestas, Maurizio Martina, anunciou a aprovação de decreto que regulamenta a aplicação da legislação europeia de combate à madeira ilegal.

O único que parece não se preocupar de fato é o governo brasileiro, cúmplice dessa situação, e que até agora não se pronunciou sobre as denúncias do Greenpeace. Enquanto o governo segue calado, a floresta amazônica continua sendo predatória e ilegalmente destruída e vendida aos pedaços, com papel oficial e tudo.

Nanocelulose só deverá ser usada em escala comercial em dez anos

Apesar de muitas pesquisas animadoras, as aplicações comerciais precisaram de aperfeiçoamento

Por: Painel Florestal - Elias Luz
 
Imagem microscópica da nanoceluloseImagem microscópica da nanocelulose
A nanocelulose, um produto que vai revolucionar a indústria de base florestal e outros setores que compõem a economia mundial, está em ritmo acelerado de pesquisas, mas o uso prático em escala comercial vai demorar cerca de dez anos. Quem garante é Jack Miller, consultor da Risi no assunto. Durante o 9° Congresso Anual Latino-Americano de Celulose e Papel da Risi, em São Paulo, Miller disse que o produto ainda necessita de muitos estudos.
Na avaliação de Miller, existe mais propaganda relacionada à nanocelulose do que a aplicação prática. “Sem dúvida, trata-se de uma nova tecnologia que vai revolucionar muitos setores, porque é um produto forte, leve, reativo, elétrico, renovável, biodegradável e barato”, descreveu Miller. O consultor destacou ainda que há uma explosão de pesquisas nesta área, porém, com poucos resultados confiáveis. “Tem gente produzindo microcelulose dizendo que é nano, mas não é”, advertiu Milller, no que ele denominou de “manha” das empresas.
Em um curto prazo, a indústria do papel será a primeira beneficiada com a nanocelulose. De acordo com Jack Miller, as pesquisas estão sendo desenvolvidas nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Europa Escandinávia. “Haverá muitas aplicações, com destaque inicial para o papel para escrever, embalagens, impressões, cartão, tintas, revestimentos, recipientes para produtos farmacêuticos, indústria têxtil, cimento, adesivos e até no tratamento de água”, detalhou Miller.

Klabin desenvolve novo modelo de embalagem para bananas

As caixas são extremamente resistentes, suportam longas distâncias e têm ótima ventilação

Por: Embalagem Marca
 
Inovação e simplicidade caracterizam a nova embalagemInovação e simplicidade caracterizam a nova embalagem
A Klabin desenvolveu novas embalagens de papelão ondulado para o transporte de bananas. A criação das caixas foi baseada em testes realizados com produtores e distribuidores da fruta.
O modelo contempla quatro cantoneiras de papelão ondulado, que permitem aumentar significativamente a capacidade de empilhar as embalagens, além de receber tratamentos especiais nas ondas e na capa interna, que retardam a absorção de umidade.
Segundo a Klabin, as caixas são extremamente resistentes, suportam longas distâncias, têm ótima ventilação e a climatização pode ser realizada sem a necessidade de serem colocadas no formato de colmeias.

A nova caixa foi apresentada na 4ª edição da Feira da Bananicultura e Agronegócio do Vale do Ribeira, que ocorreu esta semana em Registro, interior de São Paulo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Pesquisadores desenvolvem o primeiro painel de energia solar transparente (Michigan University researchers had developed the first transparent solar panel)

Painel solar transparente
Fonte: CANALTECH (reprodução).

Recentemente foram testadas várias maneiras de criar painéis solares totalmente transparentes, mas nenhuma delas obteve sucesso. A que chegou mais perto apresentava uma transparência de 70%, com a visibilidade prejudicada.

Porém, pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan conseguiram desenvolver a primeira célula de painel solar totalmente transparente, com eficiência de conversão de 5%, um pouco menor do que o melhor concentrador solar luminescente (LSC), que apresenta conversão de 6%.

A prática de captar energia solar por meio de células solares não é nova, porém demonstrava ser ineficiente e com resultados decepcionantes na produção de energia. Agora, a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores abriu uma grande janela de oportunidades para a implantação de energia solar.

O painel foi criado com moléculas orgânicas capazes de absorver os espectros de ultravioleta e infravermelho que são enviados para as bordas do material para serem convertidos em energia elétrica utilizando tiras finas de células fotovoltaicas. De acordo com o desenvolvedor responsável, Richard Lunt, isso se dá "porque os materiais não absorvem ou emitem luz no espectro visível e são excepcionalmente transparentes ao olho humano".

Os desenvolvedores da nova tecnologia acreditam que esse é um primeiro passo muito importante para a inclusão de painéis solares em várias construções, como janelas que poderiam encobrir arranha-céus, ou em telas de dispositivos móveis para recarregamento sem a necessidade de carregadores.

Fonte: CANALTECH.

Honda Fit EV: esta é uma prova que a Honda não vê futuro para carros elétricos? (Honda Fit EV axed: Is this proof Honda sees no future in electric cars?)

Honda Fit EV axed: Is this proof Honda sees no future in electric cars?


O Honda Fit EV é considerado como um dos melhores carros elétricos no mercado. A demanda ultrapassou em muito a oferta e a combinação de praticidade, diversão e boa performance tornaram seu sucesso quase unanimidade. A Honda ainda teve que se desculpar devido à falta de unidades desse modelo no verão (do hemisfério norte) passado. 

Entretanto, a montadora japonesa decidiu agora parar de construir o EV Fit, justamente quando o seu ciclo de produção prevista de 1.100 unidades até o final deste ano, apesar de ter listas de espera completas. Até o momento, cerca de 40 unidades são entregues por mês. 

Os planos da Honda para cessar a produção do Fit EV foram inicialmente detectados através de uma mensagem postada por um membro do grupo no Facebook Drivers Honda Fit EV.

[The Honda Fit EV is regarded as one of the best electric cars on the market. Demand has far outstripped supply and the combination of practicality, fun and decent range have made it an almost unanimous hit. Honda even apologised for a shortage of cars last summer.
But the Japanese automaker has now decided to stop building the Fit EV when its intended production run of 1,100 examples comes to an end later this year, despite full waiting lists. Until then around 40 examples will be delivered each month.
Honda’s plans to cease production of the Fit EV were outlined in a message posted by a member of the Honda Fit EV Drivers Facebook group.]

... Há duas razões possíveis por que a Honda pare a fabricação do Fit EV

A primeira é que foram cumpridos os requisitos apresentados para veículos com emissões zero no Estado da Califórnia. Esta lei aplica-se apenas às grandes montadoras (a Honda é uma das maiores). 

A segunda razão é que a Honda - ao contrário da Nissan - vê as células de combustível de hidrogênio como o futuro da mobilidade pessoal, e não veículos que usam baterias elétricas. A empresa apresentou um novo conceito dessa célula combustível no últimos anos na  Auto Show de Los Angeles, e até mesmo permitiu a locação de carros em pequena escala, com essas células combustíveis para clientes da Califórnia. Ela vê 2015 como um grande ano para o hidrogênio. 

A Honda ainda terá que cumprir os regulamentos do Estado da Califórnia no próximo ano, por isso, deve ter um plano pronto. Há uma chance de que possamos ver uma versão elétrica do novo Honda Fit 2015, embora nada ainda tenha sido dito e exista essa relutância em construir o modelo atual nas quantidades previstas.

Fonte: TECOMENTO.