quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Brasil exporta gerente e importa técnico para ‘chão de fábrica

RENATO JAKITAS Dezembro 2014  Fonte: http://economia.estadao.com.br/blogs/expediente/gerente-tecnico/
Pesquisa cruzou dados de 170 multinacionais presentes no Brasil
Pesquisa cruzou dados de 170 multinacionais presentes no Brasil

De cada dez brasileiros enviados por suas empresas para trabalhar no exterior, seis são especialistas em gestão, atuando como gerentes, diretores ou presidentes em suas companhias. Já em sentindo inverso, com relação aos estrangeiros transferidos para o Brasil, a maioria (62% dos casos) é formada por técnicos ou por mão de obra em funções operacionais.
Essa movimentação, que coloca o Brasil como exportador de mão de obra altamente qualificada e importador de postos de “chão de fábrica”, é o principal e mais surpreendente resultado de uma ampla pesquisa realizada pela Global Line, empresa de consultoria e treinamento especializada em expatriados.
Batizada de Mobility Brasil 2014, o estudo cruzou dados de 170 multinacionais presentes no Brasil (cerca de 80% delas estrangeiras), que movimentam um contingente de 6.336 expatriados. Deles, 53% (3.358) são brasileiros no exterior. O restante, formado por 2.978 profissionais, são estrangeiros instalados no País.

Para Marcelo Ribeiro, sócio da Global Line e responsável pelo levantamento, essa discrepância entre o perfil da mão de obra importada e exportada pode, em um primeiro momento, ir contra o que se imagina, de que o brasileiro no exterior está, salva raras exceções, fadado ao subemprego, dado a formação deficitária de nosso profissional. Esse é um julgamento apressado, ele diz, que esconde um problema maior.
“O Brasil envia gerentes e traz técnicos justamente por conta de nossas deficiências técnicas em relação à Europa e aos Estados Unidos. O gerente vai para o exterior para adquirir expertise de gestão, para conhecer o que esses países já aplicam nesse campo e, futuramente, poder voltar para ocupar posições seniores”, conta o especialista. “Já o técnico vem para cá, em maior número, para treinar a equipe operacional das empresas e, feito isso, ele regressa para seu país de origem”, afirma.
Um exemplo dessa dependência é que, enquanto existem poucos estrangeiros alocados em cargos de gerência no Brasil, um em cada cinco presidentes, vice-presidentes ou diretores de multinacionais locais são expatriados.

“É muito interessante perceber que 19% dos expatriados vindos para o Brasil ocupam posições de altíssima gestão. É um número muito alto quando a gente leva em consideração que esses cargos representam apenas 1% das posições dentro das empresas”, conta Marcelo Ribeiro.
“Isso é natural”, continua o sócio da Global Line, “porque o número de multinacionais com headquarters (sedes) no exterior é muito mais significativo do que as ‘multis’ de bandeira nacional. E é lá fora, nesses headquarters, onde está instalada toda a inteligência dessas empresas.”
Ranking. Em outubro último, como faz todos os anos, o HSBC compilou uma lista sobre os melhores destinos do mundo para trabalhar fora de seu país de origem.
O banco entrevistou 9 mil profissionais expatriados e elaborou o ranking com base na situação econômica, experiência global e condição de familiar oferecido pelos mercados analisados.
A lista com 100 países foi encabeçada pela Suíça, seguida por Cingapura e pela China. O Brasil apareceu em 32º lugar, atrás de México, Vietnã, Catar e África do Sul.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Japão termina construção de cidade inteligente e sustentável (Japan finishes construction of smart and sustainable city/Japón termina la construcción de ciudad inteligente y sostenible).

A prioridade é a consciência energética e ecológica.
A prioridade é a construção de imóveis que promova eficiência energética e sustentabilidade.
{The priority is the construction of buildings to promote energy efficiency and sustainability}.
[La prioridad es la construcción de edificios para promover la eficiencia energética y la sostenibilidad].
Imagens: Divulgação.



A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tóquio, faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” é a consciência energética e ecológica.

As casas já possuem painéis solares embutidos, que fornecem energia para a residência e ainda armazenam o excedente em uma bateria para uso posterior. O projeto também oferece um bairro exclusivo para moradores que não possuem carros próprios, com opções para o compartilhamento e alugueis de carros elétricos.


Toda a cidade é equipada com sensores em rede que controlam a iluminação pública e garante, que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” local. O município também tem um "eixo verde", com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.

Fonte: CicloVivo.

