quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Surfista cria prancha com sensor que coleta dados do mar

Setembro /2014


O surfista e engenheiro Benjamin Thompson é responsável por uma ferramenta que tornará os desbravadores das ondas em pesquisadores ambientais. Por meio de um dispositivo criado por ele, qualquer um poderá recolher importantes informações sobre a acidez dos oceanos.
Trata-se de uma quilha com sensor - espécie de barbatana -, que, acoplada à prancha, é capaz de captar dados sobre localização, temperatura, salinidade e pH do mar.
Enquanto o surfista “pega uma onda”, as informações coletadas são enviadas para um smartphone por meio da tecnologia Bluetooth, logo que ele sai da água. Batizado de SmartPhin, o aparelho pesa um pouco mais que uma quilha tradicional e ajuda a identificar os problemas causados no mar por consequência das mudanças climáticas.
Quem melhor para estudar o mar senão os que estão ali o tempo todo? Unindo pesquisa e esporte, Thompson, que mora em San Diego (EUA), coloca os surfistas na posição de ativistas ecológicos ao mesmo em que barateia os custos de implantar soluções para pesquisas nos mares.
"Esta é verdadeiramente a coleta econômica de dados. A maioria dos sensores de dados oceânicos é projetada para os cientistas. Surfistas não têm que fazer nada. É apenas uma parte da sua rotina normal, e eles se sentem bem em fazê-lo", afirma Thompson em entrevista ao site de notícias TakePart.
O protótipo foi criado pela Boardformula, startup de Thompson, e concorre ao prêmio de melhor sensor marinho.
Redação CicloVivo

Conheça 3 rios que já foram muito poluídos e hoje estão limpos

Maio/ 2014     Fonte: Ciclo Vivo

Diversos rios brasileiros têm sofrido as consequências da poluição. O maior exemplo disso é o rio Tietê. As águas que cortam boa parte do estado de São Paulo já foram palcos de inúmeras provas aquáticas e serviram de quintal para a criação de clubes de regata na capital paulista. Há anos, no entanto, autoridades têm elaborado projetos para despoluí-lo e devolver a vida que já existiu neste rio tão importante.
Como incentivo, o CicloVivo separou exemplos de três rios pelo mundo que já foram reconhecidos pela péssima qualidade de suas águas, mas que, após muito esforço, se tornaram referência em recuperação ambiental e esforço político.
1. Rio Tâmisa
Este é talvez o caso de despoluição mais famoso do mundo. O rio, que corta a capital britânica, sofreu intensamente com a evolução da indústria. A água deixou de ser potável em 1610. Mas, o pior aconteceu mesmo no século 18, quando os resíduos da indústria em crescimento eram despejados diretamente no rio, assim como uma grande quantidade de esgoto doméstico.
A situação era tão grave que o rio ficou conhecido como “O Grande Fedor” e foi considerado biologicamente morto. A mudança começou a acontecer em 1957, com a criação de legislações rígidas, que proibiam o lançamento do esgoto diretamente no rio. Acompanhado disso, a cidade de Londres investiu pesado em estações de tratamento. A estimativa é de que mais de cinco bilhões de reais tenham sido usadas em todo o processo. O resultado compensou. Hoje o Tâmisa possui 125 espécies de peixes, 400 de invertebrados e é palco para navegação e a prática de esportes náuticos.
2. Rio Reno
A despoluição do Rio Reno foi um grande exemplo de esforço político entre países. Com 1,3 mil quilômetros de extensão, ele passa por seis países e diversas áreas industriais. Após ser considerado a “cloaca” europeia, as nações se uniram e resolveram dar um basta nessa fama e mudar a situação do Reno.
Em 1976, Suíça, Holanda, França, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha criaram a Comissão Internacional de Proteção do Reno. Onze anos depois veio o passo decisivo e o início da operação para salvar o rio, com o Programa de Ação para o Reno. As operações custaram aproximadamente US$ 15 bilhões, obtidos através de iniciativas políticas e privadas. Vinte anos depois, o Reno é considerado oficialmente um rio limpo, com 95% de todo o esgoto que recebe sendo tratado. Além disso, suas águas acolhem 63 espécies de peixes, praticamente tudo o que vivia lá antes da poluição.
3. Córrego Cheonggyecheon
Localizado em Seul, na Coreia do Sul, o córrego urbano chegou até mesmo a ser coberto por concreto e nos anos de 1976 cerca de 5.6km de vias elevadas foram construídos acima dele. As construções permaneceram até 2003, quando urbanistas decidiram derrubá-la para revitalizar a área e ajudar Seul a se tornar uma cidade moderna e ecologicamente correta.
O projeto de restauração do Córrego Cheonggyecheon levou em torno de dois anos e custou por volta de 281 milhões de dólares, porém, foi criada uma linda área verde ao longo do centro da cidade. Hoje, além de possuir águas extremamente limpas e bem tratadas, mesmo com a urbanização ao seu redor, o córrego também é um ponto turístico, referência em beleza e uma alternativa para manter a natureza em meio ao centro urbano.

