terça-feira, 23 de setembro de 2014

Como ligar um motor molecular e vê-lo funcionando

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/09/2014

Motor molecular é controlado e visto diretamente
Agora as máquinas moleculares podem ser ligadas e vistas diretamente por meio de um microscópio óptico. [Imagem: Tomohiro Ikeda et al./Universidade de Tóquio/NIMS]
Motor molecular visível
Contudo, embora muito promissores para construir nanomáquinas e nanorrobôs, a tecnologia para lidar com eles ainda não foi totalmente desenvolvida, sendo máquinas muito sensíveis e difíceis de manipular.
Agora, Tomohiro Ikeda e seus colegas da Universidade de Tóquio conseguiram controlar um motor molecular e filmar seu movimento usando apenas um microscópio óptico.
A possibilidade de ver diretamente essa nanomáquina de apenas 1 nanômetro de diâmetro em ação, sem depender dos complicados aparatos de microscopia eletrônica, abre caminho para experimentos mais práticos.
A técnica para visualização do movimento de moléculas individuais já existia para os motores naturais in vivo, as máquinas biomoleculares.
Mas esta foi a primeira vez que ela foi usada para monitorar máquinas moleculares sintéticas, que são muito menores - os motores biomoleculares medem cerca de 10 nanômetros, contra apenas 1 nanômetro do motor molecular agora filmado.
Máquinas moleculares sintéticas
O principal feito da equipe foi desenvolver a técnica de manipular o motor molecular, usando uma gotícula de 200 nanômetros de diâmetro, que é visível pelo microscópio óptico. Aplicando uma força externa à gotícula, é possível controlar o movimento da molécula 200 vezes menor e observar seu funcionamento.
"Este método permite a visualização dos movimentos de qualquer máquina molecular," escrevem os pesquisadores.
Segundo eles, com a sua técnica de controle do motor molecular, um nanomotor movido por luz poderá ser acoplado a motores biomoleculares naturais, permitindo criar tecnologias de conversão de energia que poderão manipular várias reações fotoquímicas.
"Este é atualmente o único método disponível para avaliar o desempenho de uma única máquina molecular sintética por meio de 'vê-la e tocá-la', e para verificar se os motores moleculares sintéticos estão gerando sua própria energia locomotora, o que é um dos objetivos em vista com as máquinas moleculares sintéticas," conclui a equipe.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ALIBABA FAZ HISTÓRIA

Alibaba faz maior IPO do mundo após venda adicional de ações

Getty Images
Alibaba Jack Ma, o fundador do Alibaba, tem motivos para sorrir: empresa chinesa superou a Amazon em valor de mercado


A oferta pública inicial de ações do Alibaba Group Holding é agora a maior do mundo, com 25 bilhões de dólares levantados após o gigante de e-commerce e alguns de seus acionistas terem vendido ações adicionais.

A expressiva demanda fez com que a operação, conhecida como IPO na sigla em inglês, levantasse inicialmente 21,8 bilhões de dólares e, em seguida, fizesse as ações do Alibaba subirem 38 por cento em sua estreia na bolsa, na sexta-feira.

Isso levou os subscritores a exercer uma opção de venda de 48 milhões de ações adicionais, disse uma fonte com conhecimento direto do negócio.

O IPO superou o recorde mundial estabelecido anteriormente pelo Banco Agrícola da China em 2010, quando o banco levantou 22,1 bilhões de dólares.

Sob a opção, o Alibaba acordou a venda de 26,1 milhões de ações adicionais e o Yahoo de 18,3 milhões, o que rendeu às duas empresas 1,8 bilhão e 1,2 bilhão de dólares extras, respectivamente.

Jack Ma, do Alibaba, acordou a venda de 2,7 milhões de ações adicionais e o co-fundador da empresa Joe Tsai acordou a venda de mais 902.782 ações, de acordo com o prospecto.

A fonte não quis ser identificada pois os detalhes da venda adicional ainda têm de ser oficializados. O Alibaba se recusou a comentar.

Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan Chase & Co e Morgan Stanley atuaram como bancos coordenadores do IPO.

O Rothschild foi contratado como assessor financeiro independente do Alibaba no negócio.