Casa sustentável é construída com apenas 8 mil reais (Sustainable house is built using just US$ 3800 / Casa sostenible se construye con sólo US$ 3800)

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Imagine erguer uma casa com apenas 8 mil reais e o melhor, feita com materiais sustentáveis. Utilizando apenas produtos encontrados na natureza um grupo de amigos construiu com as próprias mãos esta casa natural e de baixo custo que levou cerca de nove meses para ficar pronta!
{Imagine build a house with just US$ 3800 and the best, using sustainable materials, and took about nine months to get ready}
[Imagina construir una casa con sólo US$ 3800 y el mejor, hecho con materiales sostenibles y que se llevó a cerca de nueve meses para prepararse]!

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As estruturas da residência são basicamente compostas de COB, uma mistura de argila, areia e palha. O material de construção, divulgado recentemente pelos movimentos de sustentabilidade, é a prova de fogo, altamente resistente a abalos sísmicos e tem um custo quase nulo.

Outra vantagem do COB é que as paredes feitas a partir dele servem como massa térmica, mantendo a casa fria no verão e quente no inverno. O material também é resistente a climas úmidos e se for bem trabalhado pode durar séculos.

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Fonte: Portal do Meio Ambiente.

Produção de lixo eletrônico é cinco vezes maior que há 14 anos (E-waste production is five times greater than 14 years ago/Producción de residuos electrónicos es cinco veces mayor que hace 14 años)


Segundo relatório da ONU cada pessoa produz 7 kg de lixo eletrônico ao ano!
[According to UN report, nowadays each person produces 7 kg of e-waste per year / 
Según informe de la ONU cada persona produce 7 kg de basura electrónica por año].
Imagem: REUTERS (Divulgação).

Milhões de celulares, câmeras digitais, computadores, tablets e outros gadgets eletrônicos acabam a cada ano no lixo comum, o que representa um enorme perigo para a saúde e para o meio ambiente, segundo adverte as Nações Unidas.

E o problema só cresce. Se no ano 2000 foram produzidas cerca de 10 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, agora em 2014 são 50 milhões, equivalente a oito vezes o peso da pirâmide egípcia de Gizé. Esse número significa que cada habitante do planeta produz em média sete quilos de lixo tecnológico e os cálculos da ONU preveem que nos próximos três anos esses resíduos aumentarão em um terço.

O lixo per capita produzido varia de acordo com a riqueza e consciência ambiental de cada país, e vai desde os 63 kg gerado por um cidadão do Catar, passando pelos quase 30 de um americano, os 23 de um alemão, os 18 de um espanhol, os sete de um brasileiro ou os 620 gramas de um malinês.

Muitos aparelhos eletrônicos, que têm vida útil cada vez mais curta, estão carregados de metais pesados muito prejudiciais à saúde.

Materiais como chumbo, mercúrio, cádmio e zinco podem ser uma fonte contaminante no longo prazo se não forem reciclados de forma adequada.

Isso só acontece com uma parte mínima parte de todo esse lixo, denunciam a ONU e grupos de proteção do meio ambiente.

O Escritório das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), com sede em Viena, calcula que em 2016 os países em desenvolvimento produzirão mais lixo eletrônico que os industrializados.

Um desafio ainda maior porque essas nações contam com menos meios para abordar o problema.

Para dar uma resposta a esta situação, a ONU lançou a Iniciativa Step, para promover a reutilização e aumentar o ciclo vital dos produtos eletrônicos.

Ruediger Kuehr, secretário-executivo da Step, reconhece que embora este seja um problema ambiental subestimado, pelo menos está começando a figurar na agenda política internacional.

“Estamos muito no início, por enquanto não podemos dizer que estamos no bom caminho, mas pelo menos está ocupando um espaço na agenda política”, explicou o especialista alemão à Agência Efe em Viena. “Os governos conscientes sabem que isto é uma bomba-relógio e que devem tomar decisões”, assegurou.

