quinta-feira, 5 de março de 2015

Renzo Piano e G124 transformam subúrbios italianos com materiais reutilizados (Renzo Piano and G124 turn Italian suburbs with reused materials).

Cortesia deRenzo Piano e G124
Concepção do trabalho de Renzo Piano e G124.
[The design work done by Renzo Piano and G124].
Imagem: Renzo Piano e G124.

Um grupo de seis jovens arquitetos sob a liderança de Renzo Piano tem se dedicado a transformar espaços ociosos nos subúrbios de algumas cidades italianas. A equipe, conhecida como G124, concentra seus esforços em revitalizar áreas negligenciadas e esquecidas e estimular a economia local através do design. A iniciativa levou recentemente o grupo a transformar uma área abandonada sob um viaduto na região norte de Roma em um vibrante ponto cultural.

O projeto, apropriadamente intitulado "Under the Viaduct", faz uso de materiais reciclados para criar um espaço comunitário convidativo. Containers de carga recebem os eventos organizados na área, proporcionando múltiplos espaços de oficinas para os moradores da região. Além disso, a área é pontuada por peças de mobiliário feitas a partir de pneus reciclados e diversas instalações artísticas criadas com materiais encontrados. Essa consciência de reuso torna o espaço economicamente eficiente, mas também lhe rende um caráter distinto possível apenas quando se utiliza materiais desgastados para novas aplicações. 

"Under the Viaduct" é um dos vários projetos de grande escala concebidos pelo G124 para a melhoria de comunidades. Em um esforço não apenas para projetar espaços para o público, mas também envolvê-lo nos processo de tomada de decisão, a abordagem do G124 consiste em trabalhar em estreita relação com organizações locais e autoridades públicas, recebendo feedback para melhor adequar seus projetos às necessidades das distintas comunidades. 

Fonte: ARCH Daily.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Os alertas aumentam e o desmatamento não para (Alerts increases but deforestation doesn't stop).

INPE divulga primeiro relatório DETER do ano e janeiro já registra a maior área com alerta de desmatamentos dos últimos cinco anos para o mês.
[INPE publishes DETER 2015 first report: January already has the largest area with deforestation alert the past five years for the month].

Alertas de desmatamento e degradação florestal para janeiro de 2015, agregados em uma grade regular de 50 km X 50 km e em unidades censitárias.
[Deforestation and forest degradation alerts for January 2015, aggregated into a regular grid of 50 km x 50 km and census units].
Fonte/Source: INPE (2015).

O balanço de alertas de desmatamento (corte raso da floresta) e degradação florestal do período de novembro de 2014 à janeiro de 2015 na Amazônia, divulgado na segunda-feira (dia 2) pelo Inpe traz mais más notícias aos brasileiros. Os dados – do Deter, Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real do Inpe – mostram que o mês de janeiro de 2015, em especial, apresentou alertas de desmatamento e degradação florestal em uma área de 129,36 km², um número que sozinho é quase igual à soma dos dados dos meses de janeiro dos últimos cinco anos: 147,64 km².

Lamentavelmente, janeiro de 2015 não é um ponto fora da curva. Ao analisar os dados de corte raso dos últimos seis meses (agosto de 2014 a janeiro deste ano, meses que vão compor o número final do desmatamento de 2015 apurado por outro sistema do Inpe, o Prodes) fica evidente que o ataque à maior floresta tropical do planeta voltou a ser alarmante: os alertas de desmatamento cresceram 56% em área, e a degradação subiu incríveis 162%, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O Deter permite a constatação rápida do que está acontecendo na floresta e oferece suporte à fiscalização e controle do desmatamento pelo IBAMA. Embora impreciso, ele indica a tendência de aumento ou diminuição da perda florestal ao longo do ano. A estimativa oficial do desmatamento de 2015, apurado pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélite (Prodes) sairá no final do ano. O número final, como acontece todos os anos, será anunciado por volta de março de 2016.

No período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, foram detectados alertas de desmatamento em 688,7 km². Este ano, entre agosto de 2014 e janeiro, foram detectados alertas em 1.074,3 km², o que representa um aumento de 56% em relação ao período anterior.

Já em termos de degradação florestal, processo que muitas vezes dá início ao ciclo do desmatamento, os alertas corresponderam à uma área de 403,8 km² no primeiro período e 1059,9 km² no segundo período, um aumento de 162%.