(Por Elzio Barreto)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Minas de cobre e suas esferas metálicas que valeriam bilhões

Com informações da New Scientist - 08/09/2014

Minas de cobre e suas esferas metálicas que valeriam bilhões
Mina Nababeep Sul, minerada de 1882 a 2000 - 302.791,65 toneladas de cobre extraídas.[Imagem: Dillon Marsh]
Esferas de cobre
Não se trata de uma invasão alienígena, e nem de uma cena do Doctor Who.
A ideia do fotógrafo sul-africano Dillon Marsh foi mensurar a produção das minas de seu país - a mineração é a principal atividade econômica da África do Sul - e comparar esse produto com a herança deixada para o meio ambiente.
As imagens, contrastando a pureza do cobre com a paisagem estéril das minas abandonadas, mesclam beleza e estranheza com o aparente pequeno rendimento da mineração realizada durante décadas - mais de um século, em alguns casos.
Contudo, cada esfera dessas pesaria centenas de milhares de toneladas.
Marsh só trabalhou com minas já exauridas justamente para destacar o quanto se pode esperar de cada jazida mineral.
Minas de cobre e suas esferas metálicas que valeriam bilhões
Mina O'okiep Oeste, minerada de 1862 a 1970 - mais de 500 metros de profundidade, 284.000 toneladas de cobre extraídas. [Imagem: Dillon Marsh]
O fotógrafo inicialmente capturou imagens das minas de cobre exauridas da África do Sul - que já foram mineradas e abandonadas por não terem mais minério que valha a pena ser extraído.
Usando estimativas da produção histórica de cada mina, ele calculou o tamanho de uma esfera equivalente de cobre puro.
Minas de cobre e suas esferas metálicas que valeriam bilhões
Mina Azul, minerada de 1852 a 1912 - 3.535 toneladas de cobre extraídas. [Imagem: Dillon Marsh]
Marsh então usou uma combinação de Google Earth, um programa de renderização 3D e Photoshop para inserir cada esfera em sua mina correspondente, com capricho, incluindo os reflexos precisos dos arredores na superfície da esfera.
O resultado compôs uma série que ele chamou de For What It's Worth - "o quanto isso vale", em tradução livre.
E vale bastante.
Minas de cobre e suas esferas metálicas que valeriam bilhões
Mina Tweefontein, minerada de 1887 a 1904 - 100 metros de profundidade, 38.747,7 toneladas de cobre extraídas. [Imagem: Dillon Marsh]
A esfera representando toda a produção da mina Nababeep, por exemplo, que operou de 1882 a 2000, pesaria 302.792 toneladas - à cotação de hoje do cobre, sua esfera valeria US$2.096.834.600,00.
"Muitas minas de ouro, diamantes e cobre ainda operam hoje", disse Marsh. "Mas a produção global destes minerais está em declínio evidente e constante nas últimas décadas."

Vêm aí os navios sem tripulação (Ship without crew)

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/09/2014


O custo de fabricação e os custos operacionais dos navios sem tripulação prometem ser menores do que os navios com marinheiros. [Imagem: Rolls Royce/Divulgação]


Navios autônomos

Os carros sem motoristas andam muito em moda, mas muitos especialistas argumentam que eles logo farão companhia na história aos carros voadores, que nunca decolaram.

Isto porque os primeiros testes, apresentados inicialmente como êxito integral, dependem de uma preparação prévia ainda muito distante da praticidade - por exemplo, uma filmagem detalhada de toda a via e a programação de trajetos precisos, sem contar o cuidado para que as condições iniciais não sofram alterações.

Mas talvez o problema não seja tão complicado com os navios, que poderão se tornar "sem comandantes" da mesma forma que os aviões praticamente se tornaram "sem pilotos".

Engenheiros do projeto europeu MUNIN (Maritime Unmanned Navigation through Intelligence in Networks) acreditam que navios sem tripulação são mais factíveis porque as rotas marinhas são muito mais livres e menos sujeitas a mudanças do que as ruas de uma cidade.

Por isso eles trabalham com uma agenda para que os primeiros navios de 200 metros de comprimento rodem autonomamente pelos mares na próxima década.

Autonomia por meio-período

São oito parceiros da indústria e da academia trabalhando em conjunto para recriar todos os sistemas necessários ao navio de forma que eles funcionem sem intervenção humana.

Na verdade, sem intervenção humana no próprio navio, já que o sistema, para ser confiável e seguro, depende por hora de uma conexão de banda larga de 4 Mbits.

"Não há muitos dispostos a acreditar, mas se os parceiros do projeto conseguirem superar os desafios nos quais estamos trabalhando, navios como estes poderão na verdade ser mais seguros do que muitos dos que estão no alto mar hoje," disse Ornulf Rodseth, coordenador do projeto. "O erro humano, no todo ou em parte, é a causa de mais de 75% dos acidentes com embarcações hoje."

Os primeiros dados indicam que os navios sem tripulação poderão viajar mais lentamente, economizando até 50% de combustível.

Rodseth afirma que a adoção dos navios autônomos deverá ser gradual, com as tripulações podendo ir dormir à noite, por exemplo, deixando a embarcação navegar de forma autônoma por meio-período.

HISTÓRIAS INSPIRADORAS - ASSISTA OS VÍDEOS

https://www.youtube.com/playlist?list=PLF652A7ED85C38D5C&__akacao=2080728&__akcnt=20534f6b&__akvkey=ac63&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=BR_Conteudo_18.09.14

O QUE VOCÊ FAZ COM SEUS SONHOS ? VEJA NOS VÍDEOS.

