sábado, 30 de maio de 2015




Análise: os indicadores de desempenho são métricas que quantificam a performance de acordo com os objetivos organizacionais
Da Endeavor

São Paulo - Se você tem um curso pré-vestibular, pode ser a porcentagem de alunos aprovados em universidades renomadas. Se tem um restaurante que preza pelo serviço de qualidade, pode ser a taxa de clientes que retornam. Se o caso é uma indústria de produção em massa, pode ser a quantidade de produtos finalizados por hora.

Os indicadores de desempenho, também chamados de KPI, são métricas que quantificam sua performance de acordo com seus objetivos organizacionais.

Para que esses indicadores de desempenho tenham uma contribuição significativa no controle da empresa, primeiro é necessário entender o planejamento estratégico e ter objetivos claros na hora da definição das metas que devem ser alcançadas.

A partir daí, a elaboração e a gestão dos indicadores de desempenho podem ser direcionadas para o monitoramento da evolução dos resultados da empresa e servir como referência para o processo de tomada de decisão e a criação de estratégias de melhoria.

Esse artigo foi criado justamente para abordar a importância da utilização da avaliação de desempenho organizacional, quais tipos de indicadores e métodos podem ser utilizados e como eles podem contribuir no processo de tomada de decisão.

A utilização de indicadores de desempenho

Existem diversos tipos de KPIs que fornecem uma série de informações que podem estar encaixadas em categorias. Dentre alguns deles, podemos citar:

- Os indicadores de produtividade: que podem estar relacionados à produtividade hora/colaborador, hora/máquina. Ou seja, estão ligados ao uso dos recursos da empresa com relação às entregas.

- Os indicadores de qualidade: eles andam juntos com os indicadores de produtividade, pois ajudam a entender qualquer desvio ou não conformidade que ocorreu durante o processo produtivo. Um exemplo de indicador de qualidade pode ser considerado o nível de avarias, onde a quantidade de avarias ocorridas durante um período é comparado com o nível de aceitação estabelecido.

- Os indicadores de capacidade: eles medem a capacidade de resposta de um processo. Podemos citar como indicadores de capacidade a quantidade de produtos que uma máquina consegue embalar durante um determinado período de tempo.

- Os indicadores estratégicos: eles auxiliam na orientação de como a empresa se encontra com relação aos objetivos que foram estabelecidos anteriormente. Eles indicam e fornecem um comparativo de como está o cenário atual da empresa com relação ao que deveria ser.

Independentemente de em qual categoria os indicadores se encontram, eles são igualmente importantes, pois são eles quem fornecem a visão que a empresa necessita para enxergar seus processos e conseguir uma base sólida para alinhá-los aos objetivos traçados.

Os principais indicadores de desempenho nas empresas de sucesso

Então, quais indicadores de desempenho podem ser utilizados para acompanhar a performance da empresa e o que pode ser feito para que os resultados sejam melhorados?

Indicador de lucratividade

Grande parte dos empreendedores se preocupa em acompanhar o faturamento da empresa e, não raro, se depara com situações onde os resultados foram positivos, mas o dinheiro não sobra. Parece estranho? Sim, mas não é.

O cálculo do percentual de lucro sobre o faturamento ajuda a entender melhor qual caminho o negócio tem seguido e quais ações podem ser tomadas para melhorar os resultados. Voltando à questão da falta de dinheiro, ela pode estar diretamente ligada aos custos que a empresa apresenta.

Se o seu faturamento foi positivo, mas o dinheiro não está disponível, é sinal de que seus custos andam elevados e você precisa tentar resolver esse impacto. Uma boa forma de analisar se a lucratividade do seu negócio está em bom estado é compará-la com a lucratividade média apresentada pelo seu setor no mercado.

Valor do ticket médio

Este indicador de desempenho permite entender como funciona a dinâmica de vendas e pode ser acompanhado de três formas: por venda, por cliente e por vendedor. Com esses três parâmetros, é possível identificar a performance do setor de forma mais ampla e identificar ações que podem maximizar os resultados ou pontos que necessitam de melhoria.