Apesar do otimismo do governo em relação à queda da taxa do desmatamento registrada pelo PRODES nos últimos anos, diversos fatores ainda ameaçam a floresta, colocando em risco essa conquista. A exploração ilegal de madeira segue fora de controle, o avanço de atividades agropecuárias sob a floresta continua, e a bancada ruralista no Congresso está mais numerosa do que nunca, ameaçando minar instrumentos efetivos de combate ao desmatamento como as Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

Enquanto a floresta vai embora, episódios de seca se espalham pelo país e cientistas alertam que nosso futuro está cada vez mais ameaçado. Por isso é importante que iniciativas que levem ao fim do desmatamento sejam mantidas e fortalecidas, como é o caso da Moratória da Soja e Compromisso Público da Pecuária. Ao mesmo tempo os brasileiros precisam se unir e fazer coro pela proteção das florestas, que são nossa única garantia de futuro. É isso que vem fazendo os mais de 1 milhão de eleitores que já assinaram em favor da lei do Desmatamento ZERO.

Fonte: Envolverde.

Hidrelétricas marinhas para explorar energia das marés (Marine hydropower to explore tidal power)

Hidrelétricas marinhas para explorar energia das marés
Princípio básico de funcionamento da hidrelétrica marinha.
[Basic principle to marine hydroelectric operating].
Imagem: Tidal Lagoon Power (Divulgação).

A exploração da energia das marés vem sendo estudada com o uso de turbinas flutuantes ou deconjuntos de turbinas submersas, todas girando em baixa velocidade conforme as marés fluem num e noutro sentido.

Mas a empresa britânica Tidal Lagoon Power pretende fazer algo bem diferente, construindo uma verdadeira "hidrelétrica marinha".

A empresa apresentou seis projetos, que consistem na construção de lagoas em baías, quatro delas no País de Gales e duas na Inglaterra.

O projeto da lagoa de Swansea, no País de Gales, que já recebeu apoio do governo, mas ainda terá que vencer a resistência dos ambientalistas, tem custo previsto de 1 bilhão de libras (cerca de R$ 4,37 bilhões) e poderá gerar energia para 155 mil residências.

Barragem marinha

Cada uma das lagoas do projeto deve exigir um grande projeto de engenharia. Em Swansea, por exemplo, a muralha de proteção para a barragem marinha deve se estender por mais de 8 quilômetros.

Esses muros gigantes servem para captar a água da maré e criar um reservatório. Quando a maré começa a subir, as comportas são fechadas, criando um desnível porque a água da lagoa permanece em um nível mais baixo.

Quando a maré está cheia do lado de fora, as comportas são abertas e a água flui pelas turbinas, gerando energia e enchendo a barragem.

Quando a maré começa a virar, as comportas são fechadas para manter o nível alto da água dentro da barragem.

Assim que a maré fica baixa do lado de fora, as comportas são novamente abertas para gerar energia novamente enquanto a água flui da barragem de volta para o mar.
Hidrelétricas marinhas para explorar energia das marés
Fonte: Inovação Tecnológica (com informações da BBC)

terça-feira, 3 de março de 2015

Pesquisadores brasileiros defendem linhas de financiamento para energia solar (Brazilian researchers claim credit lines for solar energy)

A integração urbana em telhados é uma ótima saída e não necessita de infraestrutura de transmissão.
Uma ótima e produtiva alternativa energética: integração urbana de telhados!
[A great and productive alternative energy form: urban integration roofs!].
Imagem: Divulgação.

Estudiosos brasileiros em energia solar defendem a criação, pelo governo, de linhas de crédito especial para a aquisição de equipamentos e a instalação deste tipo de energia em residências. O tema foi discutido durante a 1ª Escola Internacional de Energia Solar, que ocorreu na última semana na Universidade de Brasília (UnB).

Para o professor da UnB Rafael Shayani, um dos organizadores do evento, esse modelo de microgeração distribuída, com a instalação de painéis nas casas, é bem promissor, pois não ocupa grandes áreas como as usinas solares, e o excedente de energia é enviado à rede pública, em um sistema de compensação. “Poucas pessoas sabem disso, é como se o relógio rodasse para trás. Com essa expectativa de que a energia elétrica vai subir 40%, a solar não vai ficar mais tão cara, se houver subsídio do governo”, disse.