Fonte: Endeavor

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Uma casa dos sonhos projetada especialmente para evitar todo o barulho da rua

Por: Felipe Ventura
setembro de 2014



Meus vizinhos são barulhentos, e talvez os seus também sejam. Infelizmente, não há soluções definitivas para afastar o ruído de pessoas falando, música alta e carros na rua – só alguns paliativos. A real solução é projetar a casa do zero para evitar esses sons indesejáveis – e foi isso que o arquiteto Paul Masi fez.

Sua casa fica em uma rua principal dos Hamptons, zona de luxo no estado de Nova York. Quando o New York Times foi visitá-la, o trânsito se estendia por quilômetros e havia filas e mais filas nas lojas, chegando a um “caos em nível Times Square”. No entanto, reinava o silêncio na casa de 300 m². Como?




É que Masi, dono do escritório de arquitetura Bates-Masi, projetou a casa pensando especialmente em sua acústica. O New York Times explica:


… Masi criou uma sequência de camadas nas paredes, começando com uma parede separada que circunda a parte externa da casa. Ela age como uma barreira para o som e coloca a casa em uma “sombra acústica”, diz Masi. Como material de construção, ele usou concreto armado, que ele revestiu com tábuas de cedro para que a casa se misture com a paisagem. (…)

E as paredes na sala de estar são revestidas com feltro cinza sobreposto por mais tábuas de cedro, em pares conectados por suportes de metal. O feltro ajuda a absorver o som quando a parede de vidro deslizante está fechada, e as tábuas são ajustáveis ​​e também removíveis…

A casa absorve o som através das paredes, mas não só: até as escadas desta casa de dois andares são feitas para minimizar ruídos. Os degraus vão ficando mais grossos à medida que descem para o porão, e mais finos à medida que rumam ao andar superior, o que muda a frequência do som dos seus passos.



Infelizmente, essa arquitetura de casa não é para todo mundo. Masi gastou US$ 2 milhões para construir sua casa em um terreno de 2.000 m², comprado por US$ 840.000 há dois anos. E o que nós, meros humanos, podemos fazer para atenuar o ruído? A Folha de S. Paulo reuniu algumas dicas:
caso o ruído venha da rua, pode-se instalar uma janela acústica com vidro duplo e com maior vedação ao fechar;
se não for possível mudar a fachada (caso de certos apartamentos), existem janelas antirruído que podem ser instaladas no interior do ambiente, sem quebrar a parede;
se o ruído vier do vizinho e for transmitido pelo ar – como gritos e voz alta – vale instalar o revestimento drywall nas paredes (se o vizinho estiver ao lado) ou no teto (se o vizinho estiver acima) – o material combina chapas de gesso acartonado com lã mineral;
caso o barulho do vizinho seja causado por impactos – como salto alto ou arrastar de móveis – não há muito que você possa fazer: ele precisa instalar um carpete ou manta flexível no piso para minimizar o ruído.

Infelizmente, essas soluções custam caro: a Folha estima que o isolamento acústico de um apartamento de 100 m² custaria R$ 27.500 em São Paulo. Para quem não consegue pagar tudo isso, o jeito é aguentar o ruído. [New York Times via Estadão via @HMartins]




Fotos por Bates Masi Architects

Com cômodos giratórios, casa se adapta às estações do ano

Setembro de 2014

Em um país tropical, como o Brasil, as estações do ano não têm variações de clima tão significativas como em outros países, mas ainda assim diversas construções residenciais são inadequadas, deixando o ambiente ora muito quente ora muito frio. Uma solução talvez seja uma casa projetada no Teerã, capital do Irã, que pode se adaptar às mudanças de temperatura.

Batizada de Sharifi-Ha House, a construção possui módulos giratórios que mudam de posição com o simples toque de um botão. A estrutura pode girar em até 90º, quem decide é morador, de acordo com sua vontade ou necessidade.

A residência faz uso inteligente do espaço, de modo que, para os momentos de calor, é possível ampliar os ambientes, deixando o cômodo com mais entrada de luz e ventilação. Já nos dias frios, a casa pode ficar mais compacta, inclusive com aberturas mínimas para a parte externa.

O projeto do escritório Nextoffice também levou em consideração às necessidades dos moradores. O quarto de hóspedes, por exemplo, pode ser transformado em outro cômodo, caso não esteja em uso. Ambientes mais formais, como escritório, também podem mudar a “aparência”, adaptando-se a diversas ocasiões. Segundo o ArchDaily, o método para a criação dos módulos é o mesmo utilizado para a transformação das cenas teatrais.



Redação CicloVivo