Por exemplo: se você consegue medir seu ticket médio por clientes, poderá saber quais deles compram mais e melhor e mudar a forma como se relaciona com esses clientes, oferecendo um atendimento diferenciado e negociações especiais.

Por outro lado, se você acompanha o ticket médio por vendedor, consegue identificar, por exemplo, quais se saem melhor. A partir daí, vale investigar os motivos e implementar soluções, como a de investir mais na capacitação dos vendedores ou de criar programas de incentivos.

O cálculo padrão de ticket médio se dá: faturamento em X meses / X / nº de clientes – dessa forma, têm-se o ticket médio mensal da empresa.

Nível de serviço de entregas


Esse indicador da área de logística revela os dados de uma das operações mais complicadas e, ao mesmo tempo, mais observadas pelos clientes: a entrega dos produtos. Esse KPI é importante não só para entender como está o desempenho da sua operação de transporte, mas também se a sua cadeia de suprimentos funciona de forma eficiente.

Serve ainda como base para avaliar o desempenho dos seus fornecedores. Isso é importante para avaliar o grau de confiabilidade de cada um deles com relação a suas entregas e o cumprimento de prazos.

Taxa de sucesso em vendas


Esse indicador auxilia os empreendedores a entender qual é o índice de vitórias em cada negociação realizada pela empresa. Ela pode ser medida estabelecendo a relação entre a quantidade de vendas que foram efetivamente fechadas e a quantidade total de oportunidades que foram abertas em determinado período.

Além disso, se as taxas de sucesso forem medidas em cada etapa do processo de negociação, é possível identificar qual é o maior gargalo do seu funil de vendas, aquele que faz com que seus clientes desistam da proposta.

Por exemplo: se os clientes desistem logo no início, o problema pode estar relacionado à abordagem dos vendedores. Em um momento mais avançado, pode ser consequência da oferta de facilidade de pagamento ou, mais adiante, da capacidade de entrega.

Índice de turnover

Avaliar o grau de rotatividade dos seus funcionários ajuda a entender as questões internas da empresa. Grandes taxas de turnover podem sinalizar problemas de liderança, de clima organizacional e de valorização dos colaboradores. Quando a empresa enfrenta problemas internos, possivelmente eles irão refletir no atendimento ao cliente.

O grau de turnover pode ser calculado com base no tempo médio de permanência de cada funcionário na empresa. A fórmula clássica é (nº de demissões + nº de admissões)/2, dividido pelo total de funcionários. Essa taxa de rotatividade acaba se tornando importante para que a organização entenda seus problemas e crie ações para solucioná-los e melhorar os resultados da empresa como um todo.

É muito comum encontrar empreendedores que, na ânsia de controlar suas operações, acabam criando uma grande quantidade de KPIs, que fornecem muitas informações que muitas vezes não são analisadas. Ou então, ainda, há aqueles que acabam dando tanto foco no que diz respeito à rotina — captação de clientes, negociação, vendas, entre outras atividades — que se esquecem de desenvolver análises que podem fornecer um diagnóstico preciso sobre a situação em que a empresa se encontra.

Esses indicadores de desempenho só funcionam quando estão alinhados com suas estratégias e quando você está disposto a separar um respiro na rotina para acompanhá-los.

Concurso dará US$ 20 mil a projetos de mulheres cientistas

intelfreepress/ Flickr


A ideia é valorizar a área de pesquisas científicas no Brasil e recebendo os melhores estudos feitos em instituições brasileiras
Adeline Daniele, de INFO Online

São Paulo - A L’Oreal, em parceria com a Unesco e a Academia Brasileira deCiência, quer premiar as melhores cientistas do Brasil em um concurso que premiará os sete melhores projetos de pesquisa com uma bolsa de 20 mil dólares para cada vencedora.

Esta é a décima edição do prêmio L’Oreal/ Unesco/ ABC para mulheres na ciência. A ideia é valorizar a área de pesquisas científicas no Brasil e recebendo os melhores estudos feitos em instituições brasileiras.

Para participar do concurso, é preciso ter concluído o doutorado a partir de 1° de janeiro de 2009 e realizar um registro no site Para Mulheres na Ciência, criado em comemoração aos 10 anos do programa, até 7 de junho.