Shayani explica que isso não vai ocorrer da mesma forma em todo o país. Segundo ele, em Minas Gerais, por exemplo, há mais procura porque é um estado com incidência solar favorável e onde o preço da concessionária de energia é mais alto, então o retorno do investimento será mais rápido.

Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Ricardo Rüther, investir em geração de energia não é papel do consumidor final, mas é ele quem acaba pagando a conta, então precisa de condições de financiamento. “É um assunto que não está bem equacionado no Brasil. O financiamento é o gargalo. Comparando com a indústria automobilística, se o consumidor é bom pagador, hoje ele sai da concessionária com carro financiado até com juro zero. Como consumidor de energia elétrica, todo mundo é bom pagador, então por que não posso entrar em uma loja e sair com um contrato, para inclusive gerar recursos para pagar um telhado solar?”, defende.

Rüther explica que o investimento em um sistema de energia solar fotovoltaica é maior que no de aquecimento solar, usado geralmente em chuveiros, e pode variar de R$ 12 mil a R$ 15 mil, de acordo com a média de consumo das famílias. O retorno financeiro desse sistema vai variar de cinco a dez anos, com o uso de um equipamento que vai durar 25 anos em média.

De acordo com o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Fernando Martins, o Brasil já tem regulamentação para o uso dessa energia, então as pessoas só dependem de mais incentivo e informação. “O benefício é a longo prazo, com o tempo as famílias vão economizar e ajudar o país a enfrentar uma crise hídrica, consumindo a energia da própria residência, enquanto os reservatórios possam ser enchidos”, disse.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) existem hoje no Brasil 317 empreendimentos em operação gerando energia solar fotovoltaica, com potência de 15,1 mil kilowatts (kW), 0,01% da energia utilizada no país. As usinas hidrelétricas produzem 62,55% da energia consumida.

O professor da Unifesp também explica que os impactos ambientais da geração fotovoltaica são bem menores do que de qualquer fonte de energia, e a integração urbana em telhados é uma ótima saída e não necessita de infraestrutura de transmissão. “Mesmo uma grande usina fotovoltaica não traz mais danos que uma hidrelétrica, conseguimos a mesma energia com área muito menor e podemos também usá-la para outros fins, por exemplo, se a área tiver também um potencial eólico. Uma forma não prejudica a outra, existem tecnologias de aproveitamento.”

“O importante é deixar claro que o Brasil tem recursos renováveis suficientes para atender à demanda de energia elétrica do país. Precisamos criar alternativas e informar às pessoas o potencial que temos”, argumentou Martins.

Fonte: CicloVivo.

Refrigeração termossolar transforma calor do Sol em frio (Suntherm cooling transforms heat from the sun in cold)!

Refrigeração termossolar transformar calor do Sol em frio
A engenheira mexicana Susana Flores afirma que já recebeu contato de empresários alemães interessados em investir na tecnologia. 
[Susana Flores, who is an engineer from Mexico, claims to have received contact German businessmen interested in investing in technology].
Imagem: Invdes.

Geladeira solar

A engenheira mexicana Susana Flores, da Universidade de Puebla, criou um sistema de refrigeração solar que pode funcionar não apenas como geladeira, mas também como condicionador de ar.

Em vez de usar um painel solar para gerar eletricidade para alimentar um compressor tradicional, a professora Susana criou um sistema de refrigeração termossolar, que transforma o calor do Sol em frio sem passar pela energia elétrica.

O protótipo consegue manter a água a 9º C durante todo o dia, o que é suficiente para conservar alimentos ou fazer funcionar um sistema de ar-condicionado.

"Com essa temperatura é possível conservar alimentos, mas nosso objetivo é chegar a 5º C, o que tornará possível conservar pescado sem desnaturar as proteínas do peixe," disse Susana.

Segundo a engenheira, a conservação de medicamentos e vacinas em localizações remotas é outra possibilidade de uso promissor para a tecnologia de geladeira termossolar.

Refrigeração termossolar

O sistema faz o resfriamento aproveitando o calor do Sol por meio de um ciclo termodinâmico de adsorção-deadsorção que dura 24 horas.

