quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sistema de tração para caminhões elétricos (A drive system for electric trucks)

Caminhões elétricos
Os módulos são escaláveis para diversos tamanhos e pesos de veículos.
[The modules are scalable to different sizes and weights vehicles].
Imagem: Fraunhofer IWU.

Já existem alguns protótipos de ônibus elétricos, mas parece ter sido o suficiente para os engenheiros se darem conta de que os eixos dos veículos pesados são pesados demais para os motores elétricos.

Na verdade, as tentativas de fabricar motores elétricos para caminhões e veículos comerciais em geral têm resultado em projetos extremamente caros: os motores elétricos chegam a custar até três vezes mais caros do que seus equivalentes convencionais.

A solução pode estar chegando sob a sigla ESKAM (Módulo de Tração Elétrica Escalável, em tradução livre), um projeto do Instituto de Máquinas-Ferramenta e Tecnologia de Conformação da Alemanha, chefiado pelo Dr. Hans Braunlich.

O módulo consiste no motor elétrico propriamente dito, na caixa de câmbio e no sistema eletrônico que controla o conjunto, tudo embalado em um quadro pronto para ser inserido no veículo.

O motor pode atingir 20.000 rpm, oferecendo aceleração rápida e um torque excepcional, segundo o Dr. Braunlich.

Flexibilidade geométrica

Para não ficar no estágio de protótipos de demonstração, a equipe alemã preocupou-se em desenvolver todo o processo produtivo para que os módulos de tração elétrica para caminhões possam ser produzidos em série.

"Graças ao conceito inovador, há uma grande flexibilidade na fabricação dos módulos - para pequenas e para grandes quantidades," disse Braunlich, acrescentando que a produção em série pode reduzir o custo de cada módulo em até 20% em relação à produção em lote.

Mas a grande flexibilidade é no tamanho de cada módulo. "Como o módulo é escalável, podemos usá-lo em tudo, de pequenas peruas a veículos da prefeitura, ônibus e caminhões," garante o engenheiro.

Os primeiros módulos deverão demonstrar essas capacidades a partir do final deste ano, quando eles serão montados em veículos reais para testes.

Fonte: Inovação Tecnológica.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Empresa de SP transforma água do mar em potável (Company situed in Bertioga, São Paulo, turns seawater into drinking)

O produto espera a análise da Anvisa para que possa ser comercializado.
O produto aguarda a análise e autorização da ANVISA para iniciar o processo de comercialização.
[The product await the analysis and authorization of ANVISA to start the marketing process].
Imagem: Divulgação.

Uma companhia localizada em Bertioga, litoral de São Paulo, desenvolveu um método para dessalinizar a água do mar e torná-la própria para consumo humano. O produto espera a análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possa ser comercializado.

Batizado de 63 Water Vital Minerals, a empresa não ganhou esse nome à toa. Os fundadores, o empresário Annibale Longhi e o engenheiro Silvio Paixão, garantem que, por meio da técnica, é possível retirar o sal e ainda manter 63 minerais que são importantes para os seres humanos.

Longhi afirma que as garrafas de água vendidas nos supermercados possuem cerca de 12 minerais, entretanto para o corpo se manter saudável são necessários muito mais.

No laboratório, a água passa por um processo de tratamento de quatro fases. Coletada a 10 quilômetros de distância da costa e abaixo de 30 metros de profundidade, o líquido passa por desinfecção, decantação, filtragem, em seguida passa por análises e controles de qualidade. Segundo a empresa, nada é adicionado na água. A fábrica tem capacidade para fabricar 33 mil garrafinhas diariamente.

Os empresários já conseguiram o aval da biomédica Lucia Abel Awad, que realizou uma pesquisa com apoio da USP e da UNIP. A conclusão foi que a água não tem efeito tóxico e que pode ser ingerida normalmente. O estudo foi anexado aos documentos exigidos pela Anvisa.

Apesar de estar sob avaliação da Anvisa para ser comercializada em território nacional, o mesmo órgão já autorizou a produção e exportação da água. Em reportagem ao G1, os empresários afirmaram que há compradores na França e Alemanha. Por isso, a água agora deve passar pelo crivo da legislação europeia. Ainda de acordo com o site da empresa, a água engarrafada já possui distribuidores nos Estados Unidos.

Fonte: CicloVivo.

Software gratuito ajuda a reduzir desperdício de água em condomínios (Free software helps reduce water waste in buildings).

Controlando o consumo fica mais fácil encontrar o desperdício.
Controlando o consumo fica mais fácil minimizar o desperdício.
[Controlling consumption is easier to minimize waste].
Fonte: Divulgação.

