sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Folhas solares geram eletricidade verde


Site Inovação Tecnológica

[Imagem: Antti Veijola]


Eletricidade verde

Quem disse que painéis solares precisam ser escuros, planos e ficarem em cima do telhado?

Tirando proveito dos avanços no campo das células solares orgânicas, Tapio Ritvonen e seus colegas do Centro de Pesquisas Técnicas da Finlândia estão criando painéis solares que não são exatamente painéis.

Como as células solares orgânicas são flexíveis, transparentes e fabricadas sobre materiais plásticos, é possível usá-las para recobrir qualquer superfície, incluindo vidros de janelas e objetos decorativos.

Embora fazer isso como curiosidade não seja exatamente um desafio, Ritvonen desenvolveu uma técnica para fabricar em escala industrial esses elementos de design com capacidade de geração de eletricidade.


[Imagem: Antti Veijola]

Folhas solares

As "folhas solares" foram as que mais chamaram a atenção pelo seu apelo às "tecnologias verdes" para geração de eletricidade.

Cada folha tem uma superfície útil - recoberta com células solares - de 0,0144 m2. Cerca de 70 folhas formam um painel solar ativo de 1 m2, capaz de gerar 3,2 amperes de eletricidade com 10,4 watts de potência, segundo Ritvonen.

Cada painel solar flexível é impresso em um material plástico transparente, atingindo meros 0,2 milímetro de espessura - incluindo os eletrodos para retirada da eletricidade -, o que permite seu uso para revestir outros materiais.

Tendo sido testada em uma fábrica modelo existente dentro da Universidade, a tecnologia já está sendo licenciada para parceiros da indústria.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Suíços criam lentes de contato tecnológicas para amplificar a visão




AFP/AFP - Lente sendo feita em fábrica na França


Pesquisadores suíços estão desenvolvendo lentes de contato que contêm pequenos telescópios para estimular e amplificar ou reduzir a visão com uma piscadela.


A nova lente de contato, de 1,55 milímetros de espessura, contêm um telescópio refletor, extremamente fino, que é ativado por piscadelas.

Lançado pela primeira vez em 2013 e aprimorado desde então, o protótipo foi apresentado por Eric Tremblay, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, para a Associação Americana de Ciência Avançada (AAAS), em sua reunião anual na Califórnia.

As lentes vêm com películas inteligentes que respondem às piscadelas, mas não ao piscar normal de olhos, de modo que o usuário pode alterar quase sem esforço de uma visão normal para um ampliada, e vice-versa.

O usuário realiza uma piscadela com o olho direito para ativar o telescópio e com o esquerdo para desligá-lo.

"Acreditamos que essas lentes são promissoras para pessoas com pouca visão e pessoas com degeneração macular associada à idade", uma doença que afeta as pessoas mais velhas, disse Tremblay.

As lentes amplificam objetos até 2,8 vezes, o que permitiria aos pacientes com degeneração macular associada à idade ler mais facilmente e reconhecer mais claramente objetos e rostos com a sua ajuda.

Financiado pela DARPA, o principal braço de pesquisa do Pentágono, as lentes foram originalmente desenvolvidas para servir como uma forma de visão biônica para os soldados.

Avanço

Tremblay foi muito cuidadoso ao enfatizar que o acessório ainda está em fase de testes, embora possa eventualmente tornar-se uma "opção real" para as pessoas com degeneração macular associada à idade.

Apesar de mais rígidas do que as lentes maleáveis utilizadas pela maioria das pessoas, essas são seguras e confortáveis, segundo Tremblay.

Várias peças plásticas cortadas com precisão, espelhos de alumínio e finas películas polarizadas compõem as lentes, juntamente com cola biologicamente segura.

Como o olho precisa de uma quantidade regular de oxigênio, os cientistas têm trabalhado para que as lentes facilitem a ventilação, usando pequenos canais de ar de cerca de 0,1 mm de largura entre as lentes.

A equipe de investigação, que inclui pesquisadores das Universidades da Califórnia e de San Diego, bem como especialistas do Paragon Vision Sciences, Innovega, Pacific Sciences and Engineering e Rockwell Collins, descreveu o produto como "um grande salto", em comparação com as lentes atualmente no mercado para pessoas com degeneração macular associada à idade e que têm telescópios incorporados, mas são volumosos e difíceis de usar.