Moradores de cidade coreana ficam um mês sem carro

Outubro /2014 

Enquanto nas cidades brasileiras não é sentida a diferença nas ruas durante o Dia Mundial Sem Carro, já houve país que arriscou um mês inteiro sem a presença dos veículos automotivos. A ideia inovadora foi proposta pela prefeitura de Suwon aos moradores do bairro Haenggung-dong, na Coréia do Sul.
A iniciativa foi alastrada no congresso de mobilidade urbana EcoMobility, que aconteceu na cidade de Suwon em 2013. Durante o evento, foi pedido à população que deixasse os carros por trinta dias consecutivos. Para viabilizar a mudança, antes de dar início ao “Mês Sem Carro”, foram investidos nove milhões de euros no transporte.

A construção de estações de empréstimo gratuito de bikes e distribuição de 500 bicicletas em escolas e empresas foram algumas das ações implementadas na região, que possui pouco mais de quatro mil habitantes. Foram disponibilizadas bicicleta dobrável, triciclo, bicicleta-ambulância, moto elétrica.
“Andei pelo festival e percebi que eu quero isso. Se isso não acontecer com o meu bairro, me mudo para Haenggung-dong!”, exclamou Kim Jeong Hyo, morador de um bairro vizinho. "O congresso foi um enorme sucesso não só pela redução da dependência de carros, como também demonstrou que podemos tornar nossas cidades mais habitáveis”, comentou Konrad Otto-Zimmermann, um dos diretores do festival.

A iniciativa integra as ações do prefeito Yeom Tae-young para transformar o bairro em um local que prioriza a sustentabilidade e acessibilidade. Passado a experiência, que obteve total aceitação no bairro, ainda foi estabelecida uma meta em que cada cidadão terá de reduzir meia tonelada de CO2 até 2015.
O prefeito também afirmou que será priorizado, cada vez mais, o sistema de transporte público, criando um estilo de vida mais sustentável. Desta forma, pretende também tornar a locomoção de crianças e adultos mais segura.



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Cantareira segue em queda e chega a 6,7%, diz SABESP (SABESP informs: Cantareira system keeps falling and reaches 6.7%)!

Sistema Cantareira opera usando o volume morto desde julho.
[Cantareira System operates using the dead volume since last July.]
Fonte: Estadão.

O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira entrou em outubro em 6,7% de sua capacidade de armazenamento, considerando os 182,5 bilhões de litros do chamado "volume morto" incorporados em maio, o que acrescentou 18,5% sobre o volume total do sistema, de 982 bilhões de litros, informou a Sabesp nesta quarta-feira, 1. O índice registrou uma queda de 0,2 ponto porcentual em relação aos 6,9% anotados ontem.

Na semana passada, o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, previu que essa primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deveria durar até meados de novembro. Executivos da Sabesp e autoridades do governo paulista também apostam no início do período de chuvas, a partir de outubro a novembro, para permitir que os reservatórios possam voltar a registrar acúmulo.

Enquanto isso não acontece, a Sabesp pretende utilizar uma segunda cota do volume morto de 106 bilhões de litros, o que depende da aprovação dos órgão reguladores. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), uma provação depende da avaliação do plano de contingência para o Sistema do Cantareira, que deve ser entregue até a próxima segunda-feira.

Paralelamente, entre hoje e amanhã a ANA realiza reunião com prefeituras e empresas das bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) para discutir uma proposta conjunta estabelecendo regras de captação de água nas áreas da bacia. O objetivo é definir uma resolução com condições para a restrição de uso para captação.

A minuta de resolução apresentada sugere a necessidade de determinar captação restrita de água na PCJ quando o volume disponível no Sistema Cantareira for inferior a 5% do volume útil. Dependendo das vazões, podem ser determinadas suspensões da captação por algumas horas do dia para abastecimento público, uso industrial e irrigação.

Fonte: Estadão.

Água da Terra é mais velha do que o Sol (Water found on Earth is older than the Sun)!


A água dos oceanos da Terra parece ter uma história bem mais antiga do que se acreditava.
[The water found in Earth's oceans seems to have an older history than previously believed]
[Image: Bill Saxton/NSF/AUI/NRAO]

Idade da água

Uma equipe de astrofísicos analisou o gás hidrogênio e seu isótopo deutério, espalhados pelo Sistema Solar e concluiu que a água da Terra é mais antiga do que o próprio Sol.


Isótopos são átomos do mesmo elemento que têm o mesmo número de prótons, mas um número diferente de nêutrons. A diferença de massa entre os isótopos resulta em diferenças sutis em seu comportamento durante as reações químicas. Como resultado, a razão entre hidrogênio e deutério nas moléculas de água pode mostrar sob quais condições as moléculas de água se formaram.