A crise hídrica que atinge a região sudeste do país tem gerado discussões sobre formas de conter o desperdício. Para promover o uso consciente da água, o Organize Meu Condomínio lança uma nova ferramenta para acompanhar o consumo em condomínios e economizar até 20%.

A ferramenta é direcionada a síndicos, moradores e gestores em geral, tanto em edifícios residenciais como comerciais. Por funcionar on-line, basta o administrador do prédio cadastrar seu condomínio e configurar sua meta de consumo e seus os dados de medição de água individualizada. Além dos moradores acessarem o sistema e visualizarem seu histórico, com direito a gráficos comparativos, os síndicos conseguem monitorar o gasto nas áreas comuns.


Imagem: Divulgação.

“A quantidade de água utilizada em locais como garagens, piscinas e jardins não fica clara, já que a conta é recebida com o valor total. Com a nossa tecnologia, é possível segmentar por zonas, diminuir o desperdício e identificar quais consumidores não estão contribuindo com a meta”, explica Eduardo Souza, diretor de operações do Organize Meu Condomínio. 


Segundo ele, a redução do consumo nas unidades e áreas comuns na meta estabelecida em São Paulo de 20% é perfeitamente atingível, contanto que todos consigam visualizar onde estão os principais gastos; um exemplo é conseguir comparar unidades com o mesmo número de habitantes.

A funcionalidade do controle de consumo de água integra a versão gratuita da plataforma.



Fonte: CicloVivo.

Carro elétrico com autonomia de seis horas é testado na Inglaterra (Electric car with six hours range is tested in England)

Veículo elétrico Lutz Pathfinder: recorde de autonomia (Foto: EFE)
Veículo elétrico Lutz Pathfinder: recorde de autonomia.
[Electric vehicle Lutz Pathfinder: record of autonomy].
Imagem: EFE.

O primeiro carro elétrico do mundo capaz de rodar cerca de seis horas sem precisar reabastecer foi apresentado em Londres nesta quarta-feira, 11.

O Lutz Pathfinder pode alcançar até 24 quilômetros por hora. Ele foi desenvolvido pela unidade de Robótica Móvel da Universidade Oxford em parceria com a empresa de engenharia RDM.

Os primeiros testes de campo serão desenvolvidos em Milton Keynes, com 40 unidades do veículo.

China manifestou interesse de comprar 3 mil unidades do Lutz Pathfinder (Foto:Efe)China manifestou interesse de comprar 3 mil unidades do Lutz Pathfinder.
[China has expressed interest to buy 3000 units of Lutz Pathfinder].
Imagem: EFE.
O Lutz Pathfinder atrai o interesse de todo o mundo, com uma empresa na China expressando interesse em encomendar 3 mil unidades.

O secretario britânico de Empresas e Inovação, Vince Cable: incentivo ao carro elétrico (Foto: Efe)
O secretário britânico de Empresas e Inovação, Vince Cable: incentivo ao carro elétrico. 
[The Business and Innovation British Secretary, Vince Cable: encouraging the electric car.].
Imagem: EFE.

O veículo foi apresentado pelo secretario de Estado britânico de Empresas, Inovação e Habilidades, Vince Cable.

Fonte: Economia/Estadão.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Alemanha testa o primeiro prédio do mundo movido a algas

Fevereiro de 2015



O prédio conta com 129 biorreatores.


O primeiro prédio do mundo movido a algas está em fase de testes em Hamburgo, na Alemanha. A estrutura conta com biorreatores de vidro espalhados por toda a sua fachada. Dentro destes painéis estão microalgas que geram biomassa e calor, usados como fonte de energia renovável.

O edifício é assinado pelo escritório Arup, que possui grandes projetos arquitetônicos, como a Opera House, de Sidney, e algumas das estruturas usadas nos jogos olímpicos de Pequim, em 2008. Esta é mais uma das apostas inovadoras do grupo.

O projeto de Hamburgo conta com 129 biorreatores. Cada um deles possui 2,5 metros por 0,7 metro e eles estão dispostos nas faces sudoeste e sudeste do edifício. Por estarem expostos ao sol, as placas passam por um processo em que é possível transformar a luz solar em energia e produzir biomassa a partir das algas.


Foto: Divulgação

Além de fornecer eletricidade limpa, o formato ainda funciona como isolamento, impedindo a entrada do excesso de luminosidade e também de ruídos na área interna do edifício. Todo o sistema é controlado por uma central de gerenciamento de energia, que garante a eficiência do processo.

Este é o primeiro prédio construído com esta estrutura, mas não deve ser o último. Em declaração ao jornal britânico Daily Mail, Jan Wurm, líder de pesquisa da Arup na Europa, explicou que esta deve ser uma tendência nas áreas urbanas. O modelo é considerado um avanço na construção modular.