Fonte: Estadão.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

INVENTOR CRIA MÁQUINA QUE TRANSFORMA REFRIGERANTE EM ÁGUA POTÁVEL

Fonte: https://www.lealmarcasepatentes.com.br/inventor-cria-maquina-que-transforma-refrigerante-em-agua-potavel/
Há muitos países no mundo em que é mais fácil conseguir uma garrafa de Coca Cola do que um copo de água potável. Não é surreal? Em uma intervenção criativa e recheada de crítica, o artista multidisciplinar Helmut Smits criou uma máquina capaz de transformar refrigerante em água pura. Chamado de “The Real Thing” – qualquer semelhança com um dos motes da marca não é mera coincidência. O projeto foi apresentado durante a Dutch Design Week, a Semana de Design da Holanda.
O artista teve a ideia de criar a máquina em 2006, mas precisou da ajuda de Martien Wündermann, do Synthetic Organic Chemestry Gorup, da Universidade de Amsterdam, para colocá-la em prática. A invenção ferve o refrigerante, condensando o vapor criado e adicionando sais minerais para tornar a água própria para o consumo.
“Quando eu olhei para a Coca Cola como se fosse a primeira vez, eu vi água suja e marrom, então me pareceu lógico filtrá-la para ter água potável, assim como fazemos com o esgoto”, afirma Helmut Smits. Alguns estudos mostram que para produzir 1 litro de Coca Cola, são gastos 9 litros de água potável e, segundo o artista, este foi outro fator que o motivou a seguir em frente com o projeto. “É absurdo”, afirma ele.
O artista não pretende vender máquinas como esta e muito menos bater de frente com a multinacional. Para ele, a “The Real Thing” é a forma que encontrou para fazer as pessoas refletirem sobre o mundo e o que tem dentro de seus copos.
foto © Helmut Smits

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"Marronzinhos" vão trocar carro pela bicicleta em SP (Funcionarios de la empresa Ingeniería de Tráfico de São Paulo intercambiarán coches para bicicletas/Officials of Traffic Engineering Company from São Paulo will exchange cars to bicycles).

A Secretaria dos Transportes já lançou edital para a compra de 300 bicicletas.
A Secretaria dos Transportes já lançou edital para adquirir 300 bicicletas.
[El Departamento de Transporte ha lanzado llamada pública para adquirir 300 bicicletas].
(The Department of Transport has launched tender to acquire 300 bicycles).
Fonte: CicloVivo (divulgação).

Os funcionários da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vão sentir de perto o drama de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte em São Paulo. Isso porque, a partir de 2015, eles vão utilizar o veículo para fiscalizar as infrações no trânsito.

A medida é da Secretaria dos Transportes, que, inclusive, já lançou edital para a compra de 300 bicicletas. Além da CET, o meio de transporte alternativo também deverá ser usado pelo Cetet (Centro de Treinamento e Educação de Trânsito).

Os agentes de trânsito, conhecidos como “marronzinhos”, vão rodar por todas as ruas que for preciso e não apenas pelos locais onde há infraestrutura específica, como ciclofaixas e ciclovias.

Usando a bicicleta para trabalhar, certamente questões como direitos dos ciclistas deverão entrar mais em pauta. Espera-se que a fiscalização neste sentido se torne mais ferrenha. Neste ano, já se viu um grande aumento no número multas aos condutores, segundo a CET. A quantidade de multas aplicadas mais que dobrou entre janeiro e setembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros nove meses de 2014 foram 18.165 autuações, já no ano passado foram 8.671.

Outra medida que deverá ser implantada é colocar os GCMs (Guardas-Civis Metropolitanos) para também fiscalizarem as infrações de trânsito que mais violam a segurança dos ciclistas. 

Ainda não há previsão exata de quando o novo sistema será inaugurado. Atualmente, a bicicleta já é utilizada na fiscalização da Zona Azul (sistema de estacionamento rotativo) em algumas regiões da capital.

Fonte: CicloVivo.

Investimentos-anjo crescem 11% em apenas um ano no Brasil!

Startups
Fonte: CanalTech (divulgação).

A organização Anjos do Brasil anunciou nesta segunda-feira (24) que o investimento-anjo cresceu 11% no Brasil este ano. A informação foi divulgada durante a 3ª Conferência Nacional de Investimento Anjo, que aconteceu em São Paulo.

De acordo com o fundador da organização, Cássio Spina, entre julho de 2013 e junho de 2014, esse tipo de investimento saltou de R$ 619 milhões para R$ 688 milhões. Spina ainda disse que, só no Brasil, o número de investidores-anjo cresceu em 9%, passando de 6.450 para 7.060 pessoas. Em 2013, o crescimento foi de apenas 2,3%.

Além disso, o empresário revelou que o valor médio por investidor cresceu 2% nos últimos dois anos. Entre 2012 e 2013, o valor médio por investimento era de R$ 96 mil e, agora, este número saltou para R$ 97.500.

"O crescimento deste ano foi afetado pela perspectiva negativa da economia, bem como a Copa do Mundo. Entretanto, ainda assim tivemos uma evolução bem superior aos outros índices econômicos, demonstrando o potencial do investimento-anjo”, relatou Spina na conferência.

A previsão é que os investidores-anjo façam investimentos individuais de até R$ 399 mil nos próximos dois anos, gerando um aumento de até 174% em relação aos anos de 2013 e 2014. Ainda segundo a pesquisa da organização, o potencial do investimento poderá ficar em torno de R$ 2,9 bilhões - um valor bem acima do efetivado, já que ainda faltam políticas de proteção e estímulos.

Fonte: CanalTech.