sábado, 30 de maio de 2015

Solar Impulse 2 decola da China para cruzar o Pacífico

Divulgação


Solar Impulse 2: o avião saiu da China em direção ao Pacífico
Da AFP

O avião revolucionário Solar Impulse 2 decolou da China nas primeiras horas deste domingo, para tentar um voo de seis dias sobre o Pacífico.

Movido a energia solar e comandado pelo suíço André Borschberg, 62, o avião decolou de Nankin rumo ao Havaí às 18h40 GMT, para um voo de 8.500 km até a ilha americana, aonde deverá chegar após 130 horas, segundo os organizadores. O outro piloto é o suíço Bertrand Piccard, que ficou em terra.

O voo havia sido adiado várias vezes devido às condições climáticas, e, desde 21 de abril, o avião estava parado na cidade de Nankin.

O Solar Impulse 2 nunca sobrevoou um oceano ou permaneceu no ar por mas de 24 horas, o que torna esta travessia um desafio tecnológico e uma façanha histórica para a aviação.

O Solar Impulse 2 partiu em 9 de março de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Desde então, fez escalas em Omã, Índia, Mianmar e China. No total, o aparelho tem que percorrer 35.000 km, a uma velocidade média de 50 a 100 km/h, e cruzar dois oceanos.

A viagem, a, no máximo, 8.500 metros de altitude, deveria durar, a princípio, cinco meses, com 25 dias efetivos de voo, antes do retorno a Abu Dhabi.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pesquisadores brasileiros criam sistema que gera energia a partir de bactérias




O intuito é usar as bactérias para produzir a mesma quantidade de energia das células solares.



Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) conseguiu gerar energia elétrica a partir da atividade de bactérias Escherichia coli cultivadas em solução de água e nutrientes em ambiente controlado. Durante 11 dias, as bactérias geraram continuamente 0,5V, atingindo, nesta fase, o ápice da produção de energia.

O trabalho é realizado pelos professores Helinando Pequeno de Oliveira, do Colegiado de Engenharia Elétrica; e Mateus Matiuzzi, do Colegiado de Zootecnia, em conjunto com a estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira.

A pesquisa teve início no final do ano passado e será desenvolvida na Univasf e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O projeto contará com a participação do professor do Departamento de Química do MIT Timothy Swager, que trabalha com a produção de grafenos modificados quimicamente.

Os primeiros resultados são animadores, segundo o coordenador da pesquisa, Helinando de Oliveira. “Nosso objetivo é cultivar bactérias para que elas sejam geradoras de energia e no futuro possamos transformar células bacterianas em fonte alternativa de energia e produzi-las em escala industrial”, informa. Uma das metas, de acordo com ele, é fazer com que as bactérias gerem energia em quantidade equivalente à produzida por células solares.

O processo

A equipe de pesquisadores desenvolveu um reator formado por dois compartimentos de teflon e separados por um trocador de prótons. Em um dos compartimentos foram inseridas as células bacterianas, cultivadas pelo microbiologista Mateus Matiuzzi, e a solução de água limpa e nutrientes. Elas são mantidas numa estufa, com temperatura controlada a 37°C.

Ao se reproduzirem, as bactérias geram energia e enviam para o outro lado, por meio de eletrodos de carbono, a água limpa purificada devido à troca de prótons pela membrana disposta entre os compartimentos. Esta purificação da água é outro efeito da atividade bacteriana. Oliveira observa que este resultado já era esperado, mas destaca o fato de a produção energética e a descontaminação da água ocorrerem num ambiente totalmente controlado e com um único tipo de bactéria, o que distingue o trabalho de outras pesquisas já realizadas com as Microbial Fuel Cells (MFC), como são chamadas as células bacterianas geradoras de energia.

Os pesquisadores da Univasf estão testando, no momento, a energia gerada pelas células bacterianas quando acopladas a um resistor. Ao conectá-las a um resistor de mil ohms, eles obtiveram uma tensão de 53 milivolts, ainda considerada pequena. Mas a pesquisa, que está no início, será desenvolvida até dezembro de 2016. “Estamos confiantes de que até o final da pesquisa teremos bons resultados a apresentar”, afirma Oliveira.

Comunidades do Pará recebem purificador de água movido a energia solar




O aparelho é compacto e pesa aproximadamente 13 quilos.



O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) doou à Prefeitura de Santarém (PA) duas unidades de um purificador de água capaz de desinfetar águas poluídas de rios. A instalação dos equipamentos aconteceu entre 17 e 22 de maio, beneficiando mais de 30 famílias.

O Água Box é movido a energia solar e as unidades foram cedidas para serem instaladas nas comunidades de Jatobá, localizada na área de proteção ambiental de Alter do Chão, e outra localizada na Bacia do Rio Arapiuns.

O coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa no Pará, Jorge Ivan Rebelo Porto, informou que o Água Box também será implantado em outras comunidades de Santarém que utilizam águas de igarapés para o consumo.

