sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Qual é o tamanho da oportunidade? (What is the opportunity size?)

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Por: Edson Rigonatti

Existem ao menos quatro motivos para você se preocupar em definir o tamanho do seu mercado: i) probabilidades, ii) escolhas, iii) execução e iv) financiamento.

O primeiro lida com um fato básico da vida: você vai errar e muito ao longo da sua trajetória empreendedora e, portanto quanto maior e mais interessante for a oportunidade que você perseguir, maiores são as chances de você chegar lá.




O segundo está relacionado às suas escolhas. Sim, você tem o direito de escolher para onde está indo e levando sua empresa. E por que não escolher a oportunidade mais interessante relacionada ao seu sonho?

O terceiro motivo está relacionado à execução da sua estratégia. Para ser eficiente, você vai precisar planejar as vendas e os recursos necessários para conduzir suas operações. Ou você pretende seguir essa viagem sem um plano de voo?

O último está relacionado a uma possível necessidade de financiamento do seu negócio. Se você acredita que buscar investidores será algo relevante para o seu negócio, saber articular o tamanho da oportunidade a ser perseguida é um dos elementos fundamentais em atrair e engajar possíveis investidores.


Do nosso ponto de vista, o primeiro passo dado ao analisarmos qualquer oportunidade é procurar aprender de que maneira um determinado negócio faz ou pretende fazer dinheiro. Nesse sentido, tentamos conduzir uma análise criteriosa e desapaixonada do negócio, bem como da indústria aonde ele se insere. Estimar a demanda, ou tamanho do mercado, é o primeiro desafio.

Uma vez definido quem são os potenciais compradores (população total? mulheres? pequenas empresas? homens de 30 a 50 anos?), ou seja, o universo sendo explorado, passamos a tentar mensurar esse universo.

O tamanho de um mercado é definido como o conjunto de potenciais compradores atuais e futuros de um produto ou serviço. Esses potenciais compradores tem três características: interesse, renda e acesso (KOTLER, ).

Quantos potenciais compradores teriam o interesse em comprar o produto ou serviço? 5%, 10%, 50% do universo sendo explorado? Desse total com interesse, quantos teriam a renda suficiente para comprar? O universo de compradores com interesse e renda forma o mercado potencial.
Se o produto ou serviço não pode ser distribuído ou disponibilizado em determinadas áreas ou grupos, então esses compradores não contam, já que tem barreiras de acesso. Do mercado potencial menos compradores que não tem acesso, chegamos ao mercado disponível.
A empresa pode ainda escolher concentrar esforços em algum nicho, ou mercado alvo, e o ambiente competitivo dará o tom ao seu market share

Portanto, o tamanho do mercado alvo ou oportunidade (Q) pode ser descrito como Q = N*Q*P; ou seja, o número de compradores de acordo com as premissas elencadas (N), a quantidade de compras médias anuais por comprador (Q) e o preço médio pago (P).

O processo de estimar o tamanho da oportunidade requer a busca de dados das mais diversas fontes e o estabelecimento de hipóteses quando os dados não estão disponíveis. Embora não exista um único repositório com dados para consulta, o IBGE, o IPEA, o BNDES costumam publicar excelentes estudos e análises dos mais diversos setores. As associações de classe dos mais diversos setores, também costumar publicar informações sobre seus mercados. Por fim, uma busca no Google geralmente traz inúmeras fontes alternativas e interessantes.

Fonte: ENDEAVOR (Agosto/2014).

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores (Exoskeleton ensures superhuman strength to workers)!


Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores

[Image: Daewoo]

Operário biomecatrônico


Os trabalhadores que vão construir um dos maiores navios do mundo vão contar com a ajuda de exoesqueletos robóticos que os permitirão carregar peças de até 100 kg como se elas não pesassem nada.

O exoesqueleto se encaixa em qualquer pessoa entre 1,60 e 1,85 metro de altura.

Os trabalhadores não sentem o peso da armação de 28 kg de fibra de carbono, ligas de alumínio e aço, uma vez que a estrutura se autossustenta e foi projetada para seguir os movimentos do trabalhador por meio de sensores.

As baterias dão ao exoesqueleto uma autonomia de 3 horas.