Por exemplo, a água interestelar tem uma alta relação deutério/hidrogênio por causa das temperaturas muito baixas nas quais se formam, dizem os cientistas.

Até agora, não se sabia o quanto desse enriquecimento de deutério foi removido por processamento químico durante o nascimento do Sol, ou quanto de água rica em deutério o Sistema Solar recém-nascido foi capaz de produzir.

A equipe criou então modelos que simulam um disco protoplanetário nos quais todo o deutério do gelo do espaço já foi eliminado por transformação química, e o sistema tem que começar de novo "do zero" a produzir gelo com deutério em um período de milhões de anos.

Eles fizeram isso para ver se o Sistema Solar poderia produzir água com as proporções de deutério e hidrogênio encontradas em amostras de meteoritos, na água dos oceanos da Terra e nos cometas.

A equipe concluiu que não, que o Sistema Solar não produziria água desse tipo, o que foi interpretado como uma mostra de que pelo menos um pouco da água em nosso Sistema Solar - incluídos aí os oceanos da Terra - tem origem no espaço interestelar anterior ao nascimento do Sol.

A constatação é crucial para a busca de vida fora da Terra porque, se isso aconteceu aqui, deve acontecer em outros sistemas planetários, que podem nascer em ambientes bastante adequados a servir como base de uma futura vida orgânica.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Washington D.C. planeja seu primeiro parque suspenso (The first hanging park was planned for Washington DC)!


O parque suspenso deve conectar dois bairros bastante diferentes da cidade.
O jardim suspenso deverá ligar dois bairros com realidades bem distintas da cidade.
[The hanging garden park will connect two neighborhoods with very different realities of city]
Fonte: Divulgação.

O sucesso do High Line, o parque suspenso construído sobre uma antiga linha de trem em Nova York, tem inspirado outros projetos em todo o mundo. Em São Paulo, por exemplo, discute-se a transformação do Minhocão em um parque. Já na capital norte-americana, Washington D.C., as autoridades já estão escolhendo qual proposta arquitetônica é ideal para criar um parque acima do rio.

O projeto já tem nome: 11th Street Bridge e deve conectar dois bairros bastante diferentes da cidade. O parque elevado passará por cima do Rio Anacostia e contará com áreas verdes, espaços educativos, de lazer e esporte e café, para ajudarem a conectar a população local em espaços públicos.

Fonte: CicloVivo.

Ainda dá tempo de ser perfeito

outubro/2014       Fonte: Estadao MPE


Bom, não existe nada melhor do que terminar o dia com sensação de missão cumprida. Ser uma referência no seu segmento é algo para poucos. Mas isso deveria ser uma meta de todos que resolvam empreender. Busque a perfeição. Seja um incansável detalhista e insatisfeito pelo padrão.
Eu tenho a grande sorte de ter dois sócios assim, os Marcelos: Marcelo Ruis, meu sócio na Laika Design, um sujeito extremamente crítico, questionador e eternamente insatisfeito – no bom sentido – sempre persegue a certeza que o próximo projeto precisa ser melhor do que o anterior. E o Marcelo Prado Filho, meu sócio na DE CABRÓN e responsável pelo desenvolvimento e produção da fábrica dos molhos de pimenta. Às vezes, ele beira a loucura com suas obsessões pela busca da perfeição. É dolorido. Sem dúvida, mas é fundamental para alcançarmos patamares de admiração em nossos segmentos de atuação.
Tempo e budget nunca podem servir de desculpa para a realização deficiente de quaisquer projetos. Mesmo que o tempo seja escasso, vire-se para realizar o milagre da multiplicação das horas. Na era do mundo polifônico e com a informação volátil na palma das mãos, o culto aos detalhes pode determinar a sobrevida ou a morte do seu negócio.
Vivemos uma grande overdose coletiva. Tenho aprendido muito com essa dupla de Marcelos nesses anos todos. E só assim você consegue, após um apresentação de projeto, depois de muito esforço e dedicação um feedback como: fazia tempo que não via projetos tão legais como esses. Ou: seus molhos são incríveis. Desde o design até a complexidade do sabor. Como você entrega seu serviço? Como você entrega seu produto?
Um simples atendimento telefônico pela sua secretária pode dizer muito sobre sua empresa. Em um restaurante talvez o banheiro possa dizer muito mais como você se importa com o conforto de seus clientes, que simplesmente servir um bom prato. Quer coisa mais desagradável que usar um banheiro sujo? Em seu restaurante você só limpa seu banheiro antes de começar os serviços? Agora pense: você não poderia fazer melhor? A perfeição existe mas não é um lugar, é uma busca incessante, ininterrupta. Vá a luta. Ainda dá tempo.