Como funciona a tecnologia

De acordo com o inventor, o pesquisador do Inpa, Roland Vetter, o purificador funciona à base de energia solar e é capaz de purificar até 400 litros de água por hora. O equipamento utiliza duas placas solares de 90 Watts cada e uma bomba que leva a água do rio para um tanque.

A água contaminada passa por um filtro e em seguida por um tubo de inox com lâmpada de raios ultravioletas, do tipo C, que elimina o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos micro-organismos causadores de doenças intestinais.

"Depois desses processos, a água está potável, livre de germes e pronta para o consumo" assegura Vetter. As lâmpadas têm capacidade para funcionar durante três anos.

O aparelho foi patenteado e comercializado pela empresa QLuz EcoEnergia. O aparelho é compacto e pesa aproximadamente 13 quilos. O purificador já foi instalado em 19 comunidades do Amazonas e oito aldeias indígenas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Brasileiro cria sistema que permite banho 'infinito' com 10 litros de água




A tecnologia ainda aproveita o calor do chuveiro para economizar energia.


Tomar um banho morno e rápido em dias frios é uma dificuldade para muitos. Já para o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino passar “horas” embaixo do chuveiro não é problema, ele não só pode fazer isso, como garante que sua prática é sustentável.

À primeira vista pode parecer um absurdo, mas basta entender o mecanismo da invenção de Paulino para desejar o mesmo sistema em casa. Residente em Valinhos, interior de São Paulo, o profissional desenvolveu um sistema que “recicla” a água durante o banho e devolve-a para o chuveiro.

Na primeira chuveirada a água cai e escorrega pelo ralo, a partir daí passa por dois filtros. Em seguida, o líquido é pressurizado por uma bomba e filtrado mais duas vezes. Finalmente, a água passa por outro reservatório que desinfeta e esteriliza, por meio de raios ultravioletas e ozônio.

O equipamento, batizado de Showerair, ainda possui um dispositivo que descarta a água para o reservatório do vaso sanitário, após o banho. A medida, segundo Paulino, é para evitar o risco de contaminação, uma vez que não é recomendado mais de uma pessoa utilizar a mesma água.

O sensor que indica impurezas foi aproveitado da máquina que produz água com a umidade do ar, outra invenção do engenheiro. Além da economia de água, a tecnologia aproveita o calor do chuveiro para economizar até 70% de energia em relação aos chuveiros tradicionais.

Segundo reportagem da folha, cada kit de filtros de alta velocidade custa entre R$ 300 a R$400, podendo ser usado em até 400 banhos. Já o chuveiro poderá ser vendido por oito mil reais cada, valor que pode cair se produzido em larga escala.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/brasileiro-cria-sistema-que-permite-banho-infinito-com-10-litros-de-agua

quarta-feira, 20 de maio de 2015

TCU: atraso em obras para elétricas causa prejuízo de R$ 8 bi e faz subir conta de luz no Brasil (TCU: overdue electric utilities works cause loss of R $ 8 billion and raises electric energy rates in Brazil)!


Imagem: Divulgação (UOL).

Atrasos em obras de geração e transmissão de energia nos últimos anos no país resultaram em prejuízo bilionário (mais de R$ 8 bi), aumentaram a conta de luz e contribuíram para insegurança do sistema elétrico. As conclusões são de fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União).

[Delays in works on generation and transmission energy lines in recent years in Brazil resulted in billionaire losses (more than R $ 8 billion), increased the electricity bill and contributed to electrical system insecurity. The findings are monitoring TCU (Federal Audit Court)].

Somente entre 2014 e o primeiro trimestre de 2015, o valor médio da energia subiu 46%, diz o TCU.
Segundo o relatório, 79% das obras das usinas hidrelétricas tiveram atrasos médios de oito meses entre 2005 a 2012.
Nas usinas termelétricas, o atraso das obras chegou a 75%. Nas pequenas centrais hidrelétricas, 62%.
Nas linhas de transmissão, a demora ocorreu em 83% das obras, com tempo médio de 14 meses.
Nas subestações, 63%, com média de três meses de atraso, aponta o relatório.

No documento, o TCU cita que os atrasos têm várias causas, como dificuldades com licenciamentos, desapropriações e negociações fundiárias, além de corte de recursos públicos. Porém, diz que falta planejamento.
Conta mais cara

A fiscalização fez duras críticas à medida provisória do governo, de setembro de 2012, que permitiu a renovação das concessões do setor que venceriam entre 2015 e 2017. Isso levou então a uma redução média de 20% nas contas de energia.

O TCU reconheceu que, apesar da política ter proporcionado uma redução de preços de curto prazo, "é inquestionável que sua operacionalização só foi possível por meio de aportes de valores que superaram, significativamente, as economias repassadas aos consumidores."