Na página, as candidatas também podem conferir informações sobre as vencedoras de anos anteriores, curiosidades sobre o prêmio e todo o regulamento para as inscrições.

Em 2014, o concurso chegou a receber mais de 300 mil projetos inscritos. Neste ano, as vencedoras das bolsas serão reveladas em agosto e a cerimônia de premiação será realizada em outubro.

Além do concurso, para celebrar os 10 anos do prêmio no país, o programa também está promovendo seminários e palestras em algumas universidades e museus pelo país, que contarão com a presença das mulheres vencedoras de anos anteriores.

O objetivo com os eventos é discutir a participação feminina na área da ciência e encontrar formas de conseguir mais investimentos e buscar maior equilíbrio de gêneros na carreira científica.

As mesas-redondas já passaram por cidades como Niterói (RJ), Goiânia (GO) e Duque de Caxias (RJ). Veja, abaixo, as datas das próximas mesas-redondas em mais duas cidades brasileiras:

9 de junho - Rio de Janeiro - UFRJ

Local: Ilha do Fundão

Horário: 13 às 16 horas

24 de junho – Rio Grande do Sul - UFRGS

Local: a confirmar

Horário: 14 às 17 horas

Solar Impulse 2 decola da China para cruzar o Pacífico

Divulgação


Solar Impulse 2: o avião saiu da China em direção ao Pacífico
Da AFP

O avião revolucionário Solar Impulse 2 decolou da China nas primeiras horas deste domingo, para tentar um voo de seis dias sobre o Pacífico.

Movido a energia solar e comandado pelo suíço André Borschberg, 62, o avião decolou de Nankin rumo ao Havaí às 18h40 GMT, para um voo de 8.500 km até a ilha americana, aonde deverá chegar após 130 horas, segundo os organizadores. O outro piloto é o suíço Bertrand Piccard, que ficou em terra.

O voo havia sido adiado várias vezes devido às condições climáticas, e, desde 21 de abril, o avião estava parado na cidade de Nankin.

O Solar Impulse 2 nunca sobrevoou um oceano ou permaneceu no ar por mas de 24 horas, o que torna esta travessia um desafio tecnológico e uma façanha histórica para a aviação.

O Solar Impulse 2 partiu em 9 de março de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Desde então, fez escalas em Omã, Índia, Mianmar e China. No total, o aparelho tem que percorrer 35.000 km, a uma velocidade média de 50 a 100 km/h, e cruzar dois oceanos.

A viagem, a, no máximo, 8.500 metros de altitude, deveria durar, a princípio, cinco meses, com 25 dias efetivos de voo, antes do retorno a Abu Dhabi.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pesquisadores brasileiros criam sistema que gera energia a partir de bactérias




O intuito é usar as bactérias para produzir a mesma quantidade de energia das células solares.



Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) conseguiu gerar energia elétrica a partir da atividade de bactérias Escherichia coli cultivadas em solução de água e nutrientes em ambiente controlado. Durante 11 dias, as bactérias geraram continuamente 0,5V, atingindo, nesta fase, o ápice da produção de energia.

O trabalho é realizado pelos professores Helinando Pequeno de Oliveira, do Colegiado de Engenharia Elétrica; e Mateus Matiuzzi, do Colegiado de Zootecnia, em conjunto com a estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira.

A pesquisa teve início no final do ano passado e será desenvolvida na Univasf e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O projeto contará com a participação do professor do Departamento de Química do MIT Timothy Swager, que trabalha com a produção de grafenos modificados quimicamente.

Os primeiros resultados são animadores, segundo o coordenador da pesquisa, Helinando de Oliveira. “Nosso objetivo é cultivar bactérias para que elas sejam geradoras de energia e no futuro possamos transformar células bacterianas em fonte alternativa de energia e produzi-las em escala industrial”, informa. Uma das metas, de acordo com ele, é fazer com que as bactérias gerem energia em quantidade equivalente à produzida por células solares.