Quadros especiais projetados para tarefas específicas podem ser anexados à mochila, algumas passando sobre a cabeça ou os ombros do trabalhador, como no caso do pequeno guindaste mostrado na imagem.

Além de aumentar a capacidade de elevação de carga, o traje robótico ajuda os trabalhadores a manipular componentes pesados com precisão, já que as manobras são feitas como se eles estivessem manuseando um objeto virtualmente sem peso.

Fonte: Inovação Tecnológica.

NASA testa avião a diesel-elétrico com 10 motores (NASA test plane that is powered by 10 motors by diesel-electric)

NASA testa avião a diesel com 10 motores elétricos
O GL-10 é um avião do tipo VTOL (Vertical Takeoff and Landing, aterragem e pouso verticais).
[Image: NASA Langley/David C. Bowman]

A NASA apresentou a última versão de um conceito que vem sendo desenvolvido ao longo de vários anos. Trata-se de um drone - ou VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) - que inicialmente impressiona pelo número de motores, 10 no total.

Mas a maior surpresa fica bem escondida dentro da fuselagem do avião, que se chama Grease Lightning 10, uma junção dos termos em inglês para gordura e relâmpago, respectivamente.

Os 10 motores são elétricos, o que é comum nos VANTs tipo cóptero.

Em lugar de baterias, contudo, o Grease Lightning tem dois motores a diesel de 8 hp cada um, alimentados por óleo de fritura (a gordura), responsáveis por gerar eletricidade (o "relâmpago"), que então alimenta os 10 motores.

Há também pequenas baterias auxiliares para emergências dentro das naceles de cada motor.

NASA testa avião a diesel com 10 motores elétricos
Dois minúsculos motores diesel geram eletricidade para alimentar os 10 motores elétricos. [Imagem: William J. Fredericks et al.]

Pouso e decolagem verticais

O GL-10 é um avião do tipo VTOL (Vertical Takeoff and Landing, aterragem e pouso verticais).

A ideia original era manter fixos os motores internos de cada asa, mas apenas quatro deles não conseguiram erguer todo o peso da aeronave.

Para a decolagem e pouso, as asas e a cauda apontam para cima e as 10 hélices fazem com que o avião ascenda como um helicóptero. Uma vez no ar, as asas e a cauda voltam à horizontal para um voo típico de um avião, com a diferença de que as duas hélices traseiras aumentam a manobrabilidade do GL-10.

Os primeiros testes foram feitos com o protótipo de 3 metros de envergadura ancorado em um cabo. Os primeiros voos livres estão agendados para o final deste ano.

Bibliografia/References:

Benefits of Hybrid-Electric Propulsion to Achieve 4x Increase in Cruise Efficiency for a VTOL Aircraft - William J. Fredericks, Mark D. Moore, Ronald C. Busan
http://ntrs.nasa.gov/archive/nasa/casi.ntrs.nasa.gov/20140001088.pdf

Fonte: Inovação Tecnológica.

15% dos eleitores brasileiros já usarão urnas biométricas em outubro (About 15% of Brazilian voters already will use biometric polls in October elections)

Urna biométrica
Fonte: CanalTech (Ago/2014).

As eleições deste ano terão uma novidade: o uso de biometria nas urnas eletrônicas para identificar os eleitores. Cerca de 21,6 milhões de pessoas serão identificadas pelo método, o que representa 15% do eleitorado brasileiro.


Serão 762 cidades, entre elas 15 capitais, que utilizarão este recurso. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas eletrônicas são "o processo mais seguro que existe". As impressões digitais de uma pessoa são únicas e a comparação na base de dados é realizada por meio de um software de computador. Este processo é considerado um dos mais eficazes e modernos de identificação na atualidade.

De acordo com o secretário do TSE, Giuseppe Janino, o propósito de usar esta tecnologia da biometria é para a redução da intervenção humana no sistema eleitoral. Isso reduzirá os riscos de erros, fraudes e lentidão em todo o processo. Janino valoriza a tecnologia ao enfatizar que "a identificação biométrica é infinitamente mais precisa e segura que a identificação normal, feita pelo homem".

Veja a matéria completa no LINK do CANALTECH

Aumenta uso da internet na sala de aula no Brasil


Fonte: Prof. Paulo Robson (Agosto/2014).

Professores e alunos brasileiros utilizam cada vez mais computador e internet em suas atividades em sala de aula.
A coleta de dados para a realização da quarta edição da pesquisa TIC Educação ocorreu entre os meses de setembro e dezembro de 2013. Foram entrevistados, presencialmente, 939 diretores, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos, de 994 escolas públicas e privadas localizadas em áreas urbanas de todas as regiões do território nacional.
Nas escolas públicas, 46% dos professores disseram utilizar computador e internet em atividades com os alunos na sala de aula - um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano de 2012.
"Esse dado mostra como o professor percebe a importância do uso das novas tecnologias com os alunos, pois parte deles leva seu computador pessoal para a sala de aula", disse Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação).

Mobilidade

Ainda que tenha aumentado o uso do computador e da internet na sala de aula nas atividades com os alunos, o ambiente mais comum para tal uso nas escolas públicas continua sendo o laboratório de informática (76%).
Outro destaque está no crescimento do uso de tablets nas escolas públicas. Enquanto em 2012 apenas 2% delas contavam com esse tipo de equipamento, em 2013 esse número chegou a 11%.
Entre os professores, o acesso à internet por meio de dispositivos móveis cresceu 14 pontos percentuais em 2013: 36% dos professores disseram acessar a rede por meio de telefone celular, sendo que no ano anterior este número era de 22%.
A pesquisa acrescentou novos indicadores que mostram que 96% dos professores de escolas públicas usam recursos educacionais disponíveis na internet para preparar aulas ou atividades com os alunos.
Os tipos de recursos mais utilizados são imagens, figuras, ilustrações ou fotos (84%), textos (83%), questões de prova (73%) e vídeos (74%). O uso de jogos chega a 42%, apresentações prontas, 41%, e programas e softwares educacionais, 39%.

Fonte: Agência Fapesp.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Programa transforma desenho à mão em modelo 3D

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/08/2014

Programa transforma desenho à mão em modelo 3D
Os modelos 3D gerados a partir dos esboços a mão respectivos. [Imagem: Baoxuan Xu et al./UBC]

Desenhos que saltam

Um novo programa gráfico promete simplificar dramaticamente a forma como projetistas e artistas desenvolvem ideias de novos produtos.
E também pode ajudar muito os hobistas que desejam projetar gerigonças para fabricar usando suas impressoras 3D.
O programa gera formas 3D complexas a partir de rascunhos simples feitos em papel.
Quem já tentou converter um desenho em um modelo 3-D usando os programas comerciais sabe o quanto isso pode ser um processo complicado e trabalhoso.
Para simplificar tudo, Baoxuan Xu e seus colegas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, desenvolveram o True2Form, um algoritmo inspirado na forma como os projetistas fazem seus desenhos.
"Quando fazem desenhos a lápis, os projetistas e artistas usam curvas descritivas e pontos de vista significativos para transmitir a forma completa de um objeto," diz o professor Alla Sheffer.
"O nosso sistema imita os resultados da inferência humana da forma tridimensional para levantar uma rede de curvas em 3-D a partir do esboço, preservando a fidelidade ao desenho original," acrescenta ele para ressaltar que o programa corrige as imprecisões próprias de um desenho à mão, para não gerar modelos deformados.
Segundo a equipe, seu programa gráfico foi projetado para processar uma gama maior de complexidades geométricas do que os programas disponíveis para modelagem por esboços.

Como alimentar o mundo e ainda produzir biocombustíveis

Com informações da NSF - 18/08/2014

Turbinando as plantas
Um organismo fotossintetizante utiliza a luz solar e o dióxido de carbono para produzir açúcares que alimentam o organismo, liberando oxigênio para a atmosfera.
Mas a fotossíntese é um processo relativamente ineficaz, geralmente capturando apenas cerca de 5% da energia disponível, dependendo de como a eficiência é medida.
No entanto, algumas espécies de plantas, algas e bactérias evoluíram para se tornar mais eficientes, otimizando mecanismos que reduzem as perdas de energia ou melhorando a disponibilização do dióxido de carbono para as células durante a fotossíntese.
Existem inúmeros projetos de pesquisas tentando dar uma mãozinha à evolução, desenvolvendo técnicas para otimizar ainda mais a fotossíntese - sem contar as tentativas reproduzi-la sinteticamente por meio da fotossíntese artificial.
Três dessas equipes acabam de ganhar a confiança - e o dinheiro - da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF) e do Conselho de Pesquisas em Ciências Biológicas e Biotecnológicas do Reino Unido (BBSRC) para prosseguirem em suas abordagens para aumentar a eficiência da fotossíntese.
O objetivo de longo prazo é desenvolver métodos para aumentar a produtividade de culturas importantes, plantadas para a produção de alimentos e biocombustíveis sustentáveis.
Fotossíntese plug-and-play
Como alimentar o mundo e ainda produzir biocombustíveis
Diagrama do conceito da fotossíntese plug-and-play. [Imagem: Zina Deretsky/NSF]
Alguns micróbios unicelulares captam a energia solar e a convertem em combustível para sua autorreplicação.
O conceito de fotossíntese plug-and-play (conectar e funcionar, em tradução livre) visa distribuir a captura e a conversão de energia para dois ambientes diferentes, de modo que cada ambiente possa ser otimizado para máxima eficiência em seu respectivo papel.
O objetivo da equipe da Dra. Anne Jones, da Universidade Estadual do Arizona, é captar a energia não utilizada, que é dissipada, usando para isso uma célula fotossintética, que transferirá a energia gerada para uma segunda célula para a produção de combustível.
Para fazer essa transferência de energia, a equipe pretende dar um novo uso aos nanofios bacterianos, pequenos fios condutores de eletricidade encontrados em algumas bactérias, com funções que não são ainda completamente compreendidas.
Esses fios serão manipulados por bioengenharia para formar uma ponte elétrica entre as células solares e as células produtoras de combustível - os fios vão conduzir a energia de uma para a outra.
MAGIC - Abordagem Multi-Nível para Geração de Dióxido de Carbono
Como alimentar o mundo e ainda produzir biocombustíveis
O projeto Magic está criando uma bomba de dióxido de carbono alimentada por luz. [Imagem: John H. Golbeck/Universidade da Pensilvânia]
O objetivo é projetar uma bomba de dióxido de carbono alimentada por luz que irá aumentar a disponibilidade de dióxido de carbono para a enzima que promove a fotossíntese e, assim, aumentar a eficiência fotossintética.
Através da engenharia genética, a equipe já reprojetou uma proteína sensível à luz, chamada halorodopsina, encontrada em um micróbio unicelular chamadoNatronomonas pharaonis, que ajuda o micróbio a manter o equilíbrio químico correto bombeando cloreto.
A forma geneticamente modificada da proteína, em vez de bombear cloreto, bombeia dióxido de carbono, que está presente como bicarbonato nas células.
Para avaliar a eficácia da sua bomba alimentada por luz, a equipe implantou-a em uma vesícula artificial. Essa vesícula contém um corante cujo brilho é proporcional aos níveis de dióxido de carbono no interior da vesícula.
A equipe pretende usar o novo financiamento para incorporar a bomba em células de plantas para determinar se o aumento na disponibilidade de dióxido de carbono irá aumentar o crescimento das plantas.
O projeto MAGIC (Multi-Level Approaches for Generating Carbon Dioxide) é coordenado pelo professor John Golbeck, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
CAPP - Combinando Algas e Fotossíntese Vegetal
Como alimentar o mundo e ainda produzir biocombustíveis
O projeto CAPP quer transplantar componentes das algas para as plantas. [Imagem: Moritz Meyer/Howard Griffiths]
Chlamydomonas, uma alga unicelular, tem seu próprio pirenoide, uma estrutura esférica que ajuda a alga a assimilar carbono para melhorar sua eficiência fotossintética.
O objetivo da equipe é transplantar o pirenoide e seus componentes associados da alga para plantas superiores, com a esperança de melhorar a eficiência fotossintética dessas plantas e, assim, sua produtividade.
Até agora, a equipe identificou novos componentes do pirenoide e fez progressos no desenvolvimento de um sensor à base de proteínas que será usado para comparar os níveis de bicarbonato em vários compartimentos celulares nas algas.
Esse sensor será usado para ajudar a explicar o mecanismo de concentração de carbono da alga e ajudar a avaliar a eficácia do pirenoide depois de ele ter sido transplantado para as plantas.
O projeto CAPP (Combining Algal and Plant Photosynthesis) é coordenado pelo professor Martin Jonikas, da Universidade de Stanford.