Segundo o relatório, a tarifa média de fornecimento de energia, com a MP, caiu de R$ 292,85 o MWh para R$ 254,45 o MWh (entre 2012 e 2013). Porém, em 2014 esse valor subiu para R$ 276,30 MWh e, no primeiro trimestre de 2015, disparou para R$ 403,04 MWh (46% de aumento).

Para o TCU, a política de antecipação de contratos trouxe efeitos negativos como o estímulo ao consumo em momento de baixa dos reservatórios hídricos, exposição das concessionárias ao mercado de curto prazo e aumento do déficit público decorrente dos subsídios do Tesouro Nacional. As medidas também teriam comprometido a capacidade de investimento das empresas do grupo Eletrobras.

O relator diz que setor elétrico brasileiro passa por um momento de "inegável crise." "Em 2014, os reservatórios das hidrelétricas atingiram o menor nível de armazenamento de água de toda a série histórica contabilizada pelo ONS. Os níveis de armazenamento de março/2015 encontram-se abaixo de 30% quando, pela média dos últimos 10 anos, deveriam estar atingindo patamares próximos a 75% nessa época do ano", pontua.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia informou ao UOL que não tinha recebido o acórdão do relatório do TCU e só irá se pronunciar "após tomar conhecimento dos dados."

Fonte: UOL.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Empresa alega ter construído sistema de energia solar mais eficiente do planeta (Company claims to have built solar power system more efficient on planet)!

ripasso
Imagem: Divulgação.

Um novo sistema de geração de energia solar, que seus desenvolvedores afirmam ser o mais eficiente do mundo, está sendo testado no deserto de Kalahari, na África do Sul.

A empresa sueca por trás do projeto, que une tecnologia militar com uma ideia desenvolvida por um engenheiro escocês do século XIX, está perto de construir sua primeira instalação comercial.

[A new system of solar power generation, which its developers claim to be the most efficient in the world, is being tested in the Kalahari Desert in South Africa.

The Swedish company behind the project, which unites military technology with an idea developed by a Scottish engineer of the nineteenth century, is close to building its first commercial installation].

O sistema usa espelhos de 100 metros quadrados para focalizar a luz do sol em direção a um único ponto. O calor faz movimentar o motor de Stirling, inventado por Robert Stirling em 1816. O sistema alterna entre o aquecimento e a refrigeração de um gás para mover um pistão e assim gerar eletricidade.

Testes mostraram que cada espelho consegue gerar entre 75 e 85 megawatt/hora de eletricidade por ano. É a mesma quantidade de energia gerada por uma termoelétrica que criaria 81 toneladas métricas de CO2.

A eficiência é maior até do que outras usinas de energia solar: as melhores células fotovoltaicas conseguem ter 23% de eficácia na geração de energia.

Ainda não se sabe, porém, o preço dessa tecnologia. De qualquer forma, a Ripasso afirma ter conseguido financiamento para criar a primeira instalação em larga escala dos espelhos.

Fonte: The Guardian/Info Abril.

Brasil e Alemanha lançam portal sobre energia heliotérmica (Brazil and Germany launched on line plataform on solar thermal energy).

Ministérios se unem para incentivar energia solar
Imagem: Divulgação (ABENGOA).

Energia heliotérmica

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável lançaram a Plataforma Online de Heliotermia.
A iniciativa tem por objetivo reunir e disseminar informações sobre energia heliotérmica no Brasil.
[The Science, Technology and Innovation Ministry (MCTI) of Brazil and the German Cooperation for Sustainable Development launched the Online Platform for solar thermal.
The initiative aims to gather and disseminate information on solar thermal energy in Brazil].

Energia heliotérmica é a geração indireta de eletricidade a partir dos raios solares - indireta porque, antes de virar energia elétrica, o calor do Sol é captado e armazenado para, depois, ser transformado em eletricidade.

Além de ser considerada uma fonte de energia renovável de baixo impacto ambiental, a heliotermia pode oferecer energia sempre que for necessário. Com a possibilidade de armazenar energia térmica, a produção acontece mesmo em dias nublados ou durante a noite.

"A grande vantagem da energia solar heliotérmica é que podemos produzir tanto calor para processos industriais quanto energia elétrica", disse Eduardo Soriano, do MCTI, destacando que o Brasil, como país tropical, tem grande potencial para aproveitamento da energia do Sol.

Plataforma Online de Heliotermia

A plataforma é dividida em duas seções: área aberta e área exclusiva para usuários cadastrados.

Na primeira, acessível a todos os visitantes, há páginas informativas e notícias sobre heliotermia. Já a área exclusiva, que pode ser acessada após um cadastro, disponibiliza artigos científicos e informações especializadas para quem estuda ou trabalha com o tema.

Os usuários encontram ainda guias de mercado e de pesquisa, nos quais empresas, órgãos públicos e instituições de financiamento, pesquisa e desenvolvimento podem se registrar para compor um panorama das organizações relacionadas à heliotermia.

O site também possui as seções Empregos e Editais, com as oportunidades profissionais da área.
Fonte: Inovação Tecnológica.