Ao contrário dos modelos mais antigos, que exigem que a pessoa incline a cabeça e os olhos, o mais recente produto pode realmente acompanhar os movimentos do olho, facilitando seu uso.

Outros avanços

Os cientistas também revelaram outras pesquisas na conferência da AAAS relacionadas com os últimos avanços em tratamentos para a visão, alguns dos quais poderiam ajudar as 285 milhões de pessoas em todo o mundo com algum tipo de problema visual.

Em um dos estudo, pesquisadores revelaram lentes com câmeras integradas para melhorar a visão de cegos e deficientes visuais.

Daniel Palanker, da Universidade de Stanford, na Califórnia, apresentou o projeto, em que as lentes incluem uma câmera que envia imagens para a retina através de centenas de nervos simulando células fotovoltaicas.

Esses nervos poderiam converter a luz em impulsos elétricos e transmitir sinais para o cérebro, permitindo que o usuário "enxergue".

Palanker explicou que o produto está funcionando bem com animais, e que os pesquisadores conseguiram restaurar a visão de camundongos cegos pela metade do nível normal.

Ele espera começar os testes clínicos em 2016 na França, em colaboração com Pixium Vision.


Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/su%C3%AD%C3%A7os-criam-lentes-contato-tecnol%C3%B3gicas-amplificar-vis%C3%A3o-140044527.html

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Vacina contra o Ebola está prestes a passar por teste definitivo

 
O progresso da vacina contra o Ebola é cada vez mais rápido graças à troca de informações entre cientistas do mundo todo. Duas fórmulas já passaram do estágio de concepção e encontram-se às portas de testes. Uma delas, inclusive, já vai para o estágio de teste definitivo. As vacinas, uma vez definidas, serão aplicadas em pacientes saudáveis que residam em áreas com grande risco de contaminação como a Libéria.
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas aí é claro que pinta um obstáculo pra atravancar os estudos. Não bastasse simplesmente existir, o obstáculo ainda é um paradoxo.



O caso é que para determinar seu funcionamento, a vacina precisa ser testada contra uma quantidade mínima determinada de infecções. E não é que o número de casos novos de Ebola tem diminuído sensivelmente nos últimos meses? Sentiu a ironia? A vacina tá quase pronta, mas quase ninguém mais tá contraindo a doença.
É aquela história... que bom que tá rolando menos casos novos de Ebola. Só que sem isso não tem como garantir a vacina pra prevenir. E se não der pra testar a vacina e o Ebola voltar daqui 20 anos com o DNA todo zoado pra vacina não funcionar? Difícil dizer pelo que torcer nesse caso :/
Fato é que se tem uma coisa da qual o Ebola gosta é de retornos triunfantes, porque quem se lembra do meio da década de 90 se lembra até de que fizeram um filme sobre o Ebola. Um vírus não ganhava esse status desde o HIV. E nenhum outro chegou nisso desde então.


Fonte: Science Magazine

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Em 2050, o Brasil precisará de três vezes mais energia do que hoje (Brazil will need three times more energy in 2050 than today).

Para sobreviver à crise, o Brasil precisa investir em projetos inovadores.
Para sobreviver a atual crise, Brasil precisa de investir em projetos inovadores.
[To survive against the current crisis, Brazil needs to invest in innovative projects].
Imagem: Divulgação.

A escassez de água afeta o Brasil mais do que a maioria dos países. Depois da China, o Brasil é o maior produtor mundial de energia hidrelétrica. Três quartos da energia do País são produzidas em usinas hidrelétricas. E o consumo está crescendo – no ano 2050, o Brasil precisará de três vezes mais eletricidade do que hoje.

A seca atual está ameaçando especialmente as regiões e as cidades densamente povoadas no sudeste do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. O sistema Cantareira atua com menos de 7% de sua capacidade. Por todo o país, 17 das 18 usinas hidrelétricas mais importantes estão registrando níveis de água mais baixos do que em 2001, o ano da última crise de energia, ou melhor, da crise hídrica.

A mudança climática significa que o Brasil está ameaçado por períodos de seca ainda mais frequentes. Catorze dos 15 anos mais quentes ocorreram desde o ano 2000. Segundo dados da Organização Mundial da Meteorologia (OMM), 2014 foi o ano mais quente desde que os registros climáticos começaram a ser feitos. À medida que o ar aquece, as temperaturas oceânicas também sobem, e isso pode ter um impacto considerável sobre o clima local e mais ainda sobre a precipitação de chuva. Algumas regiões tiveram chuvas torrenciais e inundações, enquanto outras regiões tiveram seca.