O relatório do escritório de arquitetura garante que o sistema produz mais energia do que o necessário para o seu bom funcionamento. Além disso, ele pode se tornar mais eficiente, com o uso de nano-particular que neutralizam os poluentes presentes no ar ou com a inserção de lâmpadas de LED, que substituiriam a iluminação pública dos arredores durante a noite.

Redação CicloVivo

Um mundo sedento (A Thirsty World)!

O novo documentário do famoso fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, Um Mundo Sedento, volta suas lentes para um dos grandes desafios da sobrevivência humana: a água. Em um cenário de aumento acentuado da demanda, o crescimento da população mundial e do crescente impacto de um clima instável, a água tornou-se o recurso natural mais precioso do planeta.

economizando agua
Imagem: La Soif du Monde (divulgação).


Em tempos de crise hídrica no Brasil, vale a pena refletir sobre esse recurso natural. Logo em seu início, Bertrand faz as contas e mostra que uma família comum europeia consome 140 mil litros de água por semana!!

Belo, mas triste, Um Mundo Sedento foi filmado em cerca de 20 países e revela o mundo fascinante de água doce através de imagens espetaculares em regiões raramente filmadas, como o Sudão ou o norte do Congo.

O filme mostra vários personagens tocantes, como um pastor do norte do Quênia que diz ter matado por causa de água e sabe que vai ter que matar novamente.


falta d'água


Clique aqui e assista os cinco primeiro minutos do trailer em francês ou Clique aqui e veja em inglês!
[Click here and watch the first five minutes in french, or here to watch in english]!

La Soif du Monde (A Thirsty World)
Direção: Thierry Piantanida e Baptiste Rouget-Luchaire.

Fonte: SetorReciclagem.

Dispositivo permite que celulares identifiquem doenças em poucos minutos (Equipment allows mobile identify diseases in minutes).

O aparelho consegue identificar o HIV e a sífilis.
O dispositivo permite a identificação de doenças como AIDS (HIV) e sífilis.
[The device allows the identification of diseases such as AIDS (HIV) and syphilis].
Imagem: Divulgação.

Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos EUA, desenvolveu um aparelho capaz de transformar qualquer smartphone em um pequeno laboratório para exames de sangue. O sistema tem baixos custos e funciona em qualquer lugar.

De acordo com o informativo oficial disponibilizado pela universidade, o acessório é capaz de identificar doenças infecciosas com apenas 15 segundos e um pequeno furo no dedo. Os cientistas consideram esse o primeiro dispositivo portátil e de baixo custo que replica todas as funções mecânicas, ópticas e eletrônicas de um teste realizado em laboratório.

Por usar apenas a energia proveniente do próprio aparelho celular, descartando a necessidade de um alimentador externo, o sistema é ideal para locais afastados. Os primeiros testes com o aparelho foram realizados em Ruanda, na África. A sua simplicidade permitiu que profissionais da saúde no país fossem treinados e em alguns minutos já estivessem aptos a realizar exames em seus pacientes.

O aparelho é consegue identificar três tipos de doenças infecciosas muito comuns no continente africano: HIV, sífilis treponemal e sífilis ativa. No primeiro dia de estudo em Ruanda, foram realizados 96 testes. “Nós sabemos que o diagnóstico precoce e o tratamento em mulheres grávidas pode reduzir muito as consequências adversas para as mães e seus bebês”, explicou Samuel K. Sia, líder da equipe de pesquisadores e professor de Engenharia Biomédia na Universidade de Columbia.

A invenção pode significar um avanço enorme na área da saúde e prevenção de doenças por ser acessível a qualquer comunidade do mundo. Enquanto os equipamentos tradicionais que exercem função semelhante são comercializados a mais de 18 mil dólares, o dispositivo deve custar apenas US$ 34.

Para que isso fosse possível, os pesquisadores estudaram maneiras de simplifica-lo ao máximo. Para chegar a locais sem eletricidade, eles eliminaram a bomba elétrica de consome energia. Assim, o usuário ativa a câmara de pressão negativa mecanicamente, movendo uma sequência de reagente pré-armazenados em uma fita. No lugar da bateria, os cientistas usaram um conector de áudio para transmissão de potência e transmissão de dados. Como os conectores são padronizados entre os smartphones, o equipamento pode ser usado em qualquer aparelho compatível.

“Ao aumentar a detecção de infecção de sífilis, é possível reduzir as mortes em dez vezes. Nós estamos realmente animados sobre os próximos passos que este equipamento pode dar nos países em desenvolvimento e igualmente animados para explorar como esta tecnologia pode beneficiar os pacientes”, finalizou Sia. 

Fonte: CicloVivo.