Como refrigerante é usado metanol e, como adsorvente, são usadas zeólitas, um mineral altamente poroso.

Durante o dia "se produz o aquecimento, a deadsorção e o período de condensação. A energia solar aquece a zeólita e aumenta a pressão de vapor do metanol. Este refrigerante se condensa e é conservado em um tanque que alimenta o evaporador," explica a engenheira.

Durante a noite o processo se inverte, tendo lugar a evaporação, adsorção e o resfriamento.

"A temperatura da cama adsorvente diminui depois do pôr-do-sol, por isso a pressão do refrigerante se reduz e ocorre a evaporação, enquanto o adsorvente é esfriado. Durante este período o refrigerante começa a evaporar e é novamente adsorvido pela zeólita, gerando o esfriamento. O processo de adsorção continua toda a noite, até a manhã seguinte," completa a pesquisadora.

A quantidade de água que é resfriada depende da quantidade de zeólita utilizada, e o resfriamento obtido pelo protótipo, ainda sem otimização, foi de 11º C em relação à temperatura ambiente, mas isto pode variar dependendo da incidência solar de cada região e a cada estação.

A pesquisadora afirma que já recebeu contato de empresários alemães interessados em investir na tecnologia.

Fonte: Inovação Tecnológica.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Energia eólica: somente o Texas produziu em 2014 mais do que todo o consumo de eletricidade do Centro-Oeste brasileiro (Wind energy: only the Texas produced in 2014 more than any consumption of electricity in the Brazilian Midwest).


Parque Eólico na região central do Texas, EUA.
[Wind farm in central Texas, USA].
Fonte: Divulgação.

Quando pensamos em geração de energia nos Estados Unidos geralmente pensamos em petróleo e gás. Mas, aos poucos, os americanos estão diversificando as suas fontes de energia, consolidando o país como uma gigantesca potência energética. 

Um bom exemplo é o que ocorre no Texas, um dos estados mais poderosos dos Estados Unidos no quesito energia. 

Em 2014 a geração de energia eólica, no estado, atingiu 36,1 milhões de MWh, um crescimento extraordinário de 100% em apenas 5 anos. Para podermos entender o que significa esse número é só comparar com todo o consumo de energia elétrica em 2014 da Região Centro-Oeste do Brasil. 

A região engloba o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com mais de 15 milhões de habitantes e uma área de 1,6 milhões de quilômetros quadrados. 

Esta enorme região brasileira, segundo a Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE), consumiu 34.5 milhões de MWh, em 2014, menos do que a geração de energia eólica de um estado americano. 

Será que somos nós que consumimos pouco ou é o Texas que produz muito? 

Na realidade a produção total de energia elétrica do Texas em 2014 foi de 400 milhões de MWh, quase o mesmo número consumido em todo o Brasil em 2014 que foi de 473 milhões de MWh... 

A verdade é que nós estamos longe de ser o gigante energético que alguns governos ufanistas pregam. 

O Texas, com uma área 50% menor do que o Centro-Oeste e uma população 73% maior, gerou no ano passado 10 vezes mais eletricidade. Sem contar que o estado tem um clima seco e quase nenhuma geração de energia a partir de suas pequenas hidroelétricas.

Fonte: Portal do Geólogo.

Governo aprova diretrizes para leilão de fontes alternativas de 2015 (Government approves guidelines for auction of alternative energy sources in 2015).

Fonte: Divulgação.

O Ministério de Minas e Energia aprovou as diretrizes da sistemática que serão aplicadas no leilão de fontes alternativas de 2015, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

[The Mines and Energy of Brazil Ministry approved the guidelines of the system that will be applied in the auction of alternative sources of 2015, as decree published in the Official Gazette on last Friday, 27 february].

No âmbito do certame, serão aceitas propostas para três produtos na modalidade por disponibilidade de energia elétrica: biomassa 2016, com início de suprimento em 1 de janeiro de 2016; biomassa 2017, com início de suprimento em 1 de julho de 2017; e produto eólica 2017, com início de suprimento em 1 de julho de 2017.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou em dezembro que o leilão de fontes alternativas marcado para 27 de abril de 2015 contava com 570 projetos cadastrados para participação, no total de 14.962 megawatts (MW), entre usinas eólicas e termelétricas a biomassa.

Fonte: Marcela Ayres (Agência REUTERS).