Seca ameaça a bacia do Rio Amazonas e atinge até Estados Unidos e Europa

O problema não se restringe à região sudeste do país. Em 2009, a Allianz e o WWF já haviam alertado sobre o ressecamento da floresta tropical amazônica no relatório sobre o clima intitulado “Pontos de Virada”. A conclusão do relatório é de que, no futuro, as secas regionais poderão ser dez vezes mais frequentes e também mais prolongadas, e isso se tornará a norma no ano 2050. A ocorrência de tais “pontos de virada” pode levar a mudanças irreversíveis com consequências dramáticas dentro de um curto período. As florestas atraem umidade, refrescam o ar e promovem precipitação de chuva. A imensa floresta tropical amazônica é considerada o ‘pulmão verde’ do planeta. No final deste século, períodos mais prolongados de seca poderão ameaçar até 70% da bacia amazônica. O desmatamento e os métodos de derrubada do tipo corta e queima aumentam ainda mais esse risco.

Não só o Brasil, mas também outras regiões do mundo estão sendo seriamente ameaçadas pela seca. Nos Estados Unidos, o sul da Califórnia, em particular, está em situação de risco. Nos últimos três anos, essa região recebeu um volume de chuvas anormalmente reduzido. Incêndios florestais devastadores se espalharam com velocidade apavorante no terreno extremamente seco.

No entanto, lá as autoridades investiram desde o início em outras formas de geração energética além da hidrelétrica, de modo que o abastecimento de energia ao menos não foi diretamente afetado pela estiagem. Para Karsten Loeffler, CEO da Allianz Climate Solution, para sobreviver à crise, o Brasil precisa investir em parcerias público-privadas, com o intuito de desenvolver projetos inovadores.

Segundo ele, o país tem um enorme potencial para gerar energia solar durante o dia e trabalhar com as hidrelétricas apenas à noite. Esta opção garantiria a distribuição de energia mesmo em períodos em que a demanda por água e energia são maiores do que o normal. 

Fonte: CicloVivo.

Demonstrada nova técnica para geração de eletricidade (Demonstrated a new technique for generating electricity).

Nova técnica para geração de eletricidade

Mecanismo de produção de energia por acúmulo de cargas.
[Energy production mechanism for accumulation of charges].
Imagem: Divulgação.

Funções de trabalho

Engenheiros do Centro de Pesquisas Técnicas da Finlândia (VTT) demonstraram uma nova técnica para geração de energia elétrica.

Aapo Varpula e seus colegas geraram energia utilizando um fenômeno de acúmulo de cargas elétricas que ocorre naturalmente entre dois corpos com diferentes funções de trabalho.

Função de trabalho é a quantidade de energia necessária para remover um elétron de um sólido e que está na base, por exemplo, do conhecido efeito fotoelétrico.

Quando dois corpos condutores com diferentes funções de trabalho são conectados um ao outro eletricamente, eles acumulam cargas opostas. Movendo estes dois corpos um em relação ao outro gera-se energia devido à força eletrostática atrativa entre as cargas opostas.

No experimento, a energia gerada por este movimento foi convertida em energia elétrica utilizável ligando os dois objetos a um circuito externo.

Colheita de energia

Segundo a equipe, a nova técnica de conversão de energia também funciona com semicondutores, o que é importante por causa das aplicações que se tem em mente.

Devido às baixas correntes produzidas, o novo método é adequado para a chamada "colheita de energia", produzindo eletricidade a partir das vibrações mecânicas do ambiente, das batidas do coração ou do molejo do nosso andar.

Coletores de energia desse tipo estão sendo testados em sensores e implantes médicos, onde eles podem substituir as baterias, tornando-se autoalimentados.

Mais no futuro, os coletores de energia poderão abrir novas oportunidades em campos como os aparelhos eletrônicos de vestir.

REFERÊNCIAS
Harvesting Vibrational Energy Using Material Work Functions
Aapo Varpula, Sampo J. Laakso, Tahvo Havia, Jukka Kyynarainen, Mika Prunnila
Nature Scientific Reports- Vol.: 4, Article number: 6799 - DOI: 10.1038/srep06799

FONTE: Inovação Tecnológica.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Itaú anuncia liberação de R$ 1 bilhão para projetos de água e energia limpa

Fevereiro de 2015




O Itaú já beneficiou 42 projetos de energia renovável.