O processo

A equipe de pesquisadores desenvolveu um reator formado por dois compartimentos de teflon e separados por um trocador de prótons. Em um dos compartimentos foram inseridas as células bacterianas, cultivadas pelo microbiologista Mateus Matiuzzi, e a solução de água limpa e nutrientes. Elas são mantidas numa estufa, com temperatura controlada a 37°C.

Ao se reproduzirem, as bactérias geram energia e enviam para o outro lado, por meio de eletrodos de carbono, a água limpa purificada devido à troca de prótons pela membrana disposta entre os compartimentos. Esta purificação da água é outro efeito da atividade bacteriana. Oliveira observa que este resultado já era esperado, mas destaca o fato de a produção energética e a descontaminação da água ocorrerem num ambiente totalmente controlado e com um único tipo de bactéria, o que distingue o trabalho de outras pesquisas já realizadas com as Microbial Fuel Cells (MFC), como são chamadas as células bacterianas geradoras de energia.

Os pesquisadores da Univasf estão testando, no momento, a energia gerada pelas células bacterianas quando acopladas a um resistor. Ao conectá-las a um resistor de mil ohms, eles obtiveram uma tensão de 53 milivolts, ainda considerada pequena. Mas a pesquisa, que está no início, será desenvolvida até dezembro de 2016. “Estamos confiantes de que até o final da pesquisa teremos bons resultados a apresentar”, afirma Oliveira.

Comunidades do Pará recebem purificador de água movido a energia solar




O aparelho é compacto e pesa aproximadamente 13 quilos.



O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) doou à Prefeitura de Santarém (PA) duas unidades de um purificador de água capaz de desinfetar águas poluídas de rios. A instalação dos equipamentos aconteceu entre 17 e 22 de maio, beneficiando mais de 30 famílias.

O Água Box é movido a energia solar e as unidades foram cedidas para serem instaladas nas comunidades de Jatobá, localizada na área de proteção ambiental de Alter do Chão, e outra localizada na Bacia do Rio Arapiuns.

O coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa no Pará, Jorge Ivan Rebelo Porto, informou que o Água Box também será implantado em outras comunidades de Santarém que utilizam águas de igarapés para o consumo.

Como funciona a tecnologia

De acordo com o inventor, o pesquisador do Inpa, Roland Vetter, o purificador funciona à base de energia solar e é capaz de purificar até 400 litros de água por hora. O equipamento utiliza duas placas solares de 90 Watts cada e uma bomba que leva a água do rio para um tanque.

A água contaminada passa por um filtro e em seguida por um tubo de inox com lâmpada de raios ultravioletas, do tipo C, que elimina o DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos micro-organismos causadores de doenças intestinais.

"Depois desses processos, a água está potável, livre de germes e pronta para o consumo" assegura Vetter. As lâmpadas têm capacidade para funcionar durante três anos.

O aparelho foi patenteado e comercializado pela empresa QLuz EcoEnergia. O aparelho é compacto e pesa aproximadamente 13 quilos. O purificador já foi instalado em 19 comunidades do Amazonas e oito aldeias indígenas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Brasileiro cria sistema que permite banho 'infinito' com 10 litros de água




A tecnologia ainda aproveita o calor do chuveiro para economizar energia.


Tomar um banho morno e rápido em dias frios é uma dificuldade para muitos. Já para o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino passar “horas” embaixo do chuveiro não é problema, ele não só pode fazer isso, como garante que sua prática é sustentável.

À primeira vista pode parecer um absurdo, mas basta entender o mecanismo da invenção de Paulino para desejar o mesmo sistema em casa. Residente em Valinhos, interior de São Paulo, o profissional desenvolveu um sistema que “recicla” a água durante o banho e devolve-a para o chuveiro.

Na primeira chuveirada a água cai e escorrega pelo ralo, a partir daí passa por dois filtros. Em seguida, o líquido é pressurizado por uma bomba e filtrado mais duas vezes. Finalmente, a água passa por outro reservatório que desinfeta e esteriliza, por meio de raios ultravioletas e ozônio.

O equipamento, batizado de Showerair, ainda possui um dispositivo que descarta a água para o reservatório do vaso sanitário, após o banho. A medida, segundo Paulino, é para evitar o risco de contaminação, uma vez que não é recomendado mais de uma pessoa utilizar a mesma água.

O sensor que indica impurezas foi aproveitado da máquina que produz água com a umidade do ar, outra invenção do engenheiro. Além da economia de água, a tecnologia aproveita o calor do chuveiro para economizar até 70% de energia em relação aos chuveiros tradicionais.

Segundo reportagem da folha, cada kit de filtros de alta velocidade custa entre R$ 300 a R$400, podendo ser usado em até 400 banhos. Já o chuveiro poderá ser vendido por oito mil reais cada, valor que pode cair se produzido em larga escala.

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/brasileiro-cria-sistema-que-permite-banho-infinito-com-10-litros-de-agua

quarta-feira, 20 de maio de 2015

TCU: atraso em obras para elétricas causa prejuízo de R$ 8 bi e faz subir conta de luz no Brasil (TCU: overdue electric utilities works cause loss of R $ 8 billion and raises electric energy rates in Brazil)!


Imagem: Divulgação (UOL).

Atrasos em obras de geração e transmissão de energia nos últimos anos no país resultaram em prejuízo bilionário (mais de R$ 8 bi), aumentaram a conta de luz e contribuíram para insegurança do sistema elétrico. As conclusões são de fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União).

[Delays in works on generation and transmission energy lines in recent years in Brazil resulted in billionaire losses (more than R $ 8 billion), increased the electricity bill and contributed to electrical system insecurity. The findings are monitoring TCU (Federal Audit Court)].

Somente entre 2014 e o primeiro trimestre de 2015, o valor médio da energia subiu 46%, diz o TCU.
Segundo o relatório, 79% das obras das usinas hidrelétricas tiveram atrasos médios de oito meses entre 2005 a 2012.
Nas usinas termelétricas, o atraso das obras chegou a 75%. Nas pequenas centrais hidrelétricas, 62%.
Nas linhas de transmissão, a demora ocorreu em 83% das obras, com tempo médio de 14 meses.
Nas subestações, 63%, com média de três meses de atraso, aponta o relatório.

No documento, o TCU cita que os atrasos têm várias causas, como dificuldades com licenciamentos, desapropriações e negociações fundiárias, além de corte de recursos públicos. Porém, diz que falta planejamento.
Conta mais cara

A fiscalização fez duras críticas à medida provisória do governo, de setembro de 2012, que permitiu a renovação das concessões do setor que venceriam entre 2015 e 2017. Isso levou então a uma redução média de 20% nas contas de energia.

O TCU reconheceu que, apesar da política ter proporcionado uma redução de preços de curto prazo, "é inquestionável que sua operacionalização só foi possível por meio de aportes de valores que superaram, significativamente, as economias repassadas aos consumidores."

Segundo o relatório, a tarifa média de fornecimento de energia, com a MP, caiu de R$ 292,85 o MWh para R$ 254,45 o MWh (entre 2012 e 2013). Porém, em 2014 esse valor subiu para R$ 276,30 MWh e, no primeiro trimestre de 2015, disparou para R$ 403,04 MWh (46% de aumento).

Para o TCU, a política de antecipação de contratos trouxe efeitos negativos como o estímulo ao consumo em momento de baixa dos reservatórios hídricos, exposição das concessionárias ao mercado de curto prazo e aumento do déficit público decorrente dos subsídios do Tesouro Nacional. As medidas também teriam comprometido a capacidade de investimento das empresas do grupo Eletrobras.

O relator diz que setor elétrico brasileiro passa por um momento de "inegável crise." "Em 2014, os reservatórios das hidrelétricas atingiram o menor nível de armazenamento de água de toda a série histórica contabilizada pelo ONS. Os níveis de armazenamento de março/2015 encontram-se abaixo de 30% quando, pela média dos últimos 10 anos, deveriam estar atingindo patamares próximos a 75% nessa época do ano", pontua.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia informou ao UOL que não tinha recebido o acórdão do relatório do TCU e só irá se pronunciar "após tomar conhecimento dos dados."

Fonte: UOL.