O Itaú Unibanco anunciou esta semana a captação de mais de R$ 1 bilhão para financiar projetos de energia renovável e água no Brasil. Os recursos foram levantados a partir do IFC (International Finance Corporation) e outras três instituições internacionais, conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, o dinheiro já está sob os cuidados do banco e a instituição financeira começou a analisar os projetos que devem receber financiamento. O dinheiro será destinado a programas na área de energia renovável, eficiência energética, tratamento e captação de água e redução dos impactos climáticos.

A executiva responsável por Instituições Financeiras da IFC no Brasil, Ariane Di Iorio, explicou que a tendência é de que os créditos que envolvem programas sustentáveis continue a crescer em todo o mundo, no Brasil não seria diferente. Segundo ela, em 2012 os financiamentos na área foram de US$ 2 bilhões, em 2014 o número já havia subido para US$ 35 bilhões.

O banco brasileiro tem seguido este modelo. Nos últimos três anos, 42 projetos ligados à área de energia renovável foram beneficiados pelas linhas de crédito disponibilizadas pela instituição financeira.

Os beneficiados por estes empréstimos terão prazo de três a cinco anos para efetuar os pagamentos. O banco já deixa claro que as taxas de juros podem variar de acordo com o projeto apresentado e que o interesse é diversificar ao máximo a quantidade de receptores de recursos.

Redação CicloVivo

Os desafios da gestão do varejo (The challenges of retail management)

empresa
Imagem: Divulgação.

O cenário econômico atual é, sem dúvida, muito desafiador para o varejista que lida com a pressão crescente sobre seus custos e a tem que se reinventar para atrair novos clientes ou ampliar o volume de vendas. 

A tendência de crescimento de inflação e dos juros, em um ambiente de menor crescimento do PIB já podem ser sentidos, com a desaceleração da expansão do comércio, aliviada, por sua vez, pela manutenção do emprego, da renda e da melhor distribuição de riqueza dos últimos anos.

O processo de urbanização avançado no Brasil também tem apoiando o varejo e, cada vez mais, o comportamento de compra ganha novos contornos e passa a ocupar novos territórios que precisarão ser considerados pelos varejistas para não morrer pelo caminho.

A presença do comprador online é uma realidade, com cerca de 70 milhões de brasileiros fazendo alguma compra pela Internet e motivados cada vez mais por comunidades virtuais organizadas em redes sociais e muito próximas do candidato a comprador. Ou seja, a influência do click para compra vem de pessoas próximas e está cada vez menos associada à opinião do símbolo, prevalecendo a fase da supervalorização individual, em que nenhum varejista pode desprezar o potencial do meio digital para o crescimento de seu negócio. 

E a web trouxe a conveniência como a principal diferenciação a ser buscada, já que é nela que se baseia hoje a decisão do consumidor: comprar onde é mais rápido, fácil, próximo e, claro, acessível.

O conceito do Omni Channel, em que a tecnologia permite visualizar e integrar a gestão dos diferentes canais, é fundamental para varejistas de todos os portes e segmentos que buscam engajar seus consumidores com experiências de compra totalmente diferenciadas em relação ao modelo tradicional. É importante que as empresas estejam cada vez mais focados em oferecer uma experiência fora da curva que possa fidelizar seus clientes. Hoje o consumidor final quer se sentir cuidado, quer se reconhecer na marca e saber que ela está atenta as suas necessidades. Especialmente em um cenário de aperto fiscal e de mais concorrência, com entrada de players estrangeiros.

Os principais desafios na gestão do varejo para o próximo ano serão otimizar custos; lidar com formatos mais compactos, definir o portfólio mais rentável e de saída, alocar de forma mais inteligente recursos e repor de forma mais frequente suas mercadorias, para depender menos do "custo de estoque".

Outra frente desafiadora será tocar o comércio com a mesma eficiência de gestão que um banco de investimento, além de aprender a otimizar seus ativos: lojas, estoques, carteira de crédito e relacionamento com o cliente. Propor melhorias no modelo de canais, processos e regras de negócio, para acompanharem a evolução dos tempos e dos comportamentos. 

E, principalmente, não deixar de apostar na tecnologia como alavanca deste processo de gestão, que permita integrar as diversas frentes e dar as linhas para a tomada de decisão, visando o crescimento futuro do negócio, com menos perdas, melhores margens, fluxo de caixa e mais fidelidade dos clientes.

Fonte